Category: map

Maps

By André, 17/01/2009 1:14 pm

Maps

Vídeo sobre as possibilidades do Google Maps. Meio publicitário mas mostra as potências não só de produção de conteúdo mas também de vigilância e monitoramento (o que pode-se ler nas “entre-linhas” do vídeo). Via mirá:


Google Maps Mania – The Movie from Keir Clarke on Vimeo.

Music and Maps

By André, 03/01/2009 2:22 pm

Music and Maps

Começo o ano com um post sobre música e mapas.

Música:

Imagem do Tactical Sound Garden no Arte.Mov de 2007 em BH.

O projeto SAME (via Network Music Review), reune um pool de universidades européias para investigar as novas formas de produção e consumo de música com os telefones celulares e outros dispositivos móveis. Essa é uma questão que vem sendo objeto de projetos vinculando som, música e mídia locativa como o Sonic City, Hapax, Tactile Sound Garden (foto acima), Sound Lens, Malleable Mobile Music, Tejp/Audio Tags, Murmur, entre outros já resenhados nesse Carnet. Abaixo trechos da descrição do SAME:

“With the rapid spread of mobile phones, we are currently witnessing one of the biggest disruptions in human communication history, and, at the same time, a fundamental change in personal content usage. Two interrelated trends are emerging, which are very likely to fundamentally and persistently change many aspects of our daily lives: (i) increased mobility of people and their devices, facilitated by mobile communications and mobile devices, and (ii) explosive growth and increasing importance of personal and of personalised content. SAME addresses this by contributing to create new end-to-end systems for active, experience-centric, and context-aware active music listening. It aims at creating a new end-to-end networked platform for active, experience-centric, and context-aware active music listening. The project will answer to questions like ‘Which will be in the next 5 years the corresponding of the current iPod?’; ‘What kind of markets would such new devices open up?’ “

Mapas:


Do Boston Globe

Temos mostrado nesse Carnet o boom contemporâneo na produção de mapas. A tendência para 2009 é o crescimento tanto de projetos comerciais, como artísticos e comunitários. Assim, mashups, web 2.0 e tecnologias móveis com serviços baseados em localização vão impulsionar ainda mais esse desenvolvimento. Mostramos vários projetos sobre essa temática no Carnet. Uma busca com a palavra map revela os post. Vejam sobre essa discussão o post do Boston Globe mostrando a explosão dos mapas.

” (…) Today, it’s easy to feel superior to a society that thought Europe and Africa looked like matching slices of pizza, but we shouldn’t. That medieval map said very little about how the world was shaped, but it had a lot of information: For starters, it told you that God’s creation was symmetrical, and thus perfect, and that its apex was Jerusalem. In a deeply religious society in which most people never made it more than a few miles from home, this was understood to be far more important than knowing the exact contours of the Mediterranean.

Thanks to satellites, surveying, and ever-increasing computing power, mapping has become geographically accurate beyond the dreams of a medieval mind. But many of those same technological advances have also brought us full circle: Maps have increasingly become vehicles not just for telling us how the world looks, but for organizing and representing all sorts of information.

The past year saw an explosion of such maps, portraying everything from earthquake devastation to voting patterns to international reading habits – often made on the fly, by citizens, in response to events. Like their medieval predecessors, the most interesting maps are often useless for getting from point A to point B. But if you want to understand what happened in 2008, they are an excellent way to navigate the year. (…) “

Ride The City

By André, 25/08/2008 9:55 pm

Ride the City

Tenho escrito e pesquisado sobre mídias locativas e cartografias urbanas. Há muitos posts nesse Carnet sobre essa temática (basta uma busca na janela search, na esquerda do site). E tenho feito algumas experiências com mapas a partir de GPS Writing com o SUR-VIV-ALL e o IDENTITE. SUR-VIV-ALL foi feito de carro, mas o IDENTITE, de bicleta, meu meio de transporte favorito e, acho, uma das soluções para os problemas ecológicos e de circulação nas grandes cidades. Post do Techcrunch, RideTheCity.com: A Google Maps App for Safe Biking mostra aplicativo “mashup”, que utiliza dados secundários para propor aos ciclistas percursos mais rápios e mais seguros em NY (obrigado Macello Medeiros pela info).

Abaixo trechos do post e mapa:

“RideTheCity is a cool mash-up application that allows you to plan bike routes based on safety and speed. By typing – or selecting – a start and end location in New York City, the application will find the safest and quickest routes by factoring in bike routes for ‘safest’ trips and the shortest travel distance for the quickest trips.

The project is run by three bikers, Jordan Anderson, Vaidila Kungys, and Josh Steinbauer (Full disclosure: I went to college with Jordan but found out about this via NPR.) who connected Google maps to a few basic heuristic rules and added a cool logo. The GIS data comes from the city itself and is merged with Google Maps for display.

(…) Every time you search Ride the City, we look through more than 125,000 records in a database. Most of that data comes from the City’s LION GIS data. The City’s LION file does not contain bicycle facility data, so we made a Freedom of Information Act request to the NYC Department of Transportation and NYC Department of City Planning. That got us a little closer, but we still had to put in dozens of hours of data cleanup to get everything working more-or-less correctly.(…)”.

Analises urbanas

By André, 18/08/2008 1:19 pm

Análises Urbanas

FAPESP torna disponível ferramenta em software livre para análises urbanas georreferenciadas. O interessante é que é gratuito (similares custam US 1.500) e pode ser usado por não-especialistas.

Abaixo trechos da matéria e link para download gratuito do programa:

“A versão final de um software livre de informações geográficas, que acaba de ser lançado, poderá dar aos gestores públicos de muitas cidades brasileiras uma ferramenta computacional adaptada às suas necessidades para o planejamento de políticas em áreas como educação e saúde.

Trata-se do TerraView Políticas Sociais, um programa de geoprocessamento para análises e interpretações espaciais da realidade social de áreas urbanas, desenvolvido pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP, em parceria com a Divisão de Processamento de Imagens (DPI) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O aplicativo, que é de uso livre e pode ser baixado gratuitamente pela internet, permite ao usuário realizar diagnósticos e equacionamentos de diferentes questões sociais, econômicas e demográficas. O objetivo é dar suporte a pesquisadores e gestores públicos que atuam em áreas como educação, saúde, transferência de renda e habitação.

(…) podem ser usados dados de população dos setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que seriam cruzados com informações de uma área específica de planejamento da Secretaria de Educação local, por exemplo, possibilitando a identificação do número de vagas e de alunos sendo atendidos em determinada região.

‘Com uma conta simples, os gestores conseguem saber onde há locais com muitas crianças e poucas escolas, definindo qual é a demanda regional que passa a se tornar prioritária para a construção de uma nova estrutura escolar’

(…) Para conhecer e fazer o download do TerraView Política Social, clique aqui.”

Maps and Surveillance

By André, 16/08/2008 12:01 pm

Maps and Surveillance

Mapa do Crime em Londres

Vou aproveitar o pretexto do post do Tiago Dória (via email do Fernando Firmino), informando sobre mapa interativo dos crimes em Londres (o usuário coloca o zip code e vê a situação de seu bairro) e no Brasil (WikiCrimes e o Citix), mas há outros como de Chicago, etc., para falar um pouco sobre a história desses mapas de crimes e das “estatísticas morais”. Estou escrevendo sobre isso no meu livro (Mídias Locativas e Processos de Espacialização) e retomo aqui uma pequena parte. Rever a história é importante para não cairmos no cilada da novidade.

Esse tipo de mapeamento não surge agora com mashups e google maps. A diferença está na possibilidade de uma produção bottom-up, no cruzamento de bancos de dados e nas diversas formas de interatividade. No século XVIII, na Europa, mapas com detalhes começam a ser produzidos para vigiar e monitorar o espaço, principalmente pelas empresas de seguro, e em Londres. Como afirma Short, “one the most comprehensive and detailed urban mappings during the 18th century was undertaken by insurance companies, which needed accurate maps to determine the likelihood of city fires and calculate the level of insurance premium to be paid by the residents.” (“The World Through Maps. A history of Cartography”, John R. Short, Firefly Books, Toronto, 2003, p. 151). Claro, o que acontece hoje não é nada mais do que o desenvolvimento histórico desses mapas, e não é de hoje a febre por vigilância e monitoramento em Londres, Paris, Boston… O primeiro foi em Paris em 1829.


Mapa de Guerry e Balbi de 1829
, cruzando crime (contra a pessoa e a propriedade) e o nível educacional.

No século XIX, nos EUA, surgem mapas estatísticos revelando uma radiografia social. O primeiro foi o “Statistical Atlas”, de Francis Walker, de 1874, com 44 mapas com dados sobre imigração, etnia, religião, tendências econômicas, densidade populacional: “Walker was writing at the same time when social science, social control, and social surveillance were all emerging as important new discourses of a nation experiencing rapid urbanization and large-scale immigration.” (p. 164). Esses atlas não apenas representam cartograficamente as nações, eles as justificam, as legitimam e servem como instrumento de poder.

Mapas de doenças, de crimes começam a ser produzidos no século XIX e crescem no século XX. Esses mapas revelam “moral estatictics”, termo criado pelo estatístico francês André-Michel Guerry em 1833. Essas estatísticas morais apontam para os “levels of crime and poverty, among other social phenomena. Crime maps first appeared in France in 1829 when Balbi and Guerry used data from 1825 to 1827 to plot, for each of the departments in the country, the incidence of crime in relation to ‘educational instruction’(…)” (p. 194). Hoje, como afirma Short, “geografic profiling” é uma tendência, mostrando aspectos psicologicos e perfis que são usados para criar e reforçar leis. Trata-se de assumir, como afirma Short, que o perfil de crimes e de criminosos são “place specific”.

Picture of the Day

By André, 10/08/2008 3:18 pm

Picture of the Day


Bike, city, maps: the map is the territory!
Montreal, “La Maison des Cyclistes“, near Parc La Fontaine

City8

By André, 18/05/2008 4:14 pm

City 8

Mais uma mapa com informações localizadas sobre cidades. Aqui vemos como o City 8, na China, usa panoramas do google street view, permitindo aos usuários adicionar informações localizadas (geotags) e comentários em relação os lugares do ambiente urbano. (via Digital Urban). Há GIS mas de mais de 30 cidades chinesas. Mais infos sobre o City8, aqui.


Video sobre City8 na China

Digital Gap Map

By André, 12/05/2008 2:05 pm

Digital Gap Map

Mapa e relatório sobre a situação da inclusão/exclusão digital no mundo. Vejam o site do World Economic Forum – Business Alliance Against Chronic Hunger. Os dados são de 2003 (!?).

.

Os dados do Brasil relativos a 2003:

Digital Access Index (2003): 0.5; (62 of 178)
Fixed telephone subscribers per 100 inhabitants: 22.3
Mobile cellular subscribers per 100 inhabitants: 20.1
Internet access tariff as % of Gross National Income (GNI) per capita: 11.8
Adult literacy: 87.3%
Combined primary, secondary and tertiary school enrolment level: 95%
International Internet bandwidth per capita: 53.7 (kbit/s)
Broadband subscribers per 100 inhabitants: 0.4
Internet users per 100 inhabitants: 8.2

Para comparar os dados Canadenses:

Digital Access Index (2003): 0.78; (10 of 178)
Fixed telephone subscribers per 100 inhabitants: 61.3
Mobile cellular subscribers per 100 inhabitants: 37.7
Internet access tariff as % of Gross National Income (GNI) per capita: 0.7
Adult literacy: 98.5%
Combined primary, secondary and tertiary school enrolment level: 94%
International Internet bandwidth per capita: 2841.8 (kbit/s)
Broadband subscribers per 100 inhabitants: 11.1
Internet users per 100 inhabitants: 51.3

Data Visualization Videos

By André, 02/05/2008 3:48 pm

Data Visualization Videos

Looking for love? dating profiles like interactive ballons!


I Want You To Want Me / by Jonathan Harris and Sep Kamvar

O vídeo acima faz parte da lista de apresentações gravadas sobre “data visualization” apresentada em post do information aesthetics:

. Fernanda Viegas & Martin Wattenberg (IBM) @ Parc Forum 2006 (not blogged before)
. Ben Fry @ See conference 2008.
. Frank van Ham (IBM) @ See conference 2008.
. Bernard Kerr (Yahoo! interaction designer) @ Innovationsforum Interaktionsdesign.
. Eric Rodenbeck (stamen.com) @ Nextcity.
. Jonathan Harris documentary.
. Hans Ronsling @ TED 2006.
. Jonathan Harris @ TED 2007.
. Marcos Weskamp @ See conference 2007.
. Sep Kamvar @ See conference 2007.

Maps

By André, 24/04/2008 4:13 pm

Maps

Para ajudar a pensar os processos atuais de produção de mapas em meio ao desenvolvimento de projetos com mídias locativas (anotações, mobs, location-based games, geotags – todos dependentes de mapas!), deixo abaixo algumas citações para lembrar a materialidade dos mapas e para observarmos o que está subjascente. Como mostramos em outros posts, mapas são meios de comunicação e como tais, não são neutros, são construídos de acordo com ideologias políticas ou religiões, apresentam distorções e devem ser “lidos”, ou seja, todo mapa é uma forma de contar histórias. Mais ainda, todo mapa é uma mentira colocada em um outro suporte!

Que histórias, que distorções, que ideologias, que mentiras e que visões de mundo apresentam os atuais mapas digitais?

Algumas citações de “The World Through Maps” de John R. Short:

“They gave meaning to life as symbolic as a practical value, by locating, or ‘centrering’ people”.

“All maps projections are distortion…”

“So map orientations structure how we see the map, and hence, the perspective from which we see the world”.

“Maps are text that tell us important stories. They represent a form of communication that can speak across the centuries”

“Maps are no longer seen as value-free, socially neutral depictions of the earth, but rather as social constructions that bear the marks of power and legitimation, conflict ans compromise. Mas are social as technical products, and mapping is not only a technical exercice, but also a social and political act”.

“All maps, in one sense, are lies since they involve a massive partial (mis) representation of the solid world on to a smaller object. The round world is turned into a flat piece of paper at the cost of incredible selectivity and bias. Maps do show us the lie of land, in the multiple sense of the word ‘lie’”.

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