Category: locativa media

Traços Digitais, Gabriel de Tarde, ANT.

By André, 13/08/2010 11:31 am

“…there is nothing specific to social order; that there is no social dimension of any sort, no ‘social context’, no distinct domain of reality to which the label ‘social’ or ‘society’ could be attributed…There is no such a thing as a society (…) It is possible to remain faithful to the original institutions of social sciences by redefining sociology not as the ‘science of the social’, but as the tracing of associations”

(Bruno Latour, Reassembling the Social, p. 4-5)

Decidimos ontem começar as reuniões do GPC – Grupo de Pesquisa em Cibercidade nesse semestre pela discussão do livro “Reassembling the Social. An Introduction to Actor-Network-Theory”, de Bruno Latour. Entendemos que a compreensão da teoria ator-rede pode ser útil aos diversos projetos dos pesquisadores que compõem o GPC. A proposta está ainda dentro do meu atual projeto de pesquisa (discussão sobre materialidades da comunicação, teoria ator-rede e mídias locativas) e surge depois da disciplina ministrada no semestre passado no Pos-Com sobre essa temática.

A minha aposta é que a recuperação da sociologia de Gabriel de Tarde pela teoria ator rede pode ser uma ótima forma de analisarmos as diversas articulações em torno da espacialização, da comunicação e das tecnologias digitais com o surgimento e expansão das mídias de locativas (serviços e tecnologias baseados em localização). Só um pensamento das “associações” pode nos ajudar a compreender as formas de sociabilidade, de mapeamento e produção de narrativas sobre o espaço, de produção social de sentido sobre o urbano, de tensões da arte locativa, de controle, monitoramento e vigilância em jogo com essas tecnologias.

Recente livro, “The Social after Gabriel Tarde: Debates and Assessments”, mostra bem a atual valorização do pensamento de Gabriel da Tarde por parte de alguns autores. Eles vão questionar quais rumos teriam tomado o pensamento sociológico se Tarde, ao invés de Durkheim, tivesse sido o protagonista na história dessa “ciência”. Para alguns, um pensamento sociológico menos sujeito a regras gerais, a estruturas, e mais próximo de adaptações e variações não-hieráquicas poderia ter tomado a frente da cena afirmando então, não que o “social é uma coisa” (Durkheim), mas que “toda coisa é social” (Tarde). Esse embate Tarde x Durkheim (que não faremos aqui em profundidade) parece trazer um frescor às ciências sociais e pode iluminar os estudos sobre as novas mídias, a comunicação, o espaço e as relações sociais.

Vamos voltar a esse debate nas reunião do GPC (acompanhem o blog) e nos meus próximos artigos (publicados também aqui nesse Carnet). Por hora, tendo uma relação direta com as mídias de geolocalização, gostaria de destacar, como frisa Latour, como a idéia geral de estatística (Durkheim) estaria sendo posta a prova (revelando a importância da análise das associações em detrimento daquelas genéricas sobre “o social”) com o surgimento de novas formas de rastreamento (digital traceability). O rastreamento digital está em marcha com as práticas e usos das mídias digitais, principalmente as móveis com serviços de localização. Vemos hoje práticas já bastante corriqueiras como dizer onde estar e ver o que se diz sobre os lugares pelo Foursquare, o que se está fazendo no Facebook, o que importa saber no Twitter, os caminhos marcados com os traços de um GPS, a construção de mapeamentos diversos, os rastros (transposte público, estradas, compras, etc.) deixados pelos usuários de sistemas que utilizam etiquetas de radiofrequência… Os exemplo são inúmeros e em expansão. (A esse propósito vejam meu artigo sobre o tema aqui).

Essas tecnologias fornecem dados finos das associações, das variações, das adaptações e das redes sociais que nenhuma estatítica jamais pode oferecer (traços de navegações em tempo real, mapeamentos e articulações com escrita nos lugares, marcas das leituras feitas nesse deslocamento…rastros de uma mobilidade que se inscreve e se lê, revelando as associações). É nesse sentido que o “traço” da vida social mostra bem a força da sociologia de Gabriel de Tarde e da teoria ator-rede. Analogamente ao que mostrei em recente palestra sobre mapas participativos, a estatística, assim como um mapa mimético, diz algo sobre o genérico, funciona como um panorama, mostra tudo, mas pouco revela. A estatítica do social fala do geral sem descer às complexidades das associações, das redes e das relações entre os diversos actantes, humanos e não-humanos. Contrariamente à estatística do social, os rastros digitais, para o melhor ou o pior (vigilância), revelam as caóticas navegações e as fluidas associações pelo vivido.

Vejam abaixo o que diz Latour sobre isso (via UnderstandingSociety):

Latour ends his contribution to the Candea volume with an intriguing section called “Digital traceability … Tarde’s vindication?”. The key idea here is that the twenty-first century permits social scientists to go decisively and transparently beyond the primitive aggregative statistics that underlay Durkheim’s approach to the “social whole.” Tarde, and Latour, look at Durkheim’s social whole as no more than a crude statistical aggregation of data; and, according to Latour, Tarde had envisioned a time when the statistics and quantitative data deriving from social behavior would be transparent and visible. This, Latour suggests, is becoming true. Today we can look at social data at a full range of levels of aggregation, moving back and forth from the micro to the macro with ease. Here is Tarde’s version of the vision:

If Statistics continues to progress as it has done for several years, if the information which it gives us continues to gain in accuracy, in dispatch, in bulk, and in regularity, a time may come when upon the accomplishment of every social event a figure will at once issue forth automatically, so to speak, to take its place on the statistical registers that will be continuously communicated to the public and spread abroad pictorially by the daily press.

And here is Latour’s comment:

It is indeed striking that at this very moment, the fast expanding fields of “data visualization”, “computational social science” or “biological networks” are tracing before our eyes, just the sort of data Tarde would have acclaimed. … Digital navigation through point-to-point datascapes might, a century later, vindicate Tarde’s insights.

Aqui vemos, efetivamente, “the tracing of associations”, como na epígrafe que abre esse post.

Bill Mitchell, R.I.P.

By André, 13/06/2010 9:38 am

Morre Bill Mitchell, diretor do MIT’s Design Laboratory, autor de e-topia, city of bits, me++, entre outros. Pensador do urbano e da relação das cidades com as mídias eletrônicas. Mitchell foi um dos mais importantes pensadores da atualíssima computação ubíqua e de sua relação com o espaço urbano. Referência inevitável para os estudos sobre cidades digitais, smart cities, comunicação sem fio, computação “pervasiva” e sensível à lugares e objetos, mídias locativas…

Em “Me ++. The cyborg self and the networked city” (MIT Press, Cambridge, 2003), Mitchell afirmava:

“Gradually emerging from the messy but irresistible extension of wireless coverage is the possibility of a radically reimagined, reconstructed, electronic form of nomadicity – a form that is grounded not just in the terrain that nature gives us, but in sophisticated, well-integrated wireless infrastructure, combined with other networks, and deployed on a global scale” (p. 57).

Abaixo um vídeo (via Boing Boing):

Entrevista

By André, 07/06/2010 5:22 pm


Foto tirada em Vancouver…Noite solitária.

Acabo de dar uma entrevista para o Jornal O Estado do Rio de Janeiro e, como tenho feito sempre, coloco aqui a íntegra. As questões são do jornalista Rodrigo Pereira:

RP – Recentemente o diretor da F/Biz, Marcelo Castelo, declarou que em poucos anos o celular irá superar o número de acessos à internet pelo computador. Você acredita nessa possibilidade de expansão da tecnologia móvel?

AL – Acho que a expansão é um fato. O número de linhas e do uso dos telefones celulares estão em expansão, não só no Brasil (estamos chegando a um celular por habitante), mas no mundo, principalmente em países em desenvolvimento e emergentes. Acho que a tendência é o acesso à internet em dispositivos móveis, mas não só os celulares. Incluo aí os notebooks, netbooks e, agora, os tablets. O nosso desafio no Brasil é encarar o celular como uma ferramenta de inclusão digital, baixar as tarifas (uma das mais caras do mundo), melhorar os serviços para que todos possam usar a potência desse dispositivo.

RP – A ajuda às vítimas dos tsunamis, em 2004, via internet móvel, foi uma das grandes desmistificações de conceitos equivocados que consideram o “virtual” como uma “dimensão contrária ao real”.
Gostaria que você falasse um pouco sobre a transformação da maneira como as pessoas interagem a partir da “era da conexão”, e sobre as alterações no nível de desterritorialização e nomadismo.

AL – A oposição entre real e virtual é equivocada. No que se refere às redes de computadores, essa oposição é ainda mais desprovida de sentido. Tudo o que fazemos com os computadores tem impactos diretos no nosso entorno imediato, no nosso quotidiano. Hoje, com os dispositivos móveis e os instrumentos de localização, essa questão deve ser mesmo superada. Veja o uso dos celulares nas explosões do metrô de Madri, em Londres, em vários países africanos que servem como mobilização social e política e para denunciar guerras ou para fazer valer ajudas comunitárias; veja o uso do Twitter nas últimas eleições do Irã… A tecnologia de comunicação só faz sentido se estiver ligada a um contexto temporal e espacial, ao aqui e agora.

RP – Por último, há possibilidades de se criar uma dependência negativa em função destas tecnologias móveis? A “dependência” que digo seria depender deste tipo de tecnologia para tantas ações que um “apagão” repentino no sistema cause caos generalizado.

AL – Sim, devemos saber desconectar, calar, ouvir. É importante participar e interagir, mas é fundamental também saber sair de todo esse barulho e poder viver com a possibilidade da não comunicação. No fundo, a comunicação é um artefato que inventamos, nós os humanos, para poder suportar a solidão e o isolamento, a consciência da morte. Devemos usar as tecnologias de comunicação para sobreviver, mas devemos também saber sobreviver no silêncio e na incomunicabilidade.

Vigilância

By André, 07/06/2010 11:43 am


Monitorando meus próprios percursos em Montréal, no projeto Identité, em 2008.

Publico aqui, no link biblioteca desse Carnet, um artigo sobre vigilância apresentado em 2009 na PUC-PR, e só agora publicado no interessante livro Vigilância e Visibilidade. Espaço, tecnologia e identificação”, publicado pela Editora Sulina de Porto Alegre. Nesse artigo, discuto a questão da vigilância com as mídias de geolocalização. O artigo Mídia Locativa e Vigilância. Sujeito Inseguro, Bolhas Digitais, Paredes Virtuais e Territórios Informacionais está disponível agora para download [ e aconselho ao(a) leitor(a) comprar o excelente livro para ter uma completa visão do problema da vigilância e da visibilidade hoje]. Abaixo um trecho do artigo:

A mobilidade por redes ubíquas implica maior liberdade informacional pelo espaço urbano mas, também, uma maior exposição a formas (sutis e invisíveis) de controle, monitoramento e vigilância. Segundo Gow (2005), “the essential qualities of the ubiquitous network society vision are invisibility and pervasiveness”. Invisibilidade e penetração em todas as coisas têm sido o tema dos debates contemporâneos sobre as mídias locativas e a “internet das coisas”. Emergem aqui sérias ameaças à privacidade e ao anonimato. (…)

O novo regime “invisível” dos bancos de dados, de localização e cruzamento de informações, de monitoramento de perfis de consumo e dos movimentos pelo espaço urbano crescem na mesma medida que a liberdade de locomoção e de acesso/distribuição de informação. Não é por acaso que esses serviços e tecnologias surgem de pesquisas militares, prolongando a vigilância estatal, policial, comercial e industrial desde o século XVIII. Empresas e governos têm utilizado essas tecnologias para a coleta de dados pessoais, nem sempre realizada com o conhecimento ou o consentimento do cidadão. Para uma ação efetiva que proteja os indivíduos de sistemas de vigilância (estatais, militares, comerciais) que possam violar seus direitos, é necessário o reconhecimento dos novos territórios informacionais. (…)”

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Realidade Aumentada?

By André, 17/05/2010 9:14 am

Compartilho aqui a apresentação da minha palestra na comemoração dos 5 anos do Oi Futuro, no Rio de Janeiro, no dia 12 de maio de 2010. Estou escrevendo um artigo a partir da conferência que em breve divulgo aqui no Carnet. Muito do que escrevi está no work in progress sobre o tema nesse Carnet. Vejam o link “realidade aumentada“.

Abaixo a apresentação no SlideShare:

Dia Mundial do Livro

By André, 23/04/2010 8:04 pm



Alice no País das Maravilhas
Livro maravilhoso que estréia hoje no Brasil em versão cinematográfica pelas mãos talentosas de Tim Burton

Hoje é o dia mundial do livro. Ou seja, dia de leitura, razão de existência dos livros, no passado, no presente e no futuro, seja em Kindles, iPads ou celulares. Para comemorar, reproduzo uma entrevista minha com Thamyres Dias do Globo Online (não sei se já foi publicado ou se não será nunca…). Depois, reproduzo posts meus no Twitter sobre a leitura e impressão do hilário “Twitterature”, citado também na entrevista.

Entrevista

- Com a difusão da Internet e suas redes sociais – principalmente o Twitter – a literatura ganhou maior espaço na rede, assumindo também novas formas, como os microcontos, por exemplo, ou a poesia interativa. Como você analisa esses novos formatos? É possível obter uma produção de qualidade em textos cada vez menores?

Estamos ainda no início da experimentação de novos formatos literários na rede. Mas experiências em blogs como novelas ou diários, e os microcontos e poemas no twitter, entre outras formas, têm ganhado espaço com a rede. Acredito que é possível sim uma literatura de qualidade. O mais interessante é a abertura do processo de emissão e a possibilidade de não vermos represadas competências por causa da incapacidade das editoras. O processo também é diferente onde produção e publicação são simultâneas.

- Em alguns casos, a construção desses textos se dá de forma colaborativa. Em outros meios, como no jornalismo, a participação do leitor se apresenta como uma tendência para o presente e o futuro. Na sua opinião, essa é também uma tendência na literatura? A participação pode extrapolar o virtual e também fazer parte dos livros impressos?

Acho que esse não é o aspecto mais importante. A participação é interessante em alguns momentos, mas o que faz uma boa literatura não é a participação do leitor como autor, mas engajá-lo nessa condição mesma, a de leitor. Fazer isso é a maior vitória da literatura. Não acho que essa seja uma tendência. Essa é uma oportunidade dada pelos novos meios e a rede, mas não a tendência. Acho que a tendência é a produção aberta e a circulação cada vez maior da palavra escrita (ou seja, da leitura). Sim, acho que pode-se passar do eletrônico ao papel e vice-versa. Talvez o mais interessante seja mesmo a coexistência dos diversos formatos do escrito.

- A produção literária na Internet pode substituir a leitura em papel?

Pode, mas acho que ainda estamos bem longe disso. Fiz um post no meu blog sobre esse tema – http://andrelemos.info/2010/02/end-books/ . Agora, com leitores de e-books mais confortáveis essa questão se coloca mesmo. Devemos pensar e apreender com a história que mesmo a noção de livro evoluiu muito até o Codex cristão. Podemos pensar no e-book efetivamente como livro e abolirmos o papel. Talvez isso seja uma libertação. Talvez não. Publico em papel e acabo de publicar meu primeiro livro em formato de e-book pela editora Plus de Porto Alegre (Caderno de Viagem. Comunicação, Lugares e Tecnologias, disponiovel gratuitamente em http://editoraplus.org). Veremos em um futuro próximo.

- O que você acha de adaptações de grandes obras da literatura para o Twitter?

Acabei de comprar e ler o livro Twitterature de Aciman e Rensin, pela Penguin Books que pretende resumir em alguns twits grandes obras da literatura mundial. Não gosto do argumento (que a literatura clássica é do século passado) ou da idéia de que seja possível reduzir grandes obras a poucas frases, com a interpretação das obras pelos autores. Acho, no entanto, que é um livro de humor. Ri bastante lendo trechos do livro com intepretações engraçadas dos autores. Não deve ser levado a sério e os livros clássicos devem ser lidos, na íntegra, com suas temporalidades próprias.

- Tem acompanhado outros projetos de literatura na rede? Algum que gostaria de destacar?

Acompanho no Twitter o @Z_ER_O_O, o @semruido, e o @arjunbasu. São experiências diferentes.

- Sobre os projetos @re_vira_volta e @re_viravolta, como surgiu a ideia? Existe abertura para que outros usuários ajudem a escrever a história?

Tinha uma novela escrita a algum tempo, sem conseguir terminá-la. Pensei então em transferi-la para o twitter e experimentar, toda semana, a escrita de frases em 140 caracteres para contar a história. Escrevo a partir da idéia original, mas cada semana a escrita e sua produção (publicação no twitter) são simultâneas e vão tomando rumos próprios. Isso muda o estilo da narrativa e a própria história com a tinha pensado anteriormente. Há links entre os dois twitter que vão remetendo um ao outro no andamento da história (há sons e imagens também). Mas trata-se de uma única história. Escrevo toda semana, sempre nos fins de samana, desde 27 de junho de 2009. Não tenho ainda previsão de quando vou encerrar a história. Reviravolta conta a história de um personagem que se vê às voltas com o seu desaparecimento dos sistemas de informação, questionando assim a sua própria existência. É um exercício de estilo, uma diversão e uma forma de experimentar esse novo formato. Acho que é a primeira experiência desse gênero no Brasil (não é microconto, não é poesia, é novela, em capítulos semanais).

- Você observa uma mudança na forma de ler das pessoas? Essas novidades da rede refletem os desejos desse “novo público”?

Acho que sim, pois o suporte muda. Mudando o suporte, muda a forma de leitura e abre oportunidades para novos públicos. Mas o mais importante é que podemos produzir informação sem ter que nos preocupar muito com isso. O que interessa aqui é a possibilidade de emissão e de exercício da criatividade.

Twitterature

Lendo agora, para me divertir, o hilário livro “twitterature” q pretende resumir em até 20 tweets clássicos da literatura mundial. funny!

Do twitterature, um tweet do “resumo” da Odisséia de Homero: ” Calypso wanted to marry me. Bitch. Who does she think I am? I have a wife..”

Ou ainda Alice no pais…: like many book characters, I’m pretty bored. Oh! A white rabbit! Just like in The Matrix. That movie was dope..

Ou o último tweet para o fim do Hobbit: “oh shit a huge battle! if only this had happened earlier I wouldn’t have been so fucking bored!”

Ou seja, assim como os clássicos, leitura indispensável – diversão garantida. Twitterature de Aciman e Rensin, Penguin, 2009.

Feliz dia mundial do livro!!!

Disciplina Pós

By André, 20/04/2010 7:28 pm

Caríssimos,

Este post é só para avisar os alunos da minha disciplina da Pós que os textos são para a próxima aula são:

1. Capítulo 1 (The Materiality of Communication de K. Ludwig Pfeiffer) do livro “Materialities of communication” de Hans Ulrich Gumbrecht, Karl Ludwig Pfeiffer, o capítulo 1, (http://books.google.com/books?hl=en&lr=&id=WDmrAAAAIAAJ&oi=fnd&pg=PR11&dq=%22Gumbrecht%22+%22Materialities+of+communication%22+&ots=sd922TQDwI&sig=Rdjga-cMA0HzVw0Pefj027QYTDc#v=onepage&q=&f=false)

2. Capítulo 1 (Materialities/The Nonhermeneutic/Presence: An Anecdotal Account of Epistemological Shifts) de Gumbrecht, Production of Presence, disponível aqui: (http://dl.dropbox.com/u/2055897/2.%20Gumbrecht-production_of_presence.pdf).

Futuro da Internet

By André, 19/04/2010 9:25 am

Acaba de ser publicado, pela Editora Paulus de São Paulo, “O futuro da Internet. Em direção a uma ciberdemocracia planetária.” O livro está disponível nas livrarias e no site da editora.

Sinopse:

“A cibercultura evoca sempre um pensamento sobre o futuro. Sonhos e pesadelos estão associados ao desenvolvimento tecnológico e não poderia ser diferente com as novas tecnologias digitais. Volta o velho sonho de um mundo da comunicação livre, sem entraves, democrático, global. Este imaginário sempre retorna com o surgimento de redes técnicas, sejam elas de informação, comunicação ou de transportes. Foi assim com o telégrafo e a estrada de ferro; com o rádio, o telefone, os navios e as autoestradas; com a TV, os aviões, a viagem à Lua e a Internet. O desenvolvimento técnico nos coloca na vertigem do futuro e na urgência do presente, criando utopias e distopias que podemos apreender pelos discursos publicitários, acadêmicos, jornalísticos ou artísticos. Devemos diagnosticar o presente e tencioná-lo com o passado para pensar o futuro. Este livro é o exercício de uma utopia (no bom sentido, como afirma Lévy no seu prefácio) para pensar a ciberdemocracia. Mas só podemos fazer isso olhando com atenção e sem preconceitos para a cibercultura do presente.”

Caderno de Viagem

By André, 13/04/2010 9:36 pm

Meu novo livro, Caderno de Viagem. Comunicação, Lugares e Tecnologia acaba de sair, como e-book, free, pela Editora Plus, de Porto Alegre. É um livro meio acadêmico, meio pessoal, com fotos, retratando o período de 2007 a 2008 quando estive no Canadá, entre Edmonton e Montréal. O livro tem prefácio de Nelson Pretto.

E, como uma feliz coincidência, acabo de receber a notícia quando me encontro exatamente no Canadá. Volto amanhã para o Brasil.

Mobility Conference

By André, 05/04/2010 6:08 pm

Amanhã embarco para Victoria, BC, para participar da conferência ”Cultures of Movement: Mobile Subjects, Communities, and Technologies in the America“, na Royal Roads University, com apoio da Pan-American Mobilities Network. No programa dicussões sobre mobilidade em suas diversas facetas e particularidades. Vou lá basicamente para escutar. Claro, vou aproveitar para discutir com colegas e rever alguns amigos e tentar articular alguma cooperação com o nosso trabalho no GPC. Conheço bem o Canadá, de Montréal à Edmonton, mas é minha primeira vez em Vancouver e Victoria. Espero fazer alguns post sobre o evento e as cidades.

Apresentação da Conferência:

Open to students, scholars, and professionals, the conference is meant to build new ties amongst all those interested in the theoretical or applied study of mobilities. The study of mobilities is a young and constantly evolving interdisciplinary field. The concept of “mobility” refers to the social, political, historical, cultural, economic, geographic, communicative, and material dimensions of movement. Students and scholars of mobilities focus their attention on the intersecting movements of bodies, objects, capital, and signs across time-space, paying attention as well as to the way relations between mobility and immobility constitute new networks and patterns of social life. The multiple forms of mobility, or mobilities, are often taken to include—amongst others—subjects such as: transportation; travel and tourism; migration; transnational flows of people, objects, information, and capital; mobile communications; and social networks and meetings. While the conference is open to all themes pertinent to the study of mobilities from a social and cultural perspective—irrespective of the geographical site of empirical or theoretical attention—the main focus of the conference will be on the experience, practice, social organization, and cultural significance of forms of mobility in North, Central, and South America.

Whereas in Europe the new mobilities paradigm has taken a strong hold in academic units, professional research networks, and recognized publication outlets, the study of mobilities is still in its infancy in the Americas. In contrast, mobility is very much part of the core of the social imaginary, geo-politics, and cultural life of the Americas. Indeed, to be “on the move” is amongst the most quintessential characteristics of what it means to be a citizen of the Americas. Furthermore, the Americas are home to many, distinct mobile cultures and practices: from indigenous cultures rooted in traditional meanings of home to the historical institutionalization of colonial and postcolonial trade routes and forced relocations, from controversial experiments in free transnational trade, to the politics and experience of migration and Diaspora, from the widespread diffusion of portable communication technologies, to the mobilization of surveillance systems, and from the leisure mobilities of tourism, to the social and cultural significance of transportation and movement in daily life. ”

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