Category: iphone

Lentes Informacionais – RA e Narrativa

By André, 10/12/2009 12:41 pm

Lentes Informacionais – RA e Narrativa

Discutíamos no último post as narrativas locativas a partir do conceito de “terrative” de Michael Epstein. Através do twitter do The Guardian, vejo mais um dos inúmeros vídeos disponíveis sobre experiências comerciais e artísticas com a “realidade aumentada” (RA). RA é um sistema informacional que permite que o usuário olhe, através da lente da câmera e da tela de um celular (ou dispositivo similar), o “mundo real” “aumentado por informação eletrônica relevante sobre o mesmo (histórica, turística, comercial). Vejam o vídeo do The Guardian para ter uma idéia: Video: Augmenting reality.

O que quero destacar aqui, e a foto acima, congelada quando acabei de ver o vídeo mostra, é justamente essa nova lente de mediação entre o olhar e o mundo que se vê. No caso em questão, uma lente (os óculos), depois uma outra lente (a da câmera do celular) e depois o olhar para a tela do smartphone como mediadores de um olhar sobre o mundo. Como falei no último post, trata-se de uma forma de narrar e de consumir a narrativa pelo olhar. Podemos dizer que as experiências com RA são, nesse sentido, “terratives” (neologismo de “territory” e “narrative”), narrativas sobre os lugares.

No post anterior busquei Ricoeur para compreender a narrativa e mostrei rapidamente como toda narrativa é criadora da experiência humana do tempo e do espaço: ela é sempre temporal e locativa. O mesmo se passa aqui com os sistemas de RA. Se é assim, cabe perguntar aquilo que nunca aparece nas análises, matérias ou informações de divulgação sobre essa nova mídia (no sentido mais radical de “mediação”), a saber, sobre a qualidade dessa narrativa interpolada por lentes e telas, sobre a intenção locativa dos autores, sobre quem são esses autores, sobre as escolhas históricas do que está sendo contado sobre os lugares. Mais ainda, por que esses e não outros? O que faz, para além do apelo histórico, social, comercial, que uns lugares aparesentem informações eletrônicas e outros não? Que regime narrativo está em jogo quando dirigimos um olhar mediado por lentes e telas, guiado por informações eletrônicas fantasmagógicas se interpolando ao objeto observado?

A relação sujeito – mundo se dái nesse novo regime narrativo visual “aumentado”. Portanto, cabem aqui mais perguntas sobre esse sujeito e sobre o status ontológico da realidade aí construída: Que subjetividade se constitui nesse ato de ver lugares em destaque informacional sobreposto ao objeto físico, “real”? E o que acontece quando, ao dirigir a lente e o olhar para a tela, o sujeito vê outros lugares/objetos onde nada aparece, onde estes são apenas o “mundo real”, sem nenhuma explicação ou “realidade aumentada”? Esse regime narrativo de visibilidade irá tornar invisível aqueles lugares que são apenas “o mundo real”, simples e sem nenhuma ampliação? Focaremos apenas o olhar naquilo que o “sistema” me indica como “informação que vale a pena ser vista”? Será que depois de algum tempo o “mundo como ele é” se tornará invisível aos olhares não mediados? Se é assim, a questão sobre a “realização” do mundo e sobre as suas formas de visibilidade tornam-se centrais para compreender a RA. Devemos questionar as narrativas em jogo com as mídias locativas, em geral, e com a RA, em particular. Daí a necessidade de saber que história está sendo contada, quem a conta e porque um lugar é eleito e outro não, porque vejo aqui e não ali. O que faz com que um objeto ser portador de uma narrativa e outro não? O que cala é tão importante quanto o que fala!

Se acreditarmos em Schopenhauer, a questão é de suma importância: “Le monde visible n’est que le miroir de la volonté.”

Irrealidade Aumentada?

By André, 06/10/2009 11:08 pm

Irrealidade Aumentada?

Imagem do Dia

A realidade aumentada coloca camadas de informação eletrônicas sobre o mundo “real”.

Agora aplicação para iPhone mostra as fantasmagóricas Torres Gêmeas, lá onde as reais desapareceram.
Irrealidade Aumentada?

Baby iPhone

By André, 28/04/2008 3:18 pm

Baby iPhone

Post do Jornalismo & Internet da Beatriz Ribas mostra vídeo com uma criança de 2 anos ensinando como se usa um iPhone aos marmanjos…Interface intuitiva é isso aí…Ela liga, passa e acha fotos, busca um vídeo e diz que esta fazendo “download”!

iPhone, Security Is Control

By André, 07/02/2008 9:23 pm

iPhone Security is Control

Artigo de Bruce Schneier na Wired mostra que a paranóia de segurança do iPhone é, nada mais nada menos, do que a busca de um controle total (econômico) sobre o usuário. Nada muito novo no reino dos celulares…


Trechos:

“Buying an iPhone isn’t the same as buying a car or a toaster. Your iPhone comes with a complicated list of rules about what you can and can’t do with it. You can’t install unapproved third – party applications on it. You can’t unlock it and use it with the cellphone carrier of your choice. And Apple is serious about these rules: A software update released in September 2007 erased unauthorized software and — in some cases — rendered unlocked phones unusable.

‘Bricked’ is the term, and Apple isn’t the least bit apologetic about it.

Computer companies want more control over the products they sell you, and they’re resorting to increasingly draconian security measures to get that control. The reasons are economic.

Control allows a company to limit competition for ancillary products. With Mac computers, anyone can sell software that does anything. But Apple gets to decide who can sell what on the iPhone. It can foster competition when it wants, and reserve itself a monopoly position when it wants. And it can dictate terms to any company that wants to sell iPhone software and accessories.(…)”

iPhone, Wi-Fi and Location

By André, 25/01/2008 6:00 pm

iPhone, Wi-Fi and Location

Matéria do International Herald Tribune mostra com os aparelhos portáteis iPhone e iPod Touch têm sistemas de localização sem usar GPS, triangulando o usuário a partir dos hotspots (wi-fi). Algo parecido com o sistema de localização do Google, o MyLocation, que usa as celulas dos telefones celulares para localizar e posicionar o usuário em mapas.

No caso da triangulação por zonas de acesso Wi-Fi, vemos dois fenômentos interessantes aqui: 1. o crescente aumento dos pontos de acesso a internet sem fio nas cidades, criando não apenas “pontos”, mas “zonas de conexão” e; 2. o uso dos hotspots Wi-Fi para outro fim, o da localização, revelando a flexibilidade e a complexidades dos atuais territórios informacionais.


iPhone and Maps

Terchos da matéria:

“There’s no GPS inside the phone, so ‘how do we actually arrive at the location?’ Jobs asked, showing the location-finding ability on an iPhone by plotting a route from the convention center to the nearest Apple store – without having to type in his starting point.

‘We’re working with two companies to do that: Google, and a company called Skyhook Wireless,’ he said. ‘And it works pretty doggone well.’

Skyhook’s technology uses signals from Wi-Fi hot spots to triangulate and find a person’s location, instead of using a chip that lets a mobile device communicate with the Global Positioning System. Skyhook, based in Boston and founded in 2003 by Ted Morgan and Michael Shean, has gathered and catalogued the Wi-Fi fingerprint of streets in thousands of cities and towns by driving along roads and collecting the unique signatures of 23 million Wi-Fi signals that flow out of houses, businesses and public access points. The company uses that data to let Wi-Fi-enabled devices know where they are.(…)”

Hacking iPhone

By André, 14/12/2007 7:39 pm

Hacking iPhone

E continua os hackings e desbloqueios no iPhone. Matéria da IDG Now! mostra que hackers fazem chamadas VoIP no iPhone. Trechos (MacWorld/Reino Unido):

“Londres – Hackers afirmam ter desbloqueado o celular da Apple para fazer ligações por Wi-Fi.

Graças a um novo hack que desbloqueia uma função protegida no iPhone, é possível fazer ligações VoIP pelo dispositivo, afirmaram os hackers eok e Samuel, no Unofficial Apple Weblog, na segunda-feira (10/12).

As chamadas VoIP foram feitas usando o protocolo Session Initiation Protocol (SIP), normalmente aplicado em chamadas do tipo.

A solução ainda não é perfeita, mas a dupla conseguiu gerenciar o registro do SIP e obter sinais, segundo o blog. Os desenvolvedores já conseguem fazer e receber chamadas. (…)”

iPhone

By André, 07/11/2007 3:26 am


via Jornalismo Movel

E quem sabe, no proximo ano, nao sera o Google em telefones celulares, com sistema operacional em software livre que ira causar o grade impacto na era da mobilidade comunicacional. Vejam trechos da materia do El Mundo sobre o tema.


Prototipo do Gphpne (Via Estadao)

“Libre, gratis, abierto, y específico para móviles. Google da un paso más en su afán por estar presente en todas partes y se presenta como líder de una alianza, denominada Open Handset, que lanzará un sistema operativo abierto para móviles llamado Android, y que está disponible como código abierto mediante la licencia Apache v2. Esta plataforma es, según la compañía, un ‘paquete de software’ para móviles que incluye un sistema operativo, ‘middleware’ y una interfaz de usuario, y aplicaciones fáciles de usar. La idea, según declaró el presidente de Google, Erik Schmidt, en una conferencia de prensa, es “optimizar la experiencia de Internet en el móvil”.

Nokia x iPhone

By André, 02/10/2007 2:09 pm

Nokia x iPhone

O iPhone nasceu bloqueado…pouco tempo depois, como sempre, ele foi desbloqueado por hackers. Agora a Apple lança uma atualização para o uso do iTunes no iPhone que bloqueia de novo o aparelho. Aproveitando a situação, vejam no
Boing Boing, a resposta da Nokia nas ruas de NY:

Panorama Theme by Themocracy