Category: cyberculture

Cursos, Palestras e Conferências

By André, 10/05/2010 10:42 am

Este mês de maio estou envolvido em uma série de cursos, palestras e conferências sobre temas diversos.

Semana passada, de 3 a 7 de maio, ministrei um curso para alunos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da ECO-UFRJ sobre as teorias das “Materialidades da Comunicação e Ator-Rede aplicadas ao estudo das mídias locativas. Estou desenvolvendo um projeto de pesquisa, da qual essa disciplina faz parte, para compreender as mídias de geolocalização a partir dessas teorias-métodos. Esse é o tema do meu artigo que será apresentado na próxima Compós, em junho na PUC-RJ. Resumo:


Visão da Biblioteca Nacional, no Rio, por dentro (obrigado Muniz e Raquel!)

“As mídias locativas colocam em marcha processos infocomunicacionais que utilizam serviços e tecnologias baseados em localização. Elas estão em expansão no Brasil e no mundo, caracterizando a fase da atual internet of things onde a informação é sensível a lugares e objetos. Propomos uma abordagem teórico-metodológica para análise do processo de espacialização a partir das teorias da “Materialidade da Comunicação” (Materiality of Communication) e do “Ator-Rede” (Actor-Network Theory). Partimos da proposição de que as mídias locativas desenvolvem modos de mediação locativos: escrita, escuta, visibilidade, sociabilidade, acesso e lúdico.”

Amanhã, dia 11 de maio, farei uma palestra sobre o “Futuro da Internet. Em direção a uma ciberdemocracia planetária”, no evento Ciber.Comunica, da Universidade Jorge Amado aqui em Salvador. Haverá, após a palestra, o lançamento do livro homonimo, escrito por mim e pelo filósofo frances Pierre Lévy. Abaixo uma síntese do prefácio:

“A cibercultura evoca sempre um pensamento sobre o futuro. Sonhos e pesadelos estão associados ao desenvolvimento tecnológico e não poderia ser diferente com as novas tecnologias digitais. Volta o velho sonho de um mundo da comunicação livre, sem entraves, democrático, global. Este imaginário sempre retorna com o surgimento de redes técnicas, sejam elas de informação, comunicação ou de transportes. Foi assim com o telégrafo e a estrada de ferro; com o rádio, o telefone, os navios e as autoestradas; com a TV, os aviões, a viagem à Lua e a Internet. O desenvolvimento técnico nos coloca na vertigem do futuro e na urgência do presente, criando utopias e distopias que podemos apreender pelos discursos publicitários, acadêmicos, jornalísticos ou artísticos. Devemos diagnosticar o presente e tencioná-lo com o passado para pensar o futuro. Este livro é o exercício de uma utopia para pensar a ciberdemocracia. Mas só podemos fazer isso olhando com atenção e sem preconceitos para a cibercultura do presente.”

Na quarta, dia 12 de maio, participo de uma mesa sobre “Cultura da Visualização”, no Seminário “Arte Contemporânea Pós Mídias Digitais“, em comemoração aos 5 anos do Oi Futuro, no Rio. Vou falar sobre “Realidade Aumentada. Novas narrativas do Espaço Urbano?” às 14h junto com o Cícero Silva. Abaixo a hipótese que tentarei defender:

“O objetivo dessa conferência é explorar o desenvolvimento da tecnologia da realidade aumentada a fim de mostrar a virada espacial na cibercultura com o advento de dispositivos móveis e portáteis. Duas hipóteses serão sustentadas aqui: 1. A tecnologia de realidade aumentada é um evolução dos sistemas de interface homem-mundo emergentes com a sociedade de informação e essa evolução aponta para uma ênfase na espacialização de informação em interface com o mundo “real”; 2. Essa nova espacialização se dá através de uma narrativa que cria um sentido de realidade “aumentado”, mas que na realidade, como toda construção, pode ser uma redução de suas possibilidades pela ilusão da transparência. Pode se tratar de fato de uma “redução” da realidade.”

Cibercultura

By André, 29/09/2009 9:39 pm

Cibercultura 10+10

Gilberto Gil, Pierre Levy, André Lemos, Laymert García, Alfredo Manevy, Cláudio Prado e Sérgio Amadeu juntos discutem a cibercultura.

Evento em Santos propõe um balanço e reflexão sobre os últimos dez anos e do futuro da cultura digital no Brasil e no mundo.

O primeiro dia, quinta-feira agora (dia 1º), será uma discussão sobre os últimos dez anos e sobre os próximos dez. Daí o nome do evento: Cibercultura 10+10.

A sexta-feira (dia 2) será outra coisa: uma oficina de remix. Gilberto Gil fará um recorte de toda sua discografia, com foco na tecnologia. O áudio e o vídeo estarão disponíveis pra serem retrabalhados, uploadados, remixados. Direitos liberados. E os palestrantes do dia anterior continuam na mesa, dialogando com Gil e suas canções.

Ao lado de oficineiros e do público, que irão ajudar a capturar e a editar o material na hora. Mas depois, também, quem fizer upload com a hashtag #10mais10 poderá ver sua produção fazer parte do material que será editado.

O encontro inusitado e a ideia do remix é organizado pelo Laboratório Brasileiro de Cultura Digital e por grupos que participam da Casa de Cultura Digital, e conta com patrocínio da CPFLCultura e apoio da Prefeitura Municipal de Santos.

Esse conjunto de discussões e de oficinas sobre cultura digital e suas relações com as linguagens artísticas como música, literatura, e artes visuais ocorre nos dias 1 e 2 de outubro no Teatro Guarany.

Quem não puder comparecer, poderá acompanhar e participar das discussões e da oficina pelo site www.cpflcultura.com.br/aovivo. No primeiro dia, haverá transmissão em português e em inglês.

Programação

1 de outubro de 2009

Seminário – com duas mesas de debates
Horário: 10h às 18h, com intervalo para almoço
ENTRADA: A entrada será gratuita, por ordem de chegada, com abertura da bilheteria uma hora antes do início do evento.
Participantes das duas mesas: Pierre Levy, Gilberto Gil, Sérgio Amadeu, Laymert Garcia dos Santos, André Lemos, Alfredo Manevy e Claudio Prado

2 de outubro de 2009

Oficina de Remix com Gilberto Gil e Bem Gil e convidados
Horário: 10h às 18h, com intervalo para almoço
ENTRADA: A entrada será gratuita, por ordem de chegada, com abertura da bilheteria uma hora antes do início do evento.

Os dois dias de evento serão realizados no teatro Guarany, na praça dos Andradas, sem número, no centro de Santos.

Cyberculture Review

By André, 04/03/2009 10:29 am

Cyberculture Review

Resenhas de livros do Resource Center for Cyberculture Studies, RCCS, de março de 2009.

Decoding Liberation: The Promise of Free and Open Source Software
Authors: Samir Chopra and Scott Dexter
Publisher: Routledge, 2007
Review 1: Brian W. Carver
Review 2: Andrew Famiglietti
Authors’ Response: Samir Chopra and Scott Dexter

Interactive Realism: The Poetics of Cyberspace
Author: Daniel Downes
Publisher: McGill-Queens University Press, 2005
Review 1: Yara Mitsuishi
Author Response: Daniel Downes

Vale a pena acompanhar o RCCS via twitter.

ABCiber

By André, 09/11/2008 3:23 pm

ABCiber

Arrumando as malas para participar do II Simpósio da ABCiber, Associação Brasileira dos Pesquisadores em Cibercultura que acontece essa semana em São Paulo. A programação do evento está disponível aqui. Esse encontro é ímpar no Brasil e revela o que melhor se faz em estudos de cibercultura no Brasil. Considero esse um encontro histórico e o evento de consolidação da Associação.

Faço uma conferência dia 11 sobre “Mídias Locativas e Crítica da Espacialização na Cibercultura” e, no dia 10 as 14h, participo de um painel sobre “Internet e Liberdade” junto com o Sérgio Amadeu. A idéia é discutir as consequências do projeto de lei do Senador Azeredo que vai ser apreciado pela Câmara dos Deputados. Nos outros dias aproveito para ouvir e aprender com os colegas e participar da reunião do conselho deliberativo da ABCiber como um dos membro fundadores.

The Video Republic

By André, 16/10/2008 11:05 pm

The Video Republic

“This is a New Public Realm”

“I am whatever I say I am”

Cibercultura Remix e Campus Party

By André, 12/02/2008 7:28 pm

Cibercultura Remix e Campus Party

obras, diferente da postura que tem sido adotada por países como a GB e a França. Gil autorizou a gravação livre de seus show e a difusão por telefones celulares.
Ou seja, o Ministro reconhece e adere à dinâmica da “cibercultura remix“. Vejam depoimento no El Mundo:

“‘Por supuesto, defiendo el trabajo innovador, creativo, colaborativo. La cultura ‘hacker’ es inteligencia”, sentenció el ministro brasileño, y añadió que Internet y las nuevas tecnologías son la oportunidad para el enriquecimiento cultural de las generaciones más jóvenes.

Como contraste a las últimas medidas adoptadas por países como Reino Unido o Francia, en donde se interrumpirá el servicio de red a quienes intercambien archivos protegidos ‘online’, el ministro Gilberto Gil aboga por un cambio radical en el modelo. ‘Sigo apoyando la libre difusión de la cultura, como manera para el desarrollo de los pueblos’, comentó finalmente el cantautor, en cuya última gira autorizó la grabación libre de sus espectáculos y su difusión gratis mediante teléfono móvil.

(…)Durante la inauguración del evento, el ministro insistió ante los jóvenes que ‘compartir cultura es compartir conocimiento’, y les animó a ‘difundir la capacidad de comprender las cosas para ser más libres’, mientras que prosiguió en un largo y encendido discurso animando a fomentar la creatividad frente a las grandes compañías. También abogó por una ‘tecnología cada vez más abierta y cada vez más libre’. Y todo ello frente a los representantes de los patrocinadores del evento, con Telefónica a la cabeza.”

Abaixo vídeo do show improvisado:

Mapa da Cibercultura

By André, 20/10/2007 12:22 am

Meu colega Alex Primo, da UFRGS faz um mapa mental das relacoes sociais:

“Nesta segunda, participei do ciclo de debates ‘Além das Redes de Colaboração’, promovido pela Associação Software Livre e pela Casa de Cinema de Porto Alegre, com apoio do Ministério da Cultura. Durante minha palestra no painel ‘Politizando as Tecnologias: como as redes reconfiguram a sociedade, a educação e a cultura?’ apresentei um mapa mental em que faço um paralelo entre diferentes categorias de práticas sociais (conhecimento, autoria, educação, etc.), a partir da tipologia de 3 fases do desenvolvimento tecnológico, propostas por André Lemos (2002).”

Edmonton, Cibercultura. Locative Media: Mapas e Games

By André, 19/10/2007 12:34 am

EDMONTON

Ha’ dois dias no Canada’ para o pos-doutoramento e praticamente tudo foi resolvido com uma eficiencia inacreditavel: conta em banco, seguro saude, office na Universidade, chaves, ID cards, apartamento, internet (25MB), telefone, luz…tudo. Obviamente nada disso seria possivel sem a ajuda e a disponibilidade absoluta de meu colega e amigo, professor Rob Shields (thanks Rob for all!) e do pessoal do departamento de sociologia que me recebeu muito amigavel e prestativamente.

A cidade, Edmonton, e’ uma cidade plana, nas “praries”, com belas regioes por perto (vejam meu ultimo post), onde os carros dominam a paisagem…Ruas e casas com calcadas quase desertas preenchidas por carros e onibus…Hoje andei por varias ruas e cruzei poucas pessoas no meu caminho…O centro da cidade tem mais movimento e a Universidade de Alberta tem uma excelente estrutura, organizacao e e’ pulsante. Bom, essa e’ a minha impressao com dois dias na cidade. O frio ainda nao chegou e os dias estao belissimos, um azul perola em 12 graus e sol…Vou atualizando sobre a cidade, o Canada’ e a minha pesquisa, como prometido.

CIBERCULTURA

Para recomecar no que interessa nesse Carnet, chamo a atencao para o evento Cibercultura, parceria do Ciberpesquisa/PPGCCC-FAcom-UFBA e do ICBA, no ICBA, Salvador, no dia 24 de outubro as 19 com entrada gratuita. O debate contara’ com os professores Wilson Gomes, da Facom, Ufba, Gustavo Gindre, do CGI, Otfried Jarren, da Suica e ser’a media pelo professor Pinho da ADM/UFBa. O tema e’ internet e democracia. Participem! Como sempre, o evento sera’ transmitido pela internet pelo CPD da UFBA. Vejam o site para mais informacoes. Agendem-se

” CIBERCULTURA V – INTERNET E DEMOCRACIA
A Política no Século XXI – Parte Final do Ciclo!

O objetivo desse debate é colaborar para o pensamento sobre a política no século XXI. Com a cibercultura, surgem temas como governo eletrônico, cibercidadania, ciberdemocracia, voto online, assim como movimentos políticos e micro-políticos em blogs, wikis e dispositivos móveis. A dimensão política da sociedade contemporânea está cada vez mais imbricada em mecanismos de informação abertos e descentralizados, à necessidade de prestação de contas e de oferecimento de serviços em rede pelos governos, na bisca pela liberdade de expressão e de deliberação. O desafio dessa mesa é pensar as diversas dimensões da política e das redes telemáticas na cultura contemporânea.

LOCATIVE MEDIA – MAPAS

Ferramentas de mapeamento estao no cerne das discussoes sobre locative media. Fizemos varias discussoes sobre essa tematica em posts recentes. O Newmediafix apresenta a ferramenta “Hindsight” que permite realizar mapeamentos no tempo. Vejam a descricao:

” The two main parameters of locative media are location sensitivity, mostly expressed as longitude and latitude, and time. Locative Media has been developed following the theoretical model of maps. Since their inception, maps have been used to reveal special relationships and realities, and by their mostly static nature, they represent a particular slice of time. With the introduction of web-based mapping new opportunities have arisen, such as revealing spatial data through time. This is a novel direction in locative media – time-based mapping.

Hindsight by Trulia is one of the most poignant examples of time based mapping of information. It allows exploration of historic data in more than half a dozen cities and communities within the United States. The map shows the spatial distribution of real estate related data distributed over time and territories. The experience is both entertaining and informative.

Hindsight is a mapping tool designed to compliment Trulia, a popular real estate listing site, created by Stamen Design. The basic schema includes a map-based context, where one is offered to select among various cities and communities within the continental United States. When selected the map zooms in and an animation of the localized data activates the map in a form of expanding and contracting colored dots. The animation could be stopped and advanced on a year-by-year basis. The central navigation, incorporates color and scale visual clues corresponding to the overlaid data. By sliding laterally one can evoke the overlay for a specific year. Additional tools include the customary map zooming feature and a map brightness controller, which could affect both the aesthetic and utilitarian functions of the overall viewing experience. The site was prominently showcased during the 2007 Where 2.0 Conference in San Jose, CA.(…)

LOCATIVE MEDIA – GAMES

Livro, “Space Time Play — Computer Games, Architecture and Urbanism: The Next Level”, explora a relacao entre locative media e games, mostrando como os games interagem com o espaco urbano. Essa parece ser uma volta aos games pre-eletronica onde o jogo estava sempre ligado a uma pratica do espaco. Com os jogos pervasivos, os asfaltic games ou os wireless street games, essa relacao volta forte com a potencia da localizacao, do mapeamento e das formas de anexar informacao inteligente a locais e objetos por tag eletronicas. O livro que sera lancado em novembro nos EUA pretende abordar esse assunto. Vejam trechos da resenha (no link pdf da introducao e sumario):

“Available to the US in November 2007 from Birkhäuser and edited by Friedrich von Borries, Steffen P. Walz, Matthias Böttger, Space Time Play — Computer Games, Architecture and Urbansim: The Next Level offers readers 62 concise essays and interviews interspersed between 64 game, film and science-fiction book reviews, and 48 game research projects, all brilliantly organized into 5 ascending levels, sequenced into topics that build upon the theory of the editors, that video gaming has come of age as one of society’s most crucial and influential cultural artifacts. Richly illustrated and well populated with important and influential theorists, designers and academics, Space Time Play multi-tasks as a scholarly tome, coffee table guide to gaming, and manual of pop culture memes driven by gaming industry.

(…)Levels 1 and 2 situate the history of computer games as interactive play spaces and connect these basic ideas to the framework of the Ludic Metropolis, or City of Play. (…). In Level 3, Ubitquitous Games: Enchanting Places, Buildings, Cities and Landscapes, the Ludic City is crafted as an actual real-life play space, broken out of the computer console, but no doubt influenced by its tendencies, parameters and tools. (…). In Level 4, Serious Fun: Utilizing Game Elements for Architectural Design and Urban Planning, the Ludic City is envisioned as a proving ground and design tool. (…) In the final chapter, Level 5, Faites Vos Jeux: Games Between Utopia and Dystopia, the editors collect examples of how games and war play an uneasy partnership on the battlefield for hearts and minds across societies, present and future-minded.”

Reconfiguração

By André, 01/10/2007 12:03 pm

Reconfiguração

Desde 2003 tenho mostrado como as novas mídias reconfiguram a indústria cultural contemporânea a partir de 3 princípios constituintes da cibercultura: 1.liberação da emissão, 2. conexão generalizada transversal e 3. reconfiguração. Esse post do Pasta&Vinegar, Trends in media consumption, a partir da palestra de Stefana Broadbent no Pic Nic 2007, mostra com dados a reconfiguração da cultura contemporânea e os aspectos psicológios (a noção de background, ou fundo, também cara à sociologia).

“(…) She and her colleagues at Swisscom Innovation built a “observatory” which aims at following behavioral trends regarding communications and digital practices (through looking at 250 households/800 persons each year). They basically collect tons of data (timelines, diaries, how people fill their days, look at ipod content, make lists, check internet usage with people. This is then turned in a classic social-sciences way (although more descriptive than explicative) into pattern descriptions.

1. Writing communication preavails (over oral/mediated): people write more than they speak over the phone.
2. Written channels are used as background to other activities (like working), mostly to keep contact with loved ones.
3. People with digital video recorders do watch commercials, 40% of people with PVR or TiVO do not skip them.
4. On-line video does not substitute TV: 33% indicated that they watched more TV, 13% decreased
5. Concentrated viewing is short on TV (30 minutes) and even shorter on PC (5-7 minutes)
6. Lots of activities in front of TV: talking, eating, reading… internet, playing video games (portable, mobile).
7. Local radio are NOT dead, high level of consumptions. Less than 10% reports less time listening to local radio due to time spent on MP3 players.
8. Newspapers are not dead, at least in their “free” form: +12% increase in the last 5 years. They’re free and they’re distributed at the consumption points.

Her message was then that there is no substitution, everything is added: more devices, more channels, more media and nothing is thrown out. What happens is that every media is moving in the background, becoming wallpaper: IM+email are ran in the background, Music IS the background, TV is being viewed in background, Daily newspapers are read in the background.

(…) What does “in the background” mean, in terms of psychological processes: it means that media consumption is less conscious and that less attention is provided. This is done through the creation of routines: automatization of procedure. We then develop “media routines”: Radio channel: listen to during breakfast / News show before going to bed / webpage news skimmed through when arriving at work / call to mother on sunday / SMS to say I’m on my way.

The problem, as she described is that the whole industry is going against this “routine” trend (“Bye Bye routines”) through VOD, HDD recorders, ipTV, personalized radio/TV, VoIP or podcasts. As a matter of fact, users can only multitask if they are not required to give ALL their attention: choosing kills routines and require attention, it moves attention to the foreground and means commitment, and being in control means being focused.”

Poster Ciclo Cibercultura

By André, 10/05/2007 7:22 pm

Ciclo Cibercultura no século XXI – Conferência de Abertura
Projeto: Cibercultura: Tecnologia, Sociedade e Cultura no Século XXI

Conferência
18/05/2007, 19h
Salão Nobre da Reitoria da UFBA
Rua Augusto Viana, s/n, Canela, Salvador-BA
+ 55 71 3337-0120 progr@salvadorbahia.goethe.org

Mais Informações no site do Goethe-Institut.

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