Analogic Locative Media

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Rádio-Post na Av. Mont-Royal

A primavera chegou e embora não faça ainda calor (chove a a temperatura está entre 15 e 20 graus), a cidade está em festa. A avenida Mont-Royal fecha durante 4 dias para pessoas e os comerciantes (que colocam coisas nas ruas com descontos). É o festival “Nuit Blanche sur Tableau Noir”. Tem-se um sentimento de comunidade forte e essa é uma das características do Plateau (o bairro). Música, pintura, performances, oficinas, etc., fazem parte da festa. É a 13a edição do evento e isso cria uma memória, um sentimento de pertencimento no espaço corrido e comercial da avenida. O evento (temporário) ajuda a fazer desse “espaço” um “lugar”, pelo uso “tático” (De Certeau) que as pessoas fazem da rua. Explorei esse aspecto na análise sobre os pervasive games que publico em breve (ver post anterior).


Av. Mont-Royal fechada temporariamente para o Festival “Nuit Blanche…”

O som está presente, mas sem o barulho típico do Brasil. Temos aqui um exemplo, banal e muito conhecido no Brasil, de como as mídia produzem um sentimento de petenciamento, uma heterotopia. No caso em questão são as rádios-poste (como conhecidas no Brasil), como as fotos desse post. É midia de massa, com função locativa, mesmo que ela não reaja ao contexto. Como expliquei em outro artigo, é uma mídia locativa analógica de função massiva, diferente das mídias locativas digitais, que interagem com o contexto e desempenham funções pós-massivas, com as que venho destacando nesse Carnet.


Rádio-Post na Av. Mont-Royal