Smart UFBA

O LAB404 convida para mais uma edição do projeto interseções.

O Professor Cassio Prazeres (UFBA) fala sobre a Internet das coisas (IoT) e o projeto Smart-UFBA desenvolvido no WISER/CNPq – laboratório de pesquisa que coordena na instituição. Prazeres defende que a grande variedade de coisas e dispositivos do dia-a-dia que podem ser disponibilizados na IoT demanda por infraestruturas capazes de gerenciar a publicação, descoberta, composição, utilização e o compartilhamento desses dispositivos na rede. Como resposta a essas questões, o projeto Smart-UFBA apresenta uma proposta de infraestrutura para disponibilização de dispositivos físicos na Internet, com foco em automatizar a criação de aplicações para um Campus Universitário Inteligente.

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Bruno Latour – Reagregador do Social

Texto no Caderno de Sábado no jornal Correio do Povo de Porto Alegre.

 

 

 

 

 

 

 

BRUNO LATOUR, REAGREGADOR DO SOCIAL

André Lemos

O filósofo americano Graham Harman chamou Bruno Latour de “Príncipe das Redes”. De fato, se podemos resumir o pensamento complexo do sociólogo francês, esta parece ser uma boa expressão. Em toda a sua vasta obra, Latour busca descrever e analisar as redes entre elementos humanos e não humanos que vão constituir o social. Este é menos o contexto de onde domínios específicos (política, ciência, economia) emergem, do que o resultado particular de mediações em uma vasta rede. Portanto, menos interessado em grandes explicações, como estão aqueles que ele chama de “sociólogos do social”, Latour faz uma “sociologia das associações”, fiel à origem do termo social (“o que associa”, inspirado em Gabriel de Tarde), das mediações, das redes.

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Sensibilités Performatives

 

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Artigo recém-publicado na Sociétés. Ainda não disponível no site da editora.

Lemos, A. (2016). Sensibilités Performatives. Les nouvelles sensibilités des objets dans les métropoles contemporaines. In Sociétés,  “Formes urbaines”, N°132/2/2016  pp. 71-84., Bruxelles: De Boeck.

 

 

Mobilidade Urbana no Brasil

 

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Para quem está no Rio (infelizmente não poderei comparecer) tem o lançamento do livro Mobilidade Urbana no Brasil. Colabora com o capítulo “Cidades smart, cidades vigiadas”. O livro é organizado por Marilene de Paula e BARTELT, Dawid D. Bartelt e foi publicado pela Fundação Heinrich Böll. Uma versão digital estará disponível no site no futuro.

Lançamento com debate – Mobilidade Urbana no Brasil: Desafios e Alternativas
Quando:
 24/11 – quinta-feira, 14h

Onde: Nex Coworking.Rua Ladeira da Glória, 26, Glória. Rio de Janeiro.

Abertura – Dawid Bartelt – Fundação Heinrich Böll Brasil
Debatedores:
Bárbara Lopes – Arrua Coletivo
Clarisse Linke – ITDP Brasil
José Julio Lima – Universidade Federal do Pará – UFPA – Oficial
Moderação: Henrique Silveira – Casa Fluminense

 

ArTecnologia

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Na próxima semana estarei no Rio participando do ArTecnologia –  III Simpósio Internacional sobre Tecnologias e Cultura Contemporânea organizado pelo amigo e parceiro Vinícius Andrade Pereira e equipe.

Minha palestra é no sábado sobre “Internet das Coisas e Sensibilidade Performativa: Principais Desafios”

Aqui o programa do evento.

Livro “Teoria Ator-rede e estudos de comunicação”

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Teoria ator-rede e estudos de comunicação, organizado por André Lemos,

O livro busca, principalmente, apresentar a Teoria Ator-Rede (TAR): uma corrente teórica ainda pouco explorada e conhecida na área de comunicação no Brasil, que leva em consideração processos de associação em rede através de mediações entre atores humanos e não humanos. Além disso, a obra é resultado de um experimento acadêmico envolvendo a aplicação da TAR aos estudos de comunicação, o que gerou a produção de textos que tratam de diversos aspectos da cultura e da comunicação contemporânea, tais como a fotografia, o cinema, as séries televisivas, os jornais, os movimentos políticos e as redes sociais.

Lançamento dia 27/10 às 17h na Reitoria da UFBA

Revista Z

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Acaba de sair o novo número da revista Z, com o tema “Estética, Mercado, Arte”, editada pelo prof. Sérgio de Sá da UnB.

Participo com um entrevista que pode ser acessada aqui.

SUCESU 2016 – Cidades Inteligentes. A experiência de Dublin

 

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Amanhã as 11:40 falo sobre esse tema no Congresso de Informática e Telecomunicações da SUCESU-BA 2016: “Diálogos em Rede. Tecnologia, Negócios e Sociedade”.

Vou apresentar a minha visão sobre os projetos de “smart cities” e particularmente sobre a experiência em curso na cidade de Dublin,  Irlanda, onde passei um ano (2015-2016), com apoio da FACOM/UFBA e da CAPES, em estágio sênior no Programmable City Lab da National University of Ireland em Maynooth.

A programação do evento pode ser acessada aqui.

Imaterialismo

 

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Finalizaremos amanhã no Lab404  a discussão do “Immaterialism” de Graham Harman (Polity, 2016). Nesse livro, o filósofo aponta, através de uma análise “imaterialista” (OOO aplicada, se podemos dizer isso) da Dutch East India Company (oferencendo um interessante modelo de análise para qualquer objeto), as suas diferenças em relação à teoria ator-rede. Harman vai negar pilares fundamentais da Teoria Ator-Rede (TAR), afirmando, por exemplo, que objetos são mais interessante em suas substâncias do que em suas ações, que a essência de um objeto não é nem o que ele faz nem do que ele é composto (mostrando a insuficiência da análise dos objetos pelos seus efeitos ou pelo materialismo científico) e, principalmente, negando-se a ver na controvérsia o momento central para entender a vida dos objetos. 

Opondo-se a isso, o “immaterialism” de Harman quer, ao contrário, ressaltar o que eles são quando não fazem nada, quando estão calados, isolados, desconectados, para usar um jargão atual. O objeto não é para o imaterialismo o que surge da ação, mas o que a permite. Antes de apontar efeitos e controvérsias, o que importa é mostrar as suas simbioses (na minha opinião, o conceito-chave e o mais interessante do livro), visão bem diferente da ideia do “ser-enquanto-um-outro”, de Latour no Enquete. Harman mantém a admiração pela TAR e pela obra de Latour, mas aponta o que para ele são limitações de sua ontologia dos objetos, já que situa-se em uma forma de entendimento que ele chama de “overmining”. Vale a pena a leitura, mesmo que os detalhes históricos sejam por vezes enfadonhos. O livro pode ajudar a aprofundar o debate sobre a TAR e suas críticas.