Cascando – Beckett

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Uma experiência. Vestir um manto preto com capuz, tirar os sapatos, deixar as bolsas e celulares, colocar headphones com iPod shuffle plugado, como monges medievais, fazer uma fila, alguém aperta o play e entra-se em uma sala escura… andar no escuro absoluto, movendo-se seguindo sombras em um labirinto espelhado, come on… lights gone . . . of the land . . . all gone . . . nearly all . . . too far . . . too late . . . of the sky . . . those . . . if you like . . . he need only turn over . . . he’d see them . . . shine on him, palavras indo e voltando, rest [and] sleep … not before, sons indo e voltando, crescendo e cascando, parar, esperar,

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Dublin Smart City ao nível da rua.

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Esse post é um complemento ao post anterior sobre o lançamento do projeto Smart Dublin. Para contrapor uma visão oficial e da gestão macroespacial do espaço (controle de ruídos, de enchentes, de multidões, control room, open data etc.), como vimos no último post, farei aqui um breve relato da minha experiência de vivência em Dublin, no dia-a -dia, ao nível da rua. Estou a quase oito meses morando na cidade.

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Coisas

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Artigo publicado dia 26/03 no Caderno de Sábado do jornal gaúcho Correio do Povo.

Abaixo versão integral com notas e referências.

Coisas
André Lemos (1)

And things, what is the correct attitude to adopt toward things?
Samuel Beckett

As Coisas e Nós
Vivemos cercados por coisas, mas as compreendemos muito mal. A cultura digital nos colocou em meio a uma desmaterialização na qual livros viram Kindle; vinis, mp3; lojas, Amazon; bibliotecas, Google. Ao mesmo tempo, livros, vinis, lojas e bibliotecas persistem. Tudo está ancorado em suportes materiais. Nesse jogo de virtualização e desvelamento, as coisas podem perder sentido e, o que é mais grave, agir sobre outras coisas e sobre nós mesmos sem que tenhamos consciência. Qual a atitude correta a adotar perante as coisas, pergunta Beckett?

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Smart Dublin Launch

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Smart City Dublin

No último dia  8 de março foi realizado o lançamento oficial do Smart Dublin no belo e histórico prédio do Dublin City Hall em Dame Street, Dublin 2. A apresentação teve como hosts Jamie Sudden (Smart City Program Manager) e Philomena Poole (Chief Executive of Dún Laoghaire-Rathdown County Council).  Os desafios apontados para o futuro próximo estão organizados em seis grandes áreas: smart mobility, environment, smart government, smart people, smart economy e smart living. Detalhes e mais informações podem ser acessadas no site indicado acima. O lançamento me parece ter sido um passo importante para destacar Dublin como uma das mais interessantes iniciativas de “cidades inteligentes” no mundo.

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Epistemologia da Comunicação

 

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Assino um dos capítulos (Da Engenharia à Comunicação. Traduções e Mediações para compreender a Técnica e a Comunicação na Cultura Contemporânea) do livro Epistemologia da Comunicação no Brasil: Trajetórias Autoreflexivas. Este e mais dois outros (Comunicação, Cultura e Mídias Sociais, Comunicação e Cultura e Mídias Sociais, Anais do XIV Congresso Ibercom 2015) lançados como resultado do  XIV Congresso Internacional Ibercom 2015 podem ser baixados aqui.

Information Territorialization

New article published, written with my friend Rodrigo Firmino. More are coming in 2016!Screen Shot 2016-01-22 at 10.50.48.

I Connect, Therefore I am! Places, Locales, Locations and Informational Territorialization.

Revista Estudos do Século XX. n. 15, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal. pp. 17-34, ISSN – 1645-3530, DOI – http://dx.doi.org/10.14195/1647-8622_15_1

Abstract:

What connects us to certain locations? What determines the possession or ownership of certain locales? What is our place in cities? What are the informational boundaries of places and territories in contemporary cities? In this essay, we discuss the epistemological particularities of these concepts and try to differentiate them in order to clarify the processes of informational spatialization through tangible and intangible connections between our bodies, our minds, and our info-communicational presence in space. We seek to build an understanding of how to think through the different forms of spatiality (territorialization, placemaking, locales, locations, etc.), and the recent developments in the human experience with information and communication technologies, especially those most directly related to, or dependent on, geolocational and control functions. Finally, we highlight the importance of politicizing places and technologies to improve understanding of the processes involved in the turning of locales into places.