Category: Gil

Cibercultura Remix e Campus Party

By André, 12/02/2008 7:28 pm

Cibercultura Remix e Campus Party

obras, diferente da postura que tem sido adotada por países como a GB e a França. Gil autorizou a gravação livre de seus show e a difusão por telefones celulares.
Ou seja, o Ministro reconhece e adere à dinâmica da “cibercultura remix“. Vejam depoimento no El Mundo:

“‘Por supuesto, defiendo el trabajo innovador, creativo, colaborativo. La cultura ‘hacker’ es inteligencia”, sentenció el ministro brasileño, y añadió que Internet y las nuevas tecnologías son la oportunidad para el enriquecimiento cultural de las generaciones más jóvenes.

Como contraste a las últimas medidas adoptadas por países como Reino Unido o Francia, en donde se interrumpirá el servicio de red a quienes intercambien archivos protegidos ‘online’, el ministro Gilberto Gil aboga por un cambio radical en el modelo. ‘Sigo apoyando la libre difusión de la cultura, como manera para el desarrollo de los pueblos’, comentó finalmente el cantautor, en cuya última gira autorizó la grabación libre de sus espectáculos y su difusión gratis mediante teléfono móvil.

(…)Durante la inauguración del evento, el ministro insistió ante los jóvenes que ‘compartir cultura es compartir conocimiento’, y les animó a ‘difundir la capacidad de comprender las cosas para ser más libres’, mientras que prosiguió en un largo y encendido discurso animando a fomentar la creatividad frente a las grandes compañías. También abogó por una ‘tecnología cada vez más abierta y cada vez más libre’. Y todo ello frente a los representantes de los patrocinadores del evento, con Telefónica a la cabeza.”

Abaixo vídeo do show improvisado:

Gil, Creative Commons e Iluminismo

By André, 10/09/2007 3:22 pm

Resposta que encaminhei a lista de professores, alunos e funcionários da Facom/UFBa, depois que foi circulado na mesma (por um colega) o texto de Fernando Brandt, intitulado No Baile do Ministro Banda Larga Autor Não Entra, contra o ministro Gil, o Criative Commons e a favor do “iluminismo”(!).

Reproduzo o que enviei por email:

“Desculpem mas não dá para aturar isso.

Não vou defender o Ministro Gil, mas apenas alertar a tamanha bobagem escrita nesse e-mail : quanta desinformação, ignorância e petulância em um artigo só. Não vou nem gastar tempo para comentar essa besteira, mas vou me limitar a chamar a atenção para que os alunos fiquem espertos.

Só posso dizer ao autor e a quem concordar com ele: vai ler o Lessig (o livro está de graça na rede) para saber o que é a “free culture” (que não é roubo, plágio ou aniquilação do autor); vai se informar sobre as patentes da Microsoft contra o
conhecimento comum; vai procurar saber como a internet, que estamos usando agora, só está disponível como um bem da humanidade pelo trabalho cooperativo, compartilhado e livre dos idealizadores; vai se informar melhor sobre o que é o “Creative Commons” para saber que essa licença não quer que as pessoas abdiquem dos seus direitos sobre a obra; vai estudar a dinâmica dos “softwares livres” para saber que o movimento não diz que você não pode ganhar dinheiro com o seu trabalho…ufa! e por aí vai… Quanta desinformação, ideologia obtusa e pensamento rasteiro e conservador.

Não vamos perder tempo com isso.

Quero apenas alertar os alunos que recebem esse péssima informação para tomarem cuidado com o que lêem, ouvem ou acham que sabem sobre esse e outros assuntos. Temos que ter cuidado com o que circulamos por aí. E vejam o paradoxo: esse e-mail circulado até que é bom para fomentar debates, mas com certeza viola o direito do autor, a não ser que o colega professor tenha pedido autorização expressa para o Fernando Brandt – o que duvido, mas posso estar errado, já que fazemos isso diariamente, circulamos e-mails, sem pedir autorização. A cultura e o conhecimento crescem assim, da circulação de bens simbólicos.

Mas vejam, ele, o Brandt, que luta pelo direito autoral de forma rasa e ignorante, e
poderia até vetar esse forward ou cobrar por ele (o que o colocaria no ostracismo já que ninguém pagaria para circular isso), já ganha algo nessa circulação: falamos dele quando nem sabíamos que ainda estava vivo!”

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