Category: Internet

Plano Nacional de Banda Larga

By André, 12/03/2010 6:22 pm

Rápidos drops do Twitter:

Assistindo debate sobre Plano Nacional de Banda Larga de 09/03 – Tv Senado. É, não tenho vida nem nada melhor pra fazer nesse fim de tarde.

Do Br-Linux.org

“O diretor de Serviços e Universalização do Ministério das Comunicações disse que o governo deverá lançar até outubro o plano nacional de banda larga. Segundo ele, a elaboração da proposta está na reta final e envolverá outros ministérios, como o da Saúde, Educação e Meio Ambiente.

“A ideia é massificar o uso da banda larga entre as classes C, D e E”, afirmou, após participar, no Guarujá, do 53º Painel da Associação Brasileira de Telecomunicações (TELEBRASIL). O diretor salientou que mais detalhes serão anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Hélio Costa, provavelmente no início de outubro. Ele adiantou que a proposta passa pela expansão da infraestrutura da rede e da capacidade de transmissão de dados. Segundo ele, o projeto será desenvolvido com investimentos privados. “O governo poderá investir de forma complementar”, disse. (via tecnologia.ig.com.br)”

Suplicy pede definição de Banda Larga. Interessante. Se falou que 4-6 % da população tem acesso a banda larga, ie. acima de 200 kb. Larga?

Alem disso, aqui a Banda Larga tem menor penetração é mais cara que Chile e Argentina, por exemplo.

Plano é importante e de longo prazo…lento, lento…

Coreia e Japão estão oferecendo 1Gbps…Canada, EUA 20Mb…Estamos bem atrasados na política. Aqui 1Mb para 2014…

Temos que garantir não só largura de banda, preço, inclusão, equilíbrio regional. Deve-se manter tb a “neutralidade da rede”. Nao se fala disso.

Sobre “neutralidade da rede” (“net neutrality”) vejam – http://bit.ly/2xwFeo

“Net Neutrality is the guiding principle that preserves the free and open Internet. Net Neutrality means that Internet service providers may not discriminate between different kinds of content and applications online. It guarantees a level playing field for all Web sites and Internet technologies. Net Neutrality is the reason the Internet has driven economic innovation, democratic participation and free speech online. It protects the consumer’s right to use any equipment, content, application or service without interference from the network provider. With Net Neutrality, the network’s only job is to move data — not to choose which data to privilege with higher quality service.”

Concluindo:

O diagnóstico é que: Estamos atrasados, com serviços caros, concentrados em poucas regiões e estados do país (Rio e principalmente São Paulo), com lentidão e pouca agressividade política para reverter essa situação.

Premissa: Precisamos ser agressivos e garantir uma infraestrutura realmente nacional para fomentar algo que já está na cultura brasileira: a cultura digital.

O princípio de qualquer plano deve ser: Dar acesso universal, equilibrado entre as regiões do país, com qualidade, velocidade, segurança, barato e acessível (ou mesmo gratuito) e, principalmente, deve garantir a liberdade de expressão, o desenvolvimento cultural e a potência comunitária e a total e irrestrita neutralidade da rede. Esse deve ser, ao meu ver, o princípio norteador de qualquer plano nacional de banda larga para o Brasil.

Squared-Time

By André, 04/03/2010 6:15 pm

Time, space, simultaneity, globalization, private space, public space. Passers-by in Times Square, New York, interacting with (supposedly) other people via webcam, via their mobile phones. The ubiquitous communication, the empire of images, remediation by GUI (desktop computer), the complexity of the urban space of contemporary cities. Space displaced in time, double time in cyberspace, time squared, squared-time!

Squared-Time from andre lemos on Vimeo.

Campus Party

By André, 25/01/2010 6:42 pm

Aprontando a mochila para a Campus Party 2010. Ansioso para mergulhar na ambiência do acampamento. Participo de 3 debates: um sobre cibercultura e blogs, outro sobre Gambiologia e outro sobre internet e moradores de rua (nao sei ainda quando e onde será). Devo assisitir também a conferências (principalemente a do Lessig). Mas o bom mesmo será flanar pelo Campus e ver o que a cibercultura brasileira está aprontando. Abaixo minha agenda, até agora…

Dia 26, se chegar a tempo, corro para ver a palestra do Kevin Mitnick, um dos mais famosos hackers, ou melhor, ex-hackers, do mundo. Ele vai falar de social engineering e lock-picking, táticas hackers para conseguir informacão e abrir coisas. Abaixo vídeo do Mitnick convidando para o evento.

Dia 27 fico livre para ver coisas pelo acampamento.

Dia 28 participo de dois debates: blogs e gambiologia!

BLOG Debate: Cibercultura e pesquisas sobre blogs e conversações online
Quando – qui 28 de jan 2 pm – 3:30 pm
CampusBlog – Zona de Criatividade
Descrição – Os novos cenários na comunicação sob o olhar de pesquisadores e acadêmicos.
Moderador: Sérgio Amadeu
Painelistas: Rogério Christofoletti, Henrique Antoun, Sandra Montardo, André Lemos

DSIGN Gambiologia – debate e lançamento
Quando – qui 28 de jan 10 pm – 11:30 pm
Foto-Video-Design – Zona de Criatividade
Descrição – A rede MetaReciclagem lancará na CParty uma publicação colaborativa chamada “Gambiologia”. Nela, e no debate, pretende-se entender, referenciar e de certa forma naturalizar o improviso e a impermanência – a cultura da gambiarra – não como atraso, mas pelo contrário como habilidade essencial pro mundo contemporâneo.
Painelistas – Rodrigo Boufleur, Czarnobai, Lucas Bambozzi, Sergio Amadeu, André Lemos, Marcus Bastos, Fred.

Dia 29, assisto a palestra do Lessig: O futuro dos Commons: cultura livre e compartilhamento. 19:00h.
Lawrence Lessig, um dos fundadores do Creative Commons, professor na faculdade de direito de Stanford e um dos maiores defensores dos licenciamentos livres para a distribuição de bens culturais, à produção de trabalhos derivados (criminalizadas pelas leis atuais), e do fair use. Na sua palestra falará sobre o futuro do compartilhamento nas redes digitais.

Serres

By André, 11/09/2009 3:12 pm

Serres


Actualitté

Interessante texto-entrevista com o filósofo frances Michel Serres, onde ele aposta no ciberespaço como sendo uma máquina mundial que pode ampliar o conhecimento. Bem diferente da perspectiva anacrônica e superada de um Dominique Wolton na última Intercom. Vários colegas diziam ser culpa do pensamento frances. Para me contrapor a essa generalização, citava alguns como Michel Maffesoli, Pierre Lévy, Bruno Latour e Michel Serres. Bom, a resposta de Serres me veio ontem.

Ainda no Canadá postei sobre o livro “Les Messages à Distance” onde dizia: “Michel Serres, em ‘Les Messages à distance’ (Editions Fides, Montreal, 1995) que estou lendo agora nesse trem (sim, deixo a conexão de lado e leio, vejo a paisagem, ouço música…), começa o livro mostrando as mudanças na dimensão humana do trabalho e os regimes históricos que ele associa primeiramente a Hercules, a força, o artesão, depois a Prometeu, o fogo, a máquina industrial, e agora a Hermes, a comunicação, a mensagem. Estamos agora, segundo Serres, no regime dos “Angelos”, os mensageiros. Na passagem abaixo vemos bem o trabalho em meio a essa “mobilidade total”. Ele afirma: ‘Considérez, le matin, lorsque vous partez au travail, la foule qui s’écoule par les rues: combien peu de Prométhées, encore moins d’Hercules et d’Atlas, pour tant et tant d’Archanges, partant en voyage, porteurs de messages? Nous vivons désormais dans une immense messagerie, où nous travaillons, pour une majorité, comme des messagers: partons moins de masses, allumons moins de feux, mais transportons des messages, qui, parfois, commendent aux moteurs. Messagers, messages et messageries, voilà, en tout, le programme du travail. Aux plans de l’architecte, aux dessins industriels succèdent réseaux et puces.” (p. 12).’”

Ontem tuitei alguns trechos do “Knowledge’s Redemption” que reproduzo aqui onde o filófoso aponta para algumas dimensões importantes da cibercultura: a necessidade de mudança no sistema escolar, dado ao surgimento de novas formas de produzir, consumir e trasmitir o conhecimento; a conexão (e aí incluindo a colaboração, a participação) como fator essencial para as atuais mudanças culturais; as tensões de fronteira entre lugares e identidades; e a expansão das possibilidades de ampliação do conhecimento sobre o mundo com a circulação de informação (e conhecimento) pelas redes planetárias.

Encontro aqui, em suas palavras, o que identifiquei em 2003 como sendo os princípios balizadores da cibercultura: a liberação do pólo da emissão, a conexão generalizada participativa e colaborativa e a reconfiguração social (cultural, política, industrial).

Trechos abaixo:

“What is unprecedented here is that concentration of knowledge no longer obtains. Up to now, any form of education consisted, for every one of us, in the bridging of not one, but several stretches of distance, between one’s place of birth, or point of departure, and that particular place where the elements of knowledge happened to be localised: the local libraries, universities, labs, natural science museums, etc. That was already the case with the great library in Alexandria or Plato’s academy; and after that you had universities, schools, etc. One was always separated by geographical distance from the place of knowledge. But one was separated by social distance also: if you were not born to the right class, or were stuck with a linguistic barrier because your parents were not speaking the proper language; or there was a financial barrier. Even a ‘mindgap’ may be postulated, as when one would not dare to come near these places of knowledge. And yesterday’s education system was a race of attrition on the bumpy road to the sources of knowledge. So what is new about the world we live in, is that the people do not have any longer to move in order to obtain knowledge: thanks to the communication networks knowledge comes to them. And despite lingering fears to the contrary, the opportunity for certain people or certain classes to monopolise these assets has radically decreased. Up to now, knowledge used to be concentrated and accumulated according to the rules of capitalism, even if this has never been analysed in such terms. In building the ‘Tres Grande Bibliotheque’(2), France today enacts a return to a past world in the era of the Internet. Here we have a building that fences knowledge of precisely at the time when the networks enables one to tap into whatever document wherever it may be located on Earth…”

“I do not want to convey the impression that the Net is going to abolish every and all distances.”

“But it will bring the possibility of knowledge to all… it will reach everybody, everywhere, and this is a truly great promise”

“We will have to radically change the whole education system. Every time humanity switched of carrier of knowledge, schools changed”

“Fact is that the circulation of information is a principal parameter that changes everything.”

The Internet as Playground and Factory

By André, 08/06/2009 10:01 pm

The Internet as Playground and Factory

Texto de Trebor Scholz sobre a “financialização” das redes sociais, na lista de discussão do iDC. Já havia postado sobre um outro texto do Scholz anteriormente onde ele mostrava o uso social do MySpace e o trabalho gratuito. Scholz tem mostrado como estamos gerando valor e trabalhando para as grandes empresas que capitalizam em cima da nossa participação em redes sociais como Flickr, YouTube, Facebook, MySpace, etc. Participamos, mas no fundo estamos trabalhando alimentando banco de dados sofisticados que aumentam o valor desta empresas. No texto (ver trecho abaixo) ele cita o site “Meta-Markets”, que é uma espécie de bolsa de valores das redes sociais, contando aqui com quatro grandes mercados: Facebook, Flickr, Feedburner e De.icio.us.

O sistema pode ser assim descrito:

Meta-Markets is a non-profit stock market for social web content. In New York Stock Exchange or NASDAQ people trade shares of companies. In Meta-Markets people trade shares of their social web assets from online bookmarking, social networking, photo and video sharing services. The initial version of Meta-Markets contains four stock exchange markets: Facebook, Flickr, Feedburner, and Del.icio.us.


Meta-Markets leverages the affordances of community participation with stock exchange dynamics to reevaluate individual units of social web content as commodities; and it creates a forum for their exchange. Members issue their social web content (e.g. a Flickr photos) to Meta-Markets via aninitial public offering (IPO), which puts a percentage of shares of the asset on sale via a Dutch Auction [1]. Bidders collectively determine the initial trading value of the asset and help the issuer to raise capital to invest back in the markets. During the IPO process, the fair value [2] of each asset is formulated on data originating from content domain (e.g. the total number of views of a Flickr collection). The fair value is an interpretation of the impact the asset creates in its domain. It becomes a reference value for transactions, while each transaction sets the asset’s trading price, itsmarket value. Assets in Meta-Markets are traded in exchange with virtual currency, Buraks.

Meta-Markets puts a premium on user labor, people’s immaterial labor [3] of creating content and meta-content as users in social web services. Assuming the roles of investors, brokers, buyers and sellers in Meta-Markets, people continuously speculate on the value of user labor through transactions and discussions. Many web services today leverage the creative capacity and labor of their users as their core content and capitalize on it through sophisticated advertising networks. (…)” .


No texto do Trebor, ele se pergunta como Diderot e d’Alambert poderiam, nos tempos atuais, atualizarem a sua “Encyclopédie”:

“In the middle of the eighteenth century, Diderot and d’Alembert published Encyclopédie, which celebrated the virtues of labor. Throughout its twenty-seven volumes, articles dealt with everything from baking bread to making nails. What would Diderot include in his revised edition today? A few places to start:


virtual volunteering (i.e., “if handled adeptly, [unpaid Verizon

volunteers] hold considerable promise” http://is.gd/T6Q6)


creating meta data (i.e., Flickr Commons)


uploading and/or watching/looking at photos and videos


socializing (playful acts of reciprocity)


paying attention to advertising


micro-blogging (status updates, Twitter)


co-innovating (i.e., bicycles, mountain bikes, skate boards, cars, etc)


posting blog entries and comments (i.e., the bloggers who work for

Huffington Post)


performing emotional work (presenting a personality that “fits in”)


posting news stories


referring (i.e., Digg.com)


creating virtual objects (i.e., Second Life)


beta testing (i.e, Netscape Navigator 1998)


providing feedback


consuming media (i.e., watching videos)


consuming advertisement


data work (i.e., filling in forms, profiles etc)


viral marketing by super-users


artistic work (i.e., video mashups, DeviantArt, Learning to Love You More)


Most of this about pleasure, play, personal benefit, and profit– all at

the same time. It’s fun, sure, and the price we pay for the “free

services” is complex.”


_______________


Comentei com Trebor, durante o Art.Mov em novembro de 2009, se esta forma de capitalização não seria tão velha quando as mídias de massa e se não poderíamos pensar que quando assistimos TV não estaríamos também “trabalhando” para ela, já que somos nós, a audiência, que mantemos ou não um programa no ar. Ele concordou. E mais ainda, nos meios massivos “trabalhamos” para ter entretenimento e informação, enquanto que nas novas redes sociais e sistemas da Web 2.0 “trabalhamos” para ter entretenimento, informação mas também para poder colocar conteúdo, compartilhar informações (texto, imagem, som), promover nosso próprio trabalho, reforçar laços sociais, etc. Trata-se de uma economia da informação.

Acho interessente a perspectiva crítica de Scholz, mas as vezes me parecer forçar um certo reducionismo econômico.

A Brief History Of Social Media

By André, 07/06/2009 12:37 pm
A Brief History of Social Media

Phone Phreaking…
A Brief History Of Social Media, de Brett Borders, faz uma interessante memória da micro-informática e das formas de relação social mediada por computadores, começando pelo phone phreaking, passando pelos primeiros hackers, as BBSs, a rede USENET, os primeiros chats e browsers, até chegar às redes P2P e as atuais “location-based social networking”. Para uma visão geral desta história e anlálises para entendê-la, vejam o meu livro Cibercultura escrito no período onde estas questões emergiam.
“Social media isn’t really ‘new.’ While it has only recently become part of mainstream culture and the business world, people have been using digital media for networking, socializing and information gathering – almost exactly like now – for over 30 years”.

Vicent Cerf

By André, 25/04/2009 11:34 pm

Vincent Cerf


Cerf, na USP. Foto by Bonix on Flickr

Considerado o pai da Internet (criador do protocolo TCP/IP), Vint Cerf afirma que a cópia faz parte da essência da internet e destaca a importância dos celulares como forma de lutar contra a exclusão digital. A matéria é do El Pais e me veio pela lista “ciberativismo”.

Trechos:

(…) “En Internet es tan fácil duplicar el material que no tienen sentido las restricciones actuales. Las normas se basan en controlar las copias, pero esa es la esencia de la Red. Hace falta un modelo de explotación de contenidos que respeten la creación original y promuevan la creatividad. Una fórmula de éxito que tiene gran aceptación es iTunes”. Cerf no apuesta por penalizar, sino por enseñar a los usuarios: “Poner restricciones y multas no es el camino. Es mejor enseñar a la gente a reconocer a quien crea, a valorar la información y a pagar para que se
sigan creando buenos contenidos”. (…) “Hay que separar poderes entre proveedores de
servicios, de contenidos y de conexión”, dice Cerf, que sigue apostando por la neutralidad en la Red “para mantener el compromiso democrático”.

(…) “Cerf destacó la importancia del desarrollo del acceso a la Red desde dispositivos móviles: “En África mucha gente descubre Internet por primera vez desde un teléfono. Ése es
uno de los motivos para que tengamos el sistema operativo Android, para que se puedan hacer aplicaciones en un dispositivo portátil que sirve para todo tipo de comunicación”.

França e Regulaçao da Internet no Mundo

By André, 05/04/2009 12:08 pm

França e Regulaçao da Internet no Mundo

Na calada da noite, deputados aprovam na França lei que pune com retirada do acesso à internet por um ano aqueles que baixarem arquivos ilegais na rede. Atitude draconiana, controversa e ineficaz. Aqui a lei Azeredo está sendo radicalizada com a nova versão chamada de lei Tarso Genro. Vejam o texto abaixo circulado na lista “ciberativistas”.

In the dead of night, 16 French lawmakers approve bill that punishes accused downloaders
By Angela Gunn | Published April 3, 2009, 4:25 PM
Do not cue the stirring and courageous strains of La Marseillaise: In an unscheduled late-night vote with just a few lawmakers present, French Secretary of State Roger Karoutchi pressed the National Assembly to vote immediately on HADOPI, the controversial “Creation and Internet Law” that would deprive citizens of Net access for up to a year if they’re accused of illegal file-sharing. The bill passed 12-4.

The Open… blog has a useful translation of Numerama, one of the first French-language blogs on the scene. French observers reported earlier this week that HADOPI will be enforced in part by software to be installed on every computer, keeping the machines under constant surveillance by the users’ ISPs.

Vejam abaixo o estado da regulação da internet no mundo (via Xo Censura). A França agora é uma realidade:

“A revista Foreign Policy fez uma lista de cinco democracias que deram
para atacar a Internet. O resumo:

Austrália: O governo australiano criou uma lista de sites proibidos
dentre os quais está até um site de um dentista do estado de
Queensland. A lista faz parte de um projeto de lei que dará a
Autoridade Australiana de Comunicações e Mídia (ACMA) o poder de
elaborar uma lista com sites que os provedores australianos terão que
filtrar.

França: O governo Sarkozy pretende criar uma autoridade de direitos
autorais na Internet e punir os violadores de tais direitos e pelo
projeto de lei o responsável pela conexão será penalizado mesmo que o
uso desta conexão por parte do real criminoso seja de forma maliciosa.

Índia: O CERT-In tem autoridade para listar sites que não poderão ser
acessados a partir da Índia e a decisão de bloqueio não está sujeita a
revisão. Uma tentativa de censura judicial contra o Google Earth não
teve sucesso.

Argentina: Maradona conseguiu que a Justiça federal argentina
proibisse o Google e o Yahoo! de associar seu nome com sites
pornográficos (ao meu ver, mais um caso de Google bomb).

Coréia do Sul: Tecnicamente em guerra com a Coréia do Norte, a Coréia
do Sul utiliza-se de sua Lei de Segurança Nacional para patrulhar o
conteúdo da Internet. A Coréia do Sul, por meio de seu Centro de
Notificação de Informação Ilegal e Danosa, mantém uma extensa lista de
sites proibidos.”

Lan House em Perigo

By André, 18/10/2008 10:36 pm

Lan House em Perigo

Post do Caribé no Xô Censura! mostra como projeto do Senador Azeredo pode colocar as Lan Houses e Cibercafés em maus lençois. O projeto obriga os lugares de comercialização de acesso à internet a manterem um cadastro de cada usuário e o não cumprimento leva a multas de R$ 10 a R$ 100 mil. O depoiemento abaixo é de Mário Brandão e é muito esclarecedor. Cito alguns trechos, mas aconselho a leitura na íntegra.


Lan House em Favela.
Foto: Carolina Iskandarian/ G1

“(…) Como Lan Houses e Cyber Cafés são minha praia vou tentar externar minha posição com relação ao assunto para que esta possa ser criticada, contraposta ou enriquecida de qualquer outra forma pelos colegas. (…)

Considerando que a soma dos clientes dessas empresas bate com nossa estimativa de 94 mil Centros Públicos de Acesso Pago e que cada um destes espaços usa um único programa, não seria leviano afirmar que pelo menos 96% das lans houses e Cyber Cafés POSSUEM SOFTWARE DE CADASTRAMENTO DE USUARIOS.

Infelizmente também sou obrigado a afirmar que apesar de possuírem os meios, 20% dos proprietários negligenciam o preenchimento de todos os dados nos primeiros 6 meses de vida de seu negócio. E, em média, após perceberem que ao adotar essa postura omissa, esses 20% abrem mão de uma excelente ferramenta de marketing e mailing ou mala direta entre outras possibilidades de ações de consolidação e fidelização, passam a realizar o cadastro completo até para sua própria sobrevivência comercial. (…)

O que cai nosso numero teórico para a afirmação: 76% das lans e cybers FAZEM controle e cadastro de usuários (…).

Se tiver o milagroso movimento que signifique 100% das máquinas ocupadas, em 100% do horário de funcionamento todos os 30 dias do mês, ou como chamamos, 100% de taxa de ocupação esse individuo tem um faturamento OTIMO de R$ 4.800,00 (Quatro mil e oitocentos reais) (160×30).

A realidade é que a taxa de ocupação MÉDIA do Setor é de 55% e isso significa um faturamento médio de R$ 2.600,00 (Dois mil e seiscentos reais).

Pois bem, quem em sã consciência acredita que um sujeito desses seja capaz de pagar com esse movimento uma multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) considerando o valor mais baixo estipulado pela legislação proposta?

Fato: 99,98% do ramo não seria capaz de arcar com o pagamento do valor Maximo estipulado na lei.

99,40% do ramo não seria capaz de arcar com o valor MÉDIO estipulado pela lei.

98% do ramo não seria capaz de arcar SEQUER com o valor MINIMO determinado pela legislação.

Portanto, não há, e nem tem como haver, tal como está feita, nenhum caráter EDUCATIVO, nessa legislação, posto que em essência, esta é inaplicável.

Imagine uma multa por excesso de velocidade do valor integral de um veiculo. Ou dez vezes o valor do mesmo (…).

Há uma desproporção entre crime e castigo vergonhosamente estabelecido.(…)

Como conseqüência pratica de mais esse desastre que é legislar sobre o que se desconhece, o Senador Azeredo nutre de mais uma ferramenta, só que agora a nível federal, todo aquele que acredita que empurrar o ramo para a informalidade resolve o problema dos crimes cibernéticos. (…)

Pois bem, quem tiver paciência de ler detidamente o projeto de lei, verá que na tal Lei

Parágrafo único. A forma de armazenamento e apresentação dos dados cadastrais exigidos neste artigo será definida em regulamentação.

Onde se abre espaço para o cometimento de aberrações como essa em vigor no Estado do Rio de Janeiro.

Art. 1º – Ficam obrigados todos os estabelecimentos comerciais que locam terminais de computadores para acesso à Internet, a terceiros (público em geral), no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, a exigir identidade dos usuários de quando das locações e a manter livro, com data, hora e identificação do usuário, bem como do terminal utilizado.

(…) A pergunta que me vem a seguir é, tem o dono de uma lan, discernimento suficiente para identificar, por exemplo, uma identidade falsa?

Tem o Dono de um espaço desses condição de munir-se de meios de proteger-se de uma falsificação de um documento?

A resposta obvia é, não, e pior, nem uma nota falsa o ramo, em média, tem condições de distinguir. Confesso com relativa vergonha que mesmo eu, sendo bacharel, já aceitei sem saber duas notas falsas de 50 reais nos anos em que estive atrás do balcão dos espaços de acesso com que trabalhei. (…)

Resumindo, alem de não ser exeqüível, a lei em tramite, incentiva a já preocupante informalidade, e possui como únicos beneficiários, fiscais e assemelhados corruptos que constituem renda extra as custas de achacarem o proprietário médio.

Acho que chama-la de desastre, é pouco.

Mario Brandão (*) Mario Brandão, proprietário de uma lan house, é administrador de empresas, consultor de TI e presidente da ABCID (Associacao Brasileira de Centros de Inclusao Digital, www.abcid.com.br). Publicado também no Software Livre Brasil”

The Video Republic

By André, 16/10/2008 11:05 pm

The Video Republic

“This is a New Public Realm”

“I am whatever I say I am”

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