24th Mar2014

Semestre 2014.1

by André

Começando mais um semestre.

Ofereço duas disciplinas, Comunicação e Tecnologia, na graduação e Temas em Cibercultura, para mestrandos e doutorados, ambas na Faculdade de Comunicação da UFBA.

 

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A primeira está totalmente reformulada para estimular um aprendizado mais independente e transformar as aulas em espaço de criação coletiva. Experimento aqui uma versão adaptada por mim do que se vem chamando de “flipped class” ou “classe inversée” (vejam um pequeno vídeo sobre Flipped Class. da University of Texas, Austin).

A segunda pretende ser um espaço de discussão sobre cibercultura e TAR a partir do meu último livro (A Comunicação das Coisas) e do último livro do Bruno Latour, com uma ampliação da análise de tipo “ator-rede”, “Enquête sur les Modes d’Existence“.

Na primeira disciplina eu tenho 65 alunos. Na segunda, 31.

E no meio do semestre tem uma Copa…

 

11th Feb2014

O dia que contra-atacamos

by André

É hoje! Participe!

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05th Feb2014

Lançamento do Livro “A Comunicação das Coisas”

by André

 

É com prazer que convido para o lançamento do meu livro no dia 14 de março, sexta-feira, 19h na livraria Cultura do Shopping Salvador, na capital baiana. Anotem nas suas agendas e apareçam.

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21st Jan2014

Internet das Coisas

by André

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Centro de Operações Rio (COR). Foto tirada por mim em visita.

Abaixo, link da matéria de Marcelo Medeiros do Guia das Cidades Digitais na qual fui fonte. Como foi aproveitada apenas uma frase das minhas respostas, compartilho a entrevista na íntegra.

Internet das Coisas começa a se disseminar no âmbito governamental, no Guia das Cidades Digitais.

Entrevista concedida por mim ao jornalista, por email, na íntegra:

 

- Há alguma iniciativa governamental brasileira que se encaixe e se destaque no conceito de “internet das coisas”? Como vê a adoção desse tipo de tecnologia no país?

Os projetos de “smart cities” em algumas cidades brasileiras são incitavas que se aproximam, ao integrarem Big Data, Internet das Coisas (IOT) e Cidades Digitais. Mas não há uma coalizão para pensar a questão, nem propor ações. A adoção, no entanto, vai se dar mais fortemente no mercado de bens eletrônicos como a domótica, a performance pessoal (monitoramento físico), o setor automobilístico e a logística industrial e no comércio. No entanto, o setor público pode ganhar muito com a IOT, principalmente na gestão mais eficiente da infra-estrutura (smart grids para energia elétrica, monitoramento de redes de gás, água, utilização de sensores em pontes e estradas, estacionamento inteligente…). Alguns estudos apontam que o Brasil está entre os países com maior potencial para aproveitar esta tecnologia. Existe um Fórum de Competitividade em IoT (http://www.iotbrasil.com.br) que reúne empresas e acadêmicos, mas não podemos dizer que haja iniciativas governamentais consistentes. Na União Européia, Japão, China, Coreia do Sul e EUA o tema é encarado com seriedade e prioridade. O Brasil não possui nenhuma política articulada para se tornar protagonista nesta nova fase da internet. Deveria.

 

- Um dos questionamentos feitos à “Internet das Coisas” é a possibilidade de perda de privacidade dos cidadãos, dada a presença de mecanismos de vigilância e controle. Em um país democrático, este risco é real?

A questão não é opor vigilância, controle e perda de privacidade à democracia. A democracia convive bem com essa ações e deve mesmo ter mecanismos de controle para poder se manter e desenvolver. Governos precisam saber dos nossos ganhos e gastos, da nossa saúde, das nossas práticas quotidianas para propor políticas públicas. Há limites obviamente, mas o problema não é opor, como se ou há privacidade total ou não há democracia. Isto dito, há riscos de invasão de privacidade não apenas pelos governos (veja o caso Snowden), mas por empresas que vão ter dados sobre nossas mais banais ações do dia a dia e vão, com Big Data, fazer previsões sobre os nossos comportamentos. A escova de dentes vai dizer ao meu dentista como eu a uso, a minha cadeira vai informar ao meu personal trainer quanto tempo eu vivo nela, o meu colchão vai dizer ao médico sobre meu sono, o meu carro vai dizer ao mecânico sobre o meu padrão de condução, a minha geladeira vai informar sobre o meu consumo de colesterol…E tudo isso pode parar nas mãos de seguradoras e empresas de marketing que vão criar perfis e me cobrar mais adiante sobre esses meus atos, sem que eu mesmo saiba por quê. Sim, o risco não só é real, como já é uma realidade. Veja que a Google acaba de comprar a NEST por mais de 3 bilhões de dólares. A NEST é uma empresa de demótica e IOT. E veja que tudo isso é para “o nosso bem”. Dizem que as cidades vão ficar mais inteligentes, que as casas vão ficar mais eficientes, que minha saúde vai ser monitorada em tempo real podendo evitar problemas mais graves a curto e médio prazos… A questão me parece ser a de impossibilidade de ocultamento, de esquecimento, e a fé na transparência e na gestão automatizada da vida. Este sonho não é novo e sabemos que ele não será concretizado. Ocultamento e esquecimento são condições necessárias a existência e a confiança entre pessoas.

 

- Em caso positivo à pergunta acima, como evitar que a tecnologia se torne uma ferramenta que prejudique o cidadão, em vez de ajudá-lo em sua relação com os governos?

Primeiro tendo conhecimento de que está é uma condição atual da cultura digital: usar celular, Facebook, Twitter, Google, Waze…é fazer parte deste mundo. Ou seja todos (os que já estão incluídos, e todos os outros que não fazem ainda parte, mas são alvos de políticas e desejos que os impulsionam a fazerem parte também). É importante que tenhamos consciência e que possamos controlar o que é feito com os dados que geramos o tempo todo. Políticas devem garantir a posse e a possibilidade de apagamento dos dados pessoais gerados. Por último, atitudes de negação e de afastamento devem ser exercitadas sempre que possível : não fornecer dados, não fazer cadastros, não dar números de CPF, de telefones… Isso está se tornando mais difícil a cada dia, mas é uma ação que pode minimizar o uso dos nossos dados.

 

- Complementando a questão acima: a maioria dos equipamentos e softwares utilizados em iniciativas de destaque, como o centro de operações do Rio, são feitos por grandes empresas internacionais, como IBM. Há riscos para a segurança das próprias cidades, dada a possibilidade de ‘vazamento’ de dados dessas empresas para outros governos ou mesmo empresas? O mesmo em relação aos cidadãos? É possível controlar esse fluxo de informações?

Sim, claro. As discussões atuais em relação a IOT são sobre os protocolos de conexão, os sistemas de criptografia, a segurança nas bases de dados. Vejam que houve suspeita de hacking ao sistema de armazenamento nas nuvens, Dropbox. Todos os meus arquivos estão lá! Com a IoT, quem me garante que a troca de informações entre minha geladeira e o supermercado é segura. E se um hacker invadir a minha escova de dente ou o meu colchão, o que ele poderá fazer com o meu prontuário no consultório (virtual) do meu dentista ou do meu médico? E se desligarem ou alterarem o funcionamento inteligente dos estacionamentos nas cidades, ou dos semáforos, ou hackearem a smart grid?…A literatura da área aponta para discussões sobre estas questões que ainda não estão resolvidas (padrões, segurança, criptografia). Nos próximos anos vamos ver não apenas hacking a sites, mas hacking a coisas. E como as coisas estão mais próximas de nós, o perigo é iminente. A única forma de “controle” do fluxo de informações é com transparência política, eficientes protocolos de comunicação e bons sistemas de criptografia.

11th Jan2014

The Day We Fight Back

by André

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“In January 2012 we defeated the SOPA and PIPA censorship legislation with the largest Internet protest in history. A year ago this month one of that movement’s leaders, Aaron Swartz, tragically passed away.

Today we face a different threat, one that undermines the Internet, and the notion that any of us live in a genuinely free society: mass surveillance.

If Aaron were alive, he’d be on the front lines, fighting against a world in which governments observe, collect, and analyze our every digital action.

Now, on the eve of the anniversary of Aaron’s passing, and in celebration of the win against SOPA and PIPA that he helped make possible, we are announcing a day of protest against mass surveillance, to take place this February 11th.”

Participe: The Day We Fight Back

07th Dec2013

Best of 2013

by André

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 Fevereiro 2013

Best of 2013

O melhores que li, ouvi, assisti…em 2013 (não necessariamente lançados este ano).

 

Livros Ficção

Neve – Orhan Pamuk
1Q84 – Murakami
A Morte do Pai – Knausgård
O Anjo Esmeralda – Don DeLillo
Le Livre de Sable – J-L. Borges
O Filho de Mil Homens – Valter Hugo Mãe
Le Cas Sneijder – Jean-Paul Dubois
Air de Dylan – Enrique Vila-Matas
Berlin Stories – R. Walser

 

Livros Não Ficção

The Quadruple Object – G. Harman
Enquete sur les Modes d’Existence – B. Latour
Sphere, 1. – P. Sloterdijk
Big Data – Mayer-Schonberger, Cukier.
Switching Codes – Bartscherer, T, Coover, R.
Digital Humanities – A. Burdick
Heidegger’s Topology – J. Malpas
Against the Smart City – A. Greenfield
Smart Cities – A. Townsend

 

Rádios Online

FIP – França
France Culture – França
Radio Litopia – GB
Sky.fm mostly classical – GB
Soma FM indie Pop Rocks – USA
TRT Turku – Turquia
Soma FM Drone Zone – USA
BBC World Services – GB

 

Aplicativos

iA Writer – Notas
Scrivener – Textos
Tapestry – Literatura
Tempo – Agenda
1-Password – Senhas
TuneIn – Radios
WhatsUp – Mensagens
Momento – Life Log
WorldMate – Viagem
FlightTrack – Viagem

 

Música

Cat Power – Sun
Daft Punk – R.A.M
Fiona Apple – Idler Wheel
Flaming Lips – The Terror
Karina Buhr – Longe de Você
Leonard Cohen – Old Ideas
Mumford & Sons – Babel
The National – Trouble will find me
Nick Cave – Push the sky away
PJ Harvey – Let England shake
Regina Spektor – What we saw from the cheap seats
Yeah Yeah Yeahs – Mosquito
Yo la Tengo – Fade

 

Cinema

Frances Ha
Um time show de bola
The Bling Ring
A Hora mais Escura
Argo

 

Série

Black Mirror
Breaking Bad

 

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 Novembro 2013

03rd Dec2013

Internet: um bem universal

by André

A Comissão Especial destinada a dar parecer à PEC 479/2010 que “acrescenta ao inciso LXXIX ao art. 5º da Constituição Federal, para incluir o acesso à Internet em alta velocidade entre os direitos fundamentais do cidadão” tem como Presidente o Deputado Sandes Júnior e como Relator o Deputado Federal Amauri Teixeira. A Comissão tem uma página no portal e-Democracia voltado para o recebimento de sugestões e debates sobre o tema, no endereço: http://edemocracia.camara.gov.br/web/internet.O relator do parecer me pediu um texto curto para anexar no seu relatório. Escrevi o texto abaixo.

Internet: um bem universal

André Lemos
Professor Associado, Faculdade de Comunicação da UFBa. Pesquisador do CNPQ.

A internet é a mais importante infraestrutura de comunicação jamais criada pelo homem. Garantindo-se a igualdade de acesso, todos podem consumir, produzir e distribuir informações em diversos formatos e para todos os lugares do planeta. Esta ação radical já é experimentada pelos milhares de usuários ao redor do planeta que têm acesso à banda larga, aos computadores, tablets e smartphones. Impactos positivos são sentidos todos os dias nos diversos campos da vida social: na educação, com o acesso ampliado à informação; nas mídias, com a multiplicação de vozes e opiniões; nos movimentos sociais, com as novas formas de organização e ação; na política, com a transparência de informações e o contato mais próximo com os cidadãos; no lazer, nas relações pessoais…

Torna-se, portanto, fundamental reconhecer a internet como um bem universal, como um patrimônio mundial da humanidade, fazendo com que a liberdade de expressão, a privacidade e o acesso neutro aos diversos conteúdos estejam garantidos para todos, agora e sempre. Com a expansão da cultura digital, não há mais “dentro” ou “fora” da internet. O “virtual” está definitivamente integrado ao “real”. Falta garantir que todos tenham acesso a esta integração. É isso que diz a ONU ao adotar, no ano passado, um texto sobre direitos humanos e internet afirmando o contínuo real-virtual, ou seja, que os direitos dos cidadãos devam ser garantidos fora ou dentro da rede, principalmente a liberdade de expressão.

A internet deve ser entendida como um patrimônio da humanidade, deve ser regulada por uma carta de princípios (como a que o Brasil tenta aprovar com o “Marco Civil da Internet”) que garanta a liberdade de expressão, a neutralidade da rede e a universalização do acesso. Três princípios de liberdade estão em marcha quando falamos da internet: a liberação da emissão, a liberdade de conexão e a reconfiguração. Se olharmos com atenção, vemos estes princípios em todas as expressões da internet (blogs, redes sociais, software livre, arte eletrônica, redes de compartilhamento, crowdfunding…).

Se podemos falar e nos conectar aos outros livremente, podemos reconfigurar as condições de existência. A internet pode garantir a “isegonia”, o direito de fala a todos, em igualdade de condições, fundamental para a existência da democracia ateniense. Consequentemente, o acesso à internet deve ser visto como um direito humano universal, pois ele é uma das formas de garantia de uma democracia planetária.

17th Nov2013

Memória e Proust na Cultura Digital

by André

Meu artigo hoje no jornal O Povo, de Fortaleza, no caderno Vida & Arte especial sobre Proust e Memória.

Apagando os dados, ativando a memória

O POVO 17/11/13

VIDA & ARTE

Apagando os dados, ativando a memória

Proust alerta para “as faces sem realidade” pintadas pela memória voluntária – ativada excessivamente em tempos de cultura digital

André Lemos
ESPECIAL PARA O POVO

“Para mim, a memória voluntária, que é sobretudo uma memória da inteligência e dos olhos, não nos dá, do passado, mais do que faces sem realidade; mas se um cheiro, um sabor encontrados em algumas circunstâncias totalmente diferentes, despertam em nós, à nossa revelia, o passado, passamos a sentir o quanto este passado era diferente daquilo que acreditávamos lembrar, e que nossa memória voluntária pintava, como os maus pintores, com cores sem realidade” (Proust)

Memória é ativação complexa de rastros. Proust preferia a memória involuntária, para ele mais verdadeira e fiel à realidade. Memória e rastros não são naturais, mas inscrições produzidas e percebidas por determinadas condições de existência: uma pegada na areia, como índice de uma ação; uma fórmula matemática, apontando para evidências de algo que ainda não é visível; a marca de uma partícula em um acelerador, como o “bóson de Higgs”; uma fotografia; uma informação gravada em memórias eletrônicas, como no Facebook, Twitter, Foursquare, Google…

Hoje, as possibilidades de rastreamento e de ativação externa da memória são bem maiores do que no começo do século XX. A cultura digital, produtora de controle e monitoramento informacional, multiplica os instrumentos de inscrição eletrônica (quando usamos um celular, um cartão de crédito, as redes sociais…). Ela é uma megamáquina de produção de memória voluntária, de luta contra o esquecimento. Controle de informação é lembrança, ação contra a desordem e a indiferenciação. O problema hoje é a ampliação de formas de ativação da memória voluntária, a mais perigosa e enganadora já que revela, para Proust, “faces sem realidade”.

Tudo é guardado. Nada mais é esquecido. Mas esquecer é fundamental. Lembrem do conto de Borges, Funes, o Memorioso, no qual o personagem é atormentado pela memória. Ele não consegue se distrair do mundo, nem pensar, pois lembra de tudo nos mais ínfimos detalhes, o tempo todo. Como diz Borges: “suspeito, contudo, que não era muito capaz de pensar. Pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair. No mundo abarrotado de Funes não havia senão detalhes, quase imediatos”. Ele está preso nas garras de Mnemosine, deusa grega que “faz lembrar”, que “faz pensar”. Mas Funes não consegue mais pensar. Lembrar é bom, mas não de tudo o tempo todo.

Proust realiza no Em Busca do Tempo Perdido um exercício estilístico de resgate das lembranças que o constituem a partir dos rastros encontrados de forma involuntária, e não dos dados históricos guardados em um arquivo. Trata-se não apenas de reencontrar o tempo perdido, mas também o seu lugar no mundo. Saber sobre o passado é saber onde se está e como nos constituímos. Georges Poulet defende esta tese, mostrando, sobre a obra de Proust, que “o que é verdadeiro para o tempo, também é válido para a extensão”. Ou, como diz Beckett sobre o escritor francês, “as leis da memória estão sujeitas às leis mais abrangentes do hábito. O hábito é o acordo efetuado entre o indivíduo e seu meio, ou entre o indivíduo e suas próprias excentricidades orgânicas, a garantia de uma fosca inviolabilidade, o pára-raios de sua existência”. É importante voltar no tempo para pensar nosso lugar no mundo.

Estamos nos tornando o personagem de Borges, já que podemos, querendo ou não, nos lembrar de tudo. Mais ainda, somos forçados a tudo lembrar. Você esqueceu do que fez na escola? Filmaram e colocaram no YouTube; do que disse no trabalho? Registraram no Facebook e no Twitter; das infrações de trânsito? O computador central sabe; da quantidade de gordura que ingeriu no ano passado? A seguradora sabe e vai cobrar caro na renovação do seu plano de saúde…

?A rastreabilidade eletrônica se expande e está acessível a todos. O lado positivo é o acesso global aos bens simbólicos produzidos pela humanidade. Mas o nosso problema é que podemos ser forçados a tudo lembrar. Se é assim, torna-se necessário a criação de mecanismos de apagamento dos dados, de esquecimento também compulsório dos rastros deixados em sistemas eletrônicos (técnica e juridicamente), para inibir os excessos da ação coletiva da memória voluntária. Devemos poder buscar as informações que nos concernem e deletá-las, se assim o desejarmos.

Mecanismos de esquecimento são, e sempre foram, vitais para a constituição do sujeito e do social, bem como para potencializar surpresas da memória. O desafio do século XXI é o desafio da memória sob o signo nietzschiano do esquecimento (talvez agora programado em algoritmos e garantido por lei). Privacidade, espionagem, vigilância, Big Data, computação nas nuvens, internet das coisas…Tudo isso tem a ver com os desafios da memória e do esquecimento atuais. Seria o apagamento dos dados uma forma de libertação das origens para a abertura plena ao futuro, como queria Nietzsche, e ao resgate surpreendente dos nossos tempos e lugares perdidos?

André Lemos é professor associado da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisador nível 1 do CNPq.

http://www.opovo.com.br/app/opovo/vidaearte/2013/11/16/noticias…nalvidaearte,3163553/apagando-os-dados-ativando-a-memoria.shtml

13th Nov2013

Coisas, Twitter e Livro do Futuro

by André

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Para os que perguntavam, o livro “A comunicação das coisas. Teoria ator-rede e cibercultura” está agora disponível para compra na Editora Annablume, aqui. Espero que tenhamos em breve um edição digital.

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Aproveito para lembrar que o meu @Reviravolta de 2010 (estava entre os 20 mais baixados na semana passada) está disponível de graça na Google Play e na iBook Store da Apple.

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Aponto também o livro infantil “O último livro do Mundo”, de 2013, com a bela edição do SESC São Carlos, pela coleção “Ler ciência”. A ideia da história original é minha, o texto de Manu Maltez e as ilustrações de Guto Lacaz. – Veja mais aqui.

10th Nov2013

A Comunicação das Coisas

by André

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Meu novo livro “A comunicação das coisas. Teoria ator-rede e cibercultura” acaba de ser publicado pela Annablume, SP. O prefácio é de Massimo di Felice. Na contracapa pode-se ler:

“O objetivo deste livro é discutir a cultura digital e as novas mídias a partir da Teoria Ator-Rede (TAR). O livro apresenta aspectos teóricos e exemplos práticos, sendo composto por seis capítulos e uma entrevista com o sociólogo francês Bruno Latour, o mais importante nome da TAR. O leitor vai encontrar temas atuais analisados pela ótica dessa teoria, tais como as mídias locativas, a “internet das coisas”, os dispositivos de leitura eletrônicos, como tablets e e-readers, as redes sociais, o ciberativismo, o jornalismo, entre outros. O livro, escrito por um dos mais importantes estudiosos da cultura digital no Brasil, pode ser útil para estudantes e pesquisadores em sociologia, filosofia, comunicação, geografia, arquitetura e urbanismo, informática e áreas afins.”

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