Category: locativa media

Lost

By André, 18/03/2010 9:27 pm

Lost

Vigilância e Wi-Fi Salvador

By André, 17/03/2010 5:53 pm

Estamos retomando e atualizando os hotspots do projeto Wi-Fi Salvador. Pioneiro no Brasil sobre o tema, o produto oferece uma visão dos hotspots Wi-Fi, pagos, gratuitos ou domésticos na cidade. Quem souber de algum hotspot ou da desativação de algum mapeado por favor nos informe via Twitter, com a hastag #wifi_salvador

Estamos também fazendo uma pesquisa sobre a percepção das câmeras de vigilância recentemente implementadas no Campus da Ufba de Ondina. Estamos solicitando a professores, alunos e funcionários das unidades desse Campus que respondam o rápido questionário aqui (só alunos, professores e funcionários das Unidades do Campus de Ondina, por favor). Não leva mais que 3 minutos. Os resultados serão amplamente divulgados.

Os dois projetos revelam modos de visibilidade e de escrita do espaço urbano, modos esses que estou investigando em minha pesquisa sobre mídias digitais e processos de espacialização, particularmente com o estudo das mídias locativas (ver link pesquisa desse Carnet).

Montreal e Paris

By André, 12/03/2010 8:10 pm

Momento nostalgia das marcantes Paris e Montreal:

Montreal – O Território Mapa.

Montreal revitaliza o Quartier des Spectacles no Nuit Blanche 2010 e transforma o território no mapa:

“Le système permettait aux piétons traversant l’intersection des rues Sainte-Catherine et Saint-Denis d’être informés de la direction des principaux lieux de diffusion à proximité, en plus de signer le Quartier des spectacles. L’installation préliminaire, encore au stade d’évaluation technique, était formée de projecteurs suspendus à des tours d’éclairage et était équipée de détecteurs qui permettent une synchronisation avec les feux de circulation du carrefour. Les projections étaient uniquement activées sur les zones de traversés « ouvertes » aux piétons, les soulignant ainsi d’une façon plus claire. Un moyen unique de révéler aux visiteurs le foisonnement créatif du Quartier des spectacles de Montréal à partir de son artère principale: la rue Sainte-Catherine.”

Paris – O Visível Invisível.

Paris, panorâmica com foto de 26 gigapixels. Impressionante os detalhes. (via Mashable).

Mas, mesmo com 26 gigapixels, não seria Paris uma Ville Invisible?

“Paris, the City of Light, so open to the gaze of artists and tourists, so often photographed, the subject of so many glossy books, that we tend to forget the problems of thousands of engineers, technicians, civil servants, inhabitants and shopkeepers in making it visible.

The aim of this sociological opera is to wander through the city, in texts and images, exploring some of the reasons why it cannot be captured at a glance.

On the top floor of the main building a bluish ceramic panorama allows one, as they say, “to capture the city at a glance”. On a huge circular, slightly tilted table, engraved arrows point to Parisian landmarks drawn in perspective. Soon the attentive visitor is surprised: “But where’s the Pompidou Centre?”, “Where are the tree-covered hills that should be in the north-east?”, “What’s that skyscraper that’s…”

BlockChalk – Twitter Urbano?

By André, 10/03/2010 8:53 am

Devemos pensar os projetos com mídias locativas a partir dos seus modos de medição. Defendi essa hipótese em recente texto enviado à Compós (texto inédito e ainda em análise). Reproduzo aqui um pequeno trecho para o que me interessa nesse post:

“Modo designa a forma, a maneira como algo se relaciona com o mundo, as formas de interação e comunicação. Pelo modo podemos identificar como determinado conjunto de tecnologias se relaciona com o lugar e como os agentes humanos e não humanos criam processos de significação . Os diferentes modos de mediação nos fornecem possibilidades investigativas sobre os processos de espacialização em jogo. Mediação é o diálogo ou a ação entre os diversos atores onde não há causalidade facilmente identificável. Ela se dá de acordo com os modos, ou seja, ela é uma ação a partir da maneira pela qual se dá o processamento, a troca, o consumo e a produção infocomunicacional local entre os atores. Com as mídias locativas, a espacialização se dá pelos modos de mediação, pelas formas de ação entre agentes (humanos, artefatos, lugares) a fim de oferecer serviços (navegação, localização, etiquetagem, mapeamento, redes sociais, jogo, acesso, etc.). A mediação deve ser vista aqui como entendimento da ação dos agentes interferindo na percepção e uso do espaço e na ressignificação do mesmo. Os modos de mediação implicam em formas materiais específicas e abertas entre os sujeitos (humanos e artefatos). É a relação (social e moral) que daí emerge que produz o espaço. Para o estudo das mídias locativas propomos pensar seis modos de mediação. São eles os modos de escuta (sonoro); de escrita (textual); de visibilidade (mapeamento); lúdico (jogo); de acesso (conexão) e; de sociabilidade (rede social). Um projeto com mídia locativa tem vários modos. Por exemplo, projetos de anotações eletrônicas como Yellow Arrow ou GPS Drawing privilegia o modo de escrita. Sonic City , Buenos Aires Sonora e Montreal Sound convocam o modo de escuta. Neighbornode , Peuplade , Barcelona Accessible colocam em ação o modo de visibilidade. Redes sociais móveis como Imity , Dodgeball e Citysense funcionam sob o modo de sociabilidade. Nos jogos Geocaching ou Uncle Roy All Around You é o modo lúdico que se sobressai. Em áreas de acesso Wi-Fi o modo de acesso é evidente. Em todos os projetos, um ou outro modo de mediação locativo também estará em jogo.(…)”.

Post do The Pop-Up City mostra uma nova aplicação, BlockChalk, que se encaixa no que chamo de modos de mediação locativos de escrita e sociabilidade (ver acima). A ferramenta a ser usada em smatphones permite que as pessoas escrevam sobre lugares que frequentam (dicas, sugestões, queixas, avisos, etc) e essas informações ficam disponíveis para outros (seja para uma pessoa específica, seja para qualquer pessoa que use o sistema e passe pelo local). Usando GPS para a localização, BlockChalk, serve como uma ferramenta de escrita e leitura eletrônicas sobre o seu bairro/cidade (daí as palavras “Block” e “Chalk”) permitindo um maior engajamento social, cultural, cívico com o lugar. Vejam a descrição do BlockChalk no The Pop-Up City:

“BlockChalk is a new locative media tool made by former Delicious people Stephen Hood and Dave Baggeroer. BlockChalk is available for different smartphones and meant, according to its makers, to be “the voice of your neighborhood”. BlockChalk essentially enables us to correspond with strangers that are close-by. The GPS-based app enables users to leave notes, or ‘chalks’, about what’s going on at a certain location. Users can then reply to other users’ chalks.”

O post do The Pop Up City, faz uma interessante comparação com o “Notificator”, robô que oferecia o serviço de mensagens públicas de pessoa para pessoa em Londres (ver foto abaixo). Segundo post do Boing Boing, o Notificator é de 1935 e o blog compara o dispositivo ao Twitter.

E embora esse “LBS (location-based service)” fale de “vizinhança”, certamente ele pode se tornar uma verdadeira plataforma para conversação no espaço urbano, como uma especie de “twitter hiperlocal”. O sistema mostra mensagens por proximidade a partir de coordenadas de localização do GPS e não por divisão administrativa dos bairros. Assim, ele pode se tornar uma plataforma de conversação sobre o espaço público expandido. O autor do post do The Pop-Up City diz que há já interessantes interações em NY e Los Angeles.

“Although BlockChalk pretends to be a neighborhood app, the whole idea essentially has nothing to do with neighborhoods. To the contrary, if BlockChalk is to become a huge communication platform (which as always depends on a ‘critical mass’ of users), it will be used to redefine the neighborhood from a static into a flexible concept. (…) BlockChalk will open doors for location-based communication within certain ‘interest groups’ as well as for very temporary messages and calls such as “Who can help starting my car?”.

Vejam vídeo explicativo:

BlockChalk: The Voice of Your Neighborhood from BlockChalk on Vimeo.

Finnegans Wake

By André, 06/03/2010 9:04 pm

Sempre fui fascinado pelo “Finnegans Wake” de Joyce. Até arrisquei uma brincandeira em agosto de 2008, em um concurso de microcontos para o Twitter, quando escrevi, citando uma passagem sobre a queda (“fall”) no início da obra, em 140 caracteres:

“Sonhava, caiu, (bababadalgharaghtakamminarronnkonnbronntonnerronntuonnthunntrovarrhounawnskawnt
oohoohoordenenthurnuk) e no finn acordou.”

Em 1991, quando estava em Paris, passei os olhos na versão original, mas meu inglês não dava nem pro começo. Depois tentei em francês, mas achei também que meu domínio da língua estava aquém da empreitada. Aí fui à versão brasileira, excelente, de Douglas Schuller, de 2001, e li. Li como quem ouve uma música. A versão explica muitas coisas, o que é bom para quem está lendo um livro ilegível. Assim, fui, de página em página como em uma viagem formal, na estrutura e na sonoridade das palavras. É mesmo incrível como as palavras inventadas por Joyce fazem sentido, mesmo sendo colagens de múltiplas línguas. Bizarras misturas que produzem sentido. É uma experiência mística ler a obra. Bom, não li tudo, claro, como acho que a grande maioria dos leitores de Joyce (passei com certa dificuldade por Ulysses, mas fui até o fim!). Na verdade, acho mesmo que ninguém nunca conseguiu ler o livro na íntegra. E isso é mesmo fascinante, um livro ter se tornado um clássico se jamais ter sido lido por uma grande quantidade de pessoas.

Post do Les Républiques des Livres informa que a obra ganha agora uma nova versão, de luxo. Seria um “novo” Finnegans Wake. Como afirma Pierre Assouline, no seu blog,

“Le néo-Finnegans Wake, qui paraît chez Houyhnhnm Press en édition de luxe (1000 exemplaires entre £250 et £750) avant d’être publié l’an prochain en format de poche par Penguin, se veut aussi emblématique du XXIème siècle que Ulysses le fut du XXème. On verra.”

Sim, veremos!

Aqui uma versão online do Finnegans Wake, com palavras comentadas…uma loucura! Abaixo um vídeo com o próprio Joyce lendo a enigmática obra…Música mesmo!

Filtrage du Net

By André, 05/03/2010 9:39 am

Postei agora no Trezentos


Imagem sob CC

Interessante artigo da revista francesa Telerama sobre as lei de filtragem da internet em vários países sob a égida da IWF (Internet watch foudation) e com o pretexto de combater a pedofilia e garantir o copyright. Na América do Sul, o Chile foi o primeiro a adotar. A Autrália é um dos mais nervosos nesse sentido. Vejam a íntegra do cerco global à internet. Trecho:

“En France, sous couvert de lutte contre le téléchargement illégal et contre la pornographie enfantine, deux lois (Hadopi et Loppsi 2) sont venues coup sur coup entamer le principe d’un Internet neutre et autorégulé. Mais qu’en est-il ailleurs ? Des propositions en cours aux lois votées, nous vous proposons un tour du monde des mesures de filtrage et de contrôle des contenus. Second volet : le filtrage de l’accès à Internet.”

Subtlemob

By André, 27/02/2010 11:14 am

Acabo de conhecer o Subtlemob de Duncan Speakman. “As if it were the last time” é arte urbana, meio flash-mob, meio locative-media art, meio cinema sem câmeras, sem ser nenhuma dessas coisas completamente. É uma intervenção urbana sonora onde pessoas baixam MP3 para ouvirem soudtracks e receberem instruções sobre o que fazer em determinado espaço urbano. Elas deslocam-se e desempenham papéis como se estivesem dentro de um filme.

A intervenção mostra o uso de dispositivos midiáticos através de uma relação específica (emocional, afetiva) com o espaço urbano, criando, mesmo que temporariamente, formas de apropriação desse espaço, de ressignificação e de relação corporal e empática com o lugar. Vemos aqui como os sons podem criam ambiências imaginárias para envolver o usuário no espaço real, ao invés de isolá-los em bolhas nesse mesmo espaço, como usualmente pensa-se dos tocadores de MP3. Veja a esse propósito comentários que fiz em 2008 sobre o uso do iPod e a criação de uma relação específica com o lugar. Ver também os trabalhos de Michael Bull sobre esse tema.

Abaixo depoimento e vídeo sobre a experiência. Prestem atenção nos depoimentos e na sensação das pessoas. Muito interessante.

“When you put on the headphones you’ll find yourself immersed in the cinema of everyday life. As the soundtrack swells people in the crowd around you will begin to re-enact the England of today. Sometimes you’ll just be drifting and watching, but sometimes you’ll be following instructions or creating the scenes yourself. Don’t worry, there will be nothing illegal or embarrassing, sometimes you might be re-enacting moments you’ve seen in films, sometimes you’ll just be playing yourself. This is no requiem, this a celebratory slow dance, a chance to savour the world you live in, and to see it with fresh eyes.”

Luzinterruptus

By André, 26/02/2010 10:32 pm

Escrevia agora sobre o destino dos livros na era do digital e acabo de ver no Twitter (via @lucatoledo) essa instalação com livros invadindo as ruas de NY. Uma espécie de resistência poética do Códex ao ritmo acelerado da metrópole. Mais sobre a instalação Luzinterruptus aqui.

Chatroulette, o filme

By André, 26/02/2010 8:20 am

Postei recentemente um comentário sobre o Chatroulette (ver aqui). Agora, um filme de 6 minutos de Casey Neistat, além de ser bem didático, mostra um pouco o que escrevia no meu comentário (jogo, acaso, apresentação de si, dificuldade em estabelecer contato, ser “nexted” pela imagem, teletransporte para qualquer lugar do mundo, etc.).

Vejam o vídeo abaixo (via Brainstorm 9 e twitter @digital_cultura):

chat roulette from Casey Neistat on Vimeo.

Censura ao Twitter?

By André, 25/02/2010 11:12 am

Replico aqui o meu post no Trezentos sobre a tentativa de coibir o uso do Twitter pelo governador Jacques Wagner.

Circulou uma discussão no Twitter e quero esclarecer que não faço aqui uma defesa pertidária, mas sim pela liberdade de expressão no ciberespaço e pelo reconhecimento da diferença entre as mídias “pós-massivas” e as tradicionais, de massa, concessão do Estado.

Abaixo o post no Trezentos:

“Censura na Bahia ao Twitter do Governador!

A pedido do PMDB, do ministro Geddel Vieira Lima, candidato ao governo baiano nas próximas eleições, a Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia (PRE-BA) quer suspender a conta do Twitter do governador Jacques Wagner (http://twitter.com/imprensawagner) alegando que o mesmo está fazendo campanha eleitoral antes da hora. A questão é grave, não apenas contra a democracia na Bahia, mas no Brasil como um todo.

Devemos entender essas ferramentas como instrumentos conversacionais, não massivos e como tais devem permanecer livres. O problema é que ainda se pensa nas ferramentas pós-massivas, como blogs ou twitter, como mídias de massa, instrumentos de comunicação por concessão pública e controlados por grande empresas donas desse mesmo conteúdo (quem vê a Globo não sabe que está havendo uma Olimpíada de inverno. Não há informação já que emissora concorrente cobre o evento. Não há fato, notícia, só jogo do capital).

Devemos ficar atentos. Já há movimentos no twitter (#defendoJaquesWagner), mas o precedente é grave. Não deixar um governo usar o Twitter me parece algo totalmente estapafúrdio!”

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