19th Sep2014

Seminário Internacional Cultura e Tecnologias Digitais

by André

Faço a conferência de abertura na terça, dia 23. Aqui o programa do evento.

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Resumo:

Parece ser um lugar comum apontar as implicações do desenvolvimento das tecnologias digitais sobre a cultura. Não encontramos nenhum domínio livre de contaminação (economia, política, educação, ciência, artes, entretenimento…). O surgimento de uma “cultura digital” seria a novidade da época atual. Falamos agora de uma “sociedade em rede”. A questão que se coloca é: como a cultura, desde sempre uma rede sociotécnica complexa, se relaciona hoje com as redes das tecnologias digitais? Quais as dimensões dessas redes e como elas mediam e constituem a cultura?

O pensamento sobre as tecnologias digitais e a cultura é contaminado por perspectivas substancialistas que impedem de ver as realidade das mediações entre os fenômenos, como se as redes da tecnologia digital e da cultura tivessem vidas próprias. Como escapar dessas visões que polarizam a discussão entre emancipação e totalitarismo, determinismo e liberdade?

Nesta conferência, vou propor pensarmos o conceito de rede a partir de duas dimensões. Por um lado, como movimento, mediação se fazendo e se desfazendo a todo momento, como o espaço-tempo que se desenha na dinâmica das associações. Rede é aqui o atual, a alteração de uma coisa em outra.

Por outro lado, rede é fixação, a infraestrutura que permite o movimento das coisas. Rede é aqui a potência, o virtual que coloca tudo em contato. A observação das mudanças contemporâneas na cultura deve prestar atenção à circulação das ações, à experiência. Hibridizando as redes, podemos escapar, enfim, do desvio fácil da visão essencialista, seja da cultura, seja da técnica, e enxergar melhor a “novidade” da cultura contemporânea.

Para isso, em primeiro lugar vou falar da “crise da cultura”, depois da relação da cultura com as tecnologias digitais e por fim das redes como mediação entre dimensões interdependentes da técnica, da sociedade e da cultura.

14th Sep2014

How hackable are our cities? BBC News, video

by André

Smart digital cities are intended to run more smoothly and make urban life easier. But do they also leave us vulnerable to attack?

Ken Munro of Pen Test Partners LLP demonstrated to BBC News how the infrastructure of modern cities can be hacked by malicious people with software skills. …

Source: www.bbc.com

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14th Sep2014

Smart Cities: What will the city of the future be like? France 24 video

by André


Smart Cities: What will the city of the future be like? Subscribe to France 24 now http://www.youtube.com/subscription_center?add_user=france24english Across…

Source: www.youtube.com

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01st Sep2014

Entrevista Diário Catarinense, ou o Algortimo não é neutro!

by André

Entrevista concedida ao Jornal Diário Catarinense, publicada hoje. Como sempre falamos muito mais do que é aproveitado, publico abaixo a entrevista na íntegra (enviada por e-mail e respondida do mesmo jeito):

DC – Em época de eleições, as redes sociais viram palco de debates partidários. Há um limite para os posts dos eleitores?

AL – Os limites da civilidade. Estamos em uma arena pública virtual, um espaço público, portanto. As redes sociais são lugar de conversação e de troca de impressões sobre os mais diversos assuntos da vida social. Mas cada uma delas tem suas particularidades. Gostaria de apontar mais para esse ponto do que pelo comportamento individual. A questão é que cada sistema tem seus próprios algoritmos e lógicas e isso não é neutro, sem consequências. As mídias massivas servem o público de acordo com sua conotação política e interesses, mais ou menos ancorado na ética profissional. O público recebe e deve buscar colorações diferentes para não ser vítima de uma única rede de notícias de massa. Com as mídias digitais é diferente. O usuário faz o seu “menu”, se posso usar essa metáfora. O Facebook estimula o “curtir”, o compartilhamento e a escrita mais longa. O sistema monitora aquilo que você curte e te indica coisas próximas ao seu gosto. Assim, temos que ter consciência de que aquilo que curtimos é um disparador daquilo que veremos, fazemos, e muitos não sabem, uma espécie de curadoria sobre o que vai aparecer depois. O Twitter é mais focado pois os usuários escrevem em poucos caracteres, escolhem quem seguir, podendo, se quiserem ter realmente uma posição política mais clara, com candidatos de diversas matizes políticas aparecendo na “timeline”. Não dá para escrever no Twitter, mas para fazer comentários rápidos, replicar infos de fontes de informações institucionais e dos próprios políticos. Já o Instagram é para fotos e tem uma apelo imagético, portanto. Assim, quando falamos de mídias sociais, temos que ter em mente as suas diferenças em termos de lógica dos algoritmos, que implicam em balizas das formas sociais.

DC – Há uma regra de comportamento mesmo nas redes sociais ou por ser um ambiente democrático permite tudo?

AL – As regras estão ligadas ao condicionamento dos próprios sistemas, como disse acima. Há uma “affordance” específica para cada rede social, o que ele permite, indica e propõe, sendo que o usuário pode se apropriar também e usar “do seu jeito”. A materialidade do dispositivo influencia a maneira com as informações são recebidas, as formas de relação com o outro e, portanto, a sua visão sobre um determinado tema, seja ele político ou não.

DC – Quais dicas o senhor daria para aqueles que gostam de discutir política em posts e comentários? Há uma “etiqueta” a seguir?

AL – Conhecer a materialidade dos dispositivos, entender a “política” que está por trás dos algoritmos, compreender que ao entrarmos nestes sistemas, as consequências não são de domínio apenas de quem fala e ouve, mas dos próprios sistemas que falam e ouvem por você também. Estou reforçando aqui mais a política das redes sociais do que o uso individual, pessoal da política pelas redes sociais. No entanto, como pode perceber, uma coisa está ligada à outra.

DC – Por que temos a impressão que nas redes sociais as pessoas têm coragem de falar tudo que muitas vezes não teriam pessoalmente? Isso acontece? O ambiente virtual torna as pessoas mais “corajosas” ou até mesmo que percam o respeito pelos demais?

AL – Muitos preferem escrever do que falar. As redes sociais estimulam as pessoas que gostam mais deste tipo de relação. Se as pessoas se sentem bem para discutir política mais desta forma do que de outra, não vejo problemas. Perder o respeito já leva a discussão para outro patamar. Esta não é uma questão importante.

DC – É importante a interação dos candidatos com os eleitores? Por quê?

AL – É a única forma que eles têm de ter voto, se elegerem. Eles são obrigados a isso. Uns fazem por vocação e interesse na coisa pública, outros por interesse pessoal. Muitos usam sempre as redes sociais, outros só em época de eleição.

DC – As redes sociais podem ter o poder de mudar ou influenciar nos resultados das eleições?

AL – Sim, como expliquei acima, ao indicar o que as pessoas mais gostam. Por exemplo, o Facebook pode dirigir o interesse de um grande número de pessoas para um assunto e influenciar uma votação sobre ele. Recentemente o Facebook fez uma experiência com as pessoas sobre como eles curtem determinados assuntos e induziam a curtir coisas. Isso pode ser usado para mudar o resultado de uma eleição. O algoritmo não é neutro.

26th Aug2014

Diálogos Possíveis

by André

Fui entrevistado pelo colega Daniel Tourinho Peres, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A entrevista, uma publicação do Núcleo de Disseminação do Conhecimento (NDC) da UFBa, está disponível aqui.

26th Aug2014

Conferência PUCPR

by André

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25th Aug2014

Crafting “smart cities”: India’s new urban vision | openIndia

by André

With a new government in Delhi, India’s urban agenda is now focused on the creation of “Smart Cities” in industrial corridors.  Such an initiative is driven by the demand of foreign investors to find sanitized spaces in developing countries in which they can operate easily – unhampered by politics. …

Source: www.opendemocracy.net

The very idea of Smart Cities seems to be based on the assumption that there are technocratic solutions for the routine problems that citizen face. Technology is heralded as the “apolitical” means by which governance can be fixed and saved from the operation of “politics”. Problems of inefficiency that are seen to dominate the old bureaucratic-political order are hence given a “smart” solution by employing “Big Data”. However such a vision does not take into consideration the fallibility of technology or the fact that the technology-centric governance that Smart Cities promote can further exclude the people at the margins of power.

What is driving the Smart City agenda is the need for foreign capital to enter into new territories in the developing world by avoiding some of the regulatory hurdles it otherwise faces. To ease the entry of large foreign investments into such projects, the government provides for a single-window clearance system. Also, many of the proposed Smart Cities are either designated as Special Economic Zones (SEZs) or will house SEZs in them.  SEZs are geographical enclaves which have many exemptions from the regular tax laws, customs and excise duties and labour laws.

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18th Aug2014

PUCPR

by André

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Dia começando hoje em Curitiba

Hoje foi o meu primeiro dia como professor visitante no Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da Escola de Arquitetura e Design da PUCPR. Vou dar um curso de 16h, orientar, conversar com professores, articular pesquisas futuras e fazer uma palestra. A interface entre estudos de mídia e espaço urbano é uma das mais importantes hoje e temos muito, de ambos os lados, a ganhar. Estou muito contente e honrado com o convite e espero poder ser útil.

Hoje tive uma excelente reunião com meu anfitrião e amigo, o prof. Rodrigo Firmino. Tenho certeza, pelo papo hoje, que teremos momentos de trocas efetivas e enriquecedoras. Já nos conhecemos há muitos anos e nossas afinidades são muitas. O prof. Fábio Duarte, que está agora no MIT em Pós-Doc, é um outro interloctor importante aqui. Vamos nos reunir via Skype. Pelo que conversamos hoje, acho que temos motivos para ficarmos otimistas.

Estou motivado com o trabalho na PUCPR e com a possibilidade de conhecer melhor Curitiba.

07th Aug2014

Why Startup Urbanism Will Fail Us

by André

On the surface, the Downtown Project appears to be a serious commitment to the Jacobs’ “ballet of the street.” It presents all the latest notions of the city as a sustainable, walkable, spontaneously creative space built out of the existing city. Inspired by Harvard economist Ed Glaeser’s free-market urbanist bible, The Triumph of the City, it takes the hacker ethos, the latest academic research, complexity theory and places them in the real world. If you go by what the mass media says, this is a bold move, a bet on the powers of the city.

 

But can one re-imagine the dynamics of the city in the same way one thinks about a tech startup? The rhetoric of Startup Urbanism offer a new vocabulary that foregrounds disruption, open source, and connectedness as values that can be transposed from the Internet straight onto the organization of our cities streets. It supposes that, if you can get the code right, the script will run without glitches. However, such technological solutionism is simplistic, naïve at best, and, more likely, dangerously short-sighted.

 

The city is not a startup. It is not a market than needs to be disrupted in order to stimulate competition and growth. The city is not a platform that can be hacked. Despite the optimistic talk, it is an old language that is being spoken here: Startup Urbanism is gentrification by another name. …

Source: www.shareable.net

A cidade não é uma startup! 

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23rd Jul2014

Computação e Ética na Sociedade Contemporânea

by André

Ciclo-de-palestras

Participo hoje do Ciclo de Palestras “Computação e Ética na Sociedade Contemporânea”. O tema da minha conferência será: “Liberdade de Expressão, Vigilância e Internet”. Será as 19h no auditório do Instituto de Matemática da UFBA, no Campus de Ondina.

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