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André Lemos is Associate Professor, Faculty of Communication, Federal University of Bahia, Brazil. PhD in Sociology, Sorbonne (1995), Visiting Scholar University of Alberta and McGill University, Canada (2007-2008). Coordinator of the Cyberculture Center (UFBa) and Senior Researcher at CNPq (1B). Member of Prix Ars Electronica, Wi. Journal of Mobile Media and Canadian Journal of Communication Board. This Carnet is online since March 1st, 2001.


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wTuesday, June 30, 2009


Location Location

Na última Compós, usei a metáfora do "download" e do "upload" de informação para o ciberespaço para mostrar que na fase do upload, a internet como conhecíamos, o que importa é a "Matrix" lá em cima e que, na atual fase do download, o que vale é a informação aqui embaixo, localizada, locativa, nas coisas e objetos.



Vejam o que escrevia no artigo apresentado:

"A cibercultura, desde sempre, trouxe em seus primórdios questões ligadas ao espaço, a ponto de muitos autores a considerarem como a cultura do ciber-espaço, do espaço eletrônico. Desde o surgimento da internet, a discussão se pautou no espaço virtual, nas relações nas comunidades virtuais, na virtualização das instituições, na webarte, na educação a distância, no e-commerce, no e-governement e na democracia eletrônica, no web jornalismo, ou seja, na ?desmaterialização? da cultura e na sua ?subida? ao ciberespaço. Na primeira fase, a ênfase é o upload de informação para esse espaço eletrônico, entendido aqui como a transposição de coisas (relações sociais, instituições, processos e informações) para o ciberespaço fora do ?mundo real?. Esta concepção, embora exagerada e incorreta (não há nada fora do ?mundo real?), tornou-se hegemônica a ponto de autores afirmarem a morte da geografia, o fim das relações face a face, do corpo, da sala de aula, dos livros e jornais impressos..., em suma, a ?virtualização? do mundo fora do lugar. Se essa posição já era difícil de sustentar com o upload de informações (e a questionamos em Lemos, 2002/2004), agora ela parace ter sido completamente soterrada."

Agora artigo da WIred, Dual Perspectives Article, mostra exatamente a mesma coisa. Vejam alguns trechos que comprovam a minha tese:

"Yet this new class of information tool violates everything we normally think about the internet. The whole reason the web revolutionized the world was that it rendered geography irrelevant. People connected worldwide based not on location but on their common interests: Model-train collectors and free-speech activists and Britney Spears fans could swarm onto the discussion boards and blogs, from Chicago to Tehran. By severing the link between
location and geography, the internet turned everything upside down.

Now mobile phones are inverting everything again, in the other direction ? because your location becomes most important thing about you. So how is the return of geography going to change our lives?

The near-term effects are obvious: We're using it as a sort of radar for our social lives and Yellow-Pages needs. The first round of geo-aware phone apps has consisted mostly of 'listings" services and tools for tracking your posse.'"


(...)

"What's the next? It's probably 'tagging:'' Writing up notes, implanted in space, that describe something interesting about a particular location. Some apps already offer crude versions of this: With Socialight or Brightkite or Graffito, people can pick a spot on the map - using their phone or browser - and post a note that others will see when they're nearby.

These markups are still pretty sparse, but they're intriguing: When I wander through midtown Manhattan, I find it's an odd mix of the utilitarian - notes warning me that a bar has awful service, or recommending an awesome music store -and grippingly personal: a dispatch describing where somebody had a breakup and what it was like."


posted by Andre Lemos at 6:28 AM - Permalink - Postar um Comentário


wSunday, June 28, 2009


GPS Visualization

Gosto dos riscos e escritas invisíveis com GPS. Fiz duas escritas (Survivall e Identité) e tenho desenhado por onde passo (Ciberflânerie). Gosto do jogo mágico entre visibilidade e invisibilidade, entre mobilidade e uso do espaço rbano. Com vários formatos (vídeo, foto, web...), esses riscos invisíveis pelo espaço urbano podem se tornar visíveis, aparecendo então desenhos, palavras e padrões as vezes inesperados. Eles expressam uma forma de escrita e de leitura do espaço urbano, tendo como orígem o desvio de uso de uma tecnologia militar, o GPS e como motivação, a reaprorpiação dos espaço urbanos criando novos sentidos dos lugares.

Post do UrbanTick mostra diversas formas de visiualizar marcas, índices eletrônicos com GPS. Abaixo destaco o belo vídeo com o trabalho Park Drawing, do precursor dessa arte, Jeremy Wood.

Park Drawing from Jeremy Wood on Vimeo.

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posted by Andre Lemos at 8:17 AM - Permalink - Postar um Comentário


wSaturday, June 27, 2009


Twitter Fiction



Vou adaptar um livro inacabado, Reviravolta, para o twitter. História de viagem, na e fora da rede. Posts todo sábado, com o marcador "&". Para seguir é so apontar para http://twitter.com/andrelemos. Já havia testado um microconto e agora arrisco uma ficção, em pílulas semanais, sem saber quando termina...

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posted by Andre Lemos at 6:33 PM - Permalink - Postar um Comentário


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10 Fórum Internacional Software Livre

Dilma e Lula falando sobre Cultura Digital no Evento (via Xô Censura), batendo de frente contra a lei Azeredo.

Lula: "neste governo é proibido proibir"! "Essa lei que está ai (...) ela quer fazer censura"!


Assinem a petição que já está com quase 150 mil assinaturas!

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posted by Andre Lemos at 7:43 AM - Permalink - Postar um Comentário


wWednesday, June 24, 2009


Cidades, Mapas, Imagens e Tecnologias

Depois de alguns dias longe do Carnet vou apontar algumas informações e projetos que colocam em destaque a relação cidade, mapas, imagens e tecnologia.

Abaixo um vídeo sobre alternativas utilizando os telefones celulares, sensores para tornar o invisível visível, ou seja o estado do meio ambiente a que estamos expostos. Aqui as mídias locativas monitoram o ambiente externo revelando aspectos invisíveis do nosso ambiente. Já havia postado sobre essa forma de "participatory sensing" antes.



No network performance, debate com Lev Manovich e Jenny Marketou por email em 2002 sobre o mapas. Interessante pensar, como propõe Manovich, em transformar os mapas em "non visual media". Vejam dois trechos das trocas de emails:

"Lev Manovich wrote: Lets begin by talking about mapping. I see mapping one data set into another, or one media into another, as one of the most common operations in computer culture. For instance, it forms the basis of a whole field of visualization ? taking the results of an experiment and visualizing them as a van animation; or taking statistical data and presenting it as a 3-D shape; and so on. These kinds of mappings are also common in new media. For instance, I have come across a few projects where network traffic was translated into music. One of most well known projects which lies at the intersection of science and art (because it seems to function well in both contexts) also involves this kind of mapping ? I am thinking of Natalie Jeremijenko?s wire sculpture which translates network behavior into the movements of a suspended wire. Few questions can be posed here. It is not hard to notice that most mappings go from non visual media to visual media. What about mappings which will go into the opposite direction? Another question which we may ask about what exactly is at stake in these projects aesthetically. I always find myself moved by them ? but why? Is it because these projects carry the promise of rendering the phenomena which are beyond the scale of human senses into something which is within our reach, something visible and tangible? (...)

LM: Navigating through Paris using a map of London ? how wonderful! This is the kind of poetry and conceptual elegance mappings in contemporary ?data-art? rarely achieve, if ever. Most often they are driven by the rational impulse to make sense out our complex world, the world there many process and forces are invisible and are out of our reach. So they take some data ? Internet traffic, market indicators, amazon.com book recommendation, statistics of text access in rhizome.org database, or even weather ? and map it in some way. (I should note that the similar impulse to ?read off? underlying social relations from the visible reality animated many artists in the 1920s, including the main hero of my ?The Language of New Media,? Dziga Vertov. Vertov? 1929 film ?A Man With a Movie Camera? is brave attempt to do visual epistemology - to reinterpret the often banal and seemingly insignificant images of everyday life as the result of the struggle between old and the new).(...)"

Ainda sobre mapas, no Infostetics, mais uma mapa de crime. Agora um mapa de homicídios em NY: o interativo Mapping Homicides in New York City, baseado no Google Maps API. Segundo o post, de acordo com matéria do NYT:

"The data is compiled from open-records requests and major crime reports from the New York Police Department, including most homicides, in addition to news accounts, court records and additional reporting. The map will be updated as new information becomes available. Users can filter the data by month and time of day, race/ethnicity, sex and age of the victim or the perpetrator, the weapon used, or the borough the crime happened in. The accompanying news article suggests that New York becomes a more lethal place in the summer months, although the dominant and most important trend involving murder has been the enormous decline in killings over the last 15 years, to levels not seen since the early 1960s."

Abaixo uma mostra do mapeamento. Discutimos mapas de crimes na última Compós. Textos e relatos sobre essa temática estão disponíveis no site da Compós, no link Biblioteca do GT Comunicação e Cibercultura.

new_york_crimes.jpg


No We make money no Art, um debate com o cineasta Harun Farocki e as relações entre tecnologias e imagens contemporâneas sob o prisma da vigilância. O post comenta algumas de suas obras mostradas recentemente em evento em Barcelona. Faço aqui uma síntese traduzindo alguns trechos. Interessante aqui ver como o cineasta está preocupado com as imagens de vigilância e com a performatividade "hiperreal" das imagens, principalmente em "Immersion", de 2009. Vejamos:

Em Deep Screen ele mostrou 12 telas em tempo real da final da copa, utilizando algumas câmeras de vigilância para mostrar que muita informação acaba matando a informação. Já "I Thought I Was Seeing Convicts", é uma instalação com duas telas onde em uma é mostrada imagens (de câmeras de vigilância) da prisão de segurança máxima em Corcoran, California. É possível ver Aqui trechos do vídeo. Segundo o post do We Make Money Not Art,

"This video also emphasizes the social relationship between the one who fires and the one who films, between the one with force and the one who takes shots. After that, it takes nine minutes before the convict is taken away on a stretcher".

A segunda tela mostra imagens geradas por computadores que monitoram consumidores em um supermercado. "Unlike the prison sub-genre that the cinema industry produces, the images that surveillance camera churn out are excruciating to watch. There's no artificial condensation of time nor space that even the cheapest tv show can create, no close-up, no director trick that would shorten time, no possibility to re-install the camera, sometimes the images have such a low definition they are hard to read. What these images have however is a high level of authenticity, of believability." Aqui uma entrevista com o cineasta sobre esse filme.

0aafarikikkk.jpg

I Thought I Was Seeing Convicts, 2000

O último trabalho do cineasta é "Immersion" (2009) com o uso de realidade virtual para ajudar ex-combatentes a superar traumas de guerra: "He recently attended a workshop where films war veterans undergoing therapy for their Posttraumatic Stress Disorder at the Institute for Creative Technologies, a research centre that develops and uses virtual reality and games to recruit and train the soldiers, but also to treat them. The traumatized soldier has to done a head mounted display and immerse himself into the first person shooter game while a psychotherapist coax them into re-living the most traumatizing moments of their war experience."

0aavetterreian.jpg

Immersion (2009)

Agora mudando de assunto, mas ainda no campo das tecnologias locativas e do espaço, post do Pasta e Vinagar, mostra projeto de mídia locativa com áudio em Marseille, França:

"A subtle cue on the pavement that indicate that you should press ?2? on the audio-guide. An interesting location-based service which do not necessitate a GPS or any other positioning technology. In this case, it relies on people?s curiosity and will to spot this sort of red dot on the pavement."

Tag for location-based information


E para finalizar uma interessante experiência, também na França, o WikiPlaza, projeto nos moldes da Wikipédia, que faz do espaço urbano um terreno aberto de experimentações na cidade - rede. Por falar em cidade rede, meu artigo Cidade e Mobilidade, falando dessas cidades redes foi re-publicado na revista portuguesa "Intermídias". Vejam detalhes da experiência da "WikiPlaza" em post no Blog da Vivo:




"Cidade em Rede: o conceito de Wikiplaza foi criado em 2006 pelo hackictetura.net, como resultado de pesquisas sobre o desenvolvimento de espaços públicos colaborativos. Aconteceu, entre 29 de maio e 07 de junho, na Praça da Bastilha, em Paris, mais uma experiência no formato Wikiplaza. Com vários ateliês abertos, palestras e projeções de vídeo, o objetivo foi experimentar formas de 'navegar, pensar, habitar a cidade rede'. O protótipo feito para a cidade das luzes consistiu de uma infraestrutura combinando elementos arquitetônicos e sistemas digitais. Potencialmente, o acontecimento é capaz de estimular e discutir usos de tecnologias compartilhadas como forma de buscar usos particulares dos ?fluxos eletrônicos que, sejam amigáveis ou hostis, transformaram a cidade contemporânea?.

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posted by Andre Lemos at 1:54 PM - Permalink - Postar um Comentário


wWednesday, June 17, 2009


Fim de uma Era!


Pensem nisso.




1. Esta semana os EUA desligaram a TV analógica, selando o fim de uma era e a hegemonia da convergência digital.


2. Nas eleições do Irã, após denúncias de fraude, o governo fechou acesso ao Facebbok, BBC, YouTube e blogs, mas esqueceram o Twitter.


Resultado:


" (...) They forgot about Twitter, and rebellious Iranian students have since been using that site to talk with one another, organize protests, and spread descriptions and images of what is really going on inside Iran throughout the world. (...) An editorial posted on Al-Jazeera, written by a young Iranian woman who supports Mousavi, described the activism of the youth and social elite:"They are also taking advantage of new media, such as Facebook and Twitter, to spread their message and bolster their cause with downloadable brochures, slideshows and video clips. Chain emailing and text messaging of satiric anti-Ahmadinejad jokes is another successful effort they have pioneered; it is not uncommon to receive up to 10 new quips a day... Not permitted the option of ads on state-run television and radio, this tech-savvy youth base has, instead, unleashed a creative street-and-cyberspace campaign that is gaining momentum day by day. Andrew Sullivan has collected mountains of information and photos from Iran simply through Twitter. "It reveals in Iran what the Obama campaign revealed in the United States. You cannot stop people any longer," he says. "You cannot control them any longer. They can bypass your established media; they can broadcast to one another; they can organize as never before." In fact, one popular category on Twitter at the moment - #CNNFail - is dedicated to begging Western news outlets like CNN to give more coverage to the events evolving in Tehran. While we wait to see what will happen next in Iran, sites like Facebook and Twitter, along with their young and tech-savvy users, are redefining the word revolution." (...) Andrew Sullivan has collected mountains of information and photos from Iran simply through Twitter. "It reveals in Iran what the Obama campaign revealed in the United States. You cannot stop people any longer," he says. "You cannot control them any longer. They can bypass your established media; they can broadcast to one another; they can organize as never before." In fact, one popular category on Twitter at the moment - #CNNFail - is dedicated to begging Western news outlets like CNN to give more coverage to the events evolving in Tehran. While we wait to see what will happen next in Iran, sites like Facebook and Twitter, along with their young and tech-savvy users, are redefining the word revolution."


3. Agora, no Brasil, está caindo, decisão em andamento neste momento, mas dada como certa, a obrigatoriedade de diploma de jornalista no Brasil. Isso não significa que "qualquer um" seja jornalista, mas revela efetivamente uma nova era, e vai fazer com que a formação e a postura das midias e dos profissionais mude também.

O fim da TV analógica no EUA, a emergência de um microblog banal, criado para que as pessoas digam o que "estão fazendo agora", sendo usado no Irã para combater supostas irregularidade nas eleições em um país totalitário, e o fim da exigência de um diploma para que se possa se exercer a profissão de jornalista no Brasil (aquele profissional que tem como métier disseminar informação e analisar fatos relevantes da atualidade) mostram a emergência do que tenho chamado de era pós-massiva. Efetivamente, trata-se de um sintoma da crise comunicacional planetária, abrindo inúmeras possibilidades para se questionar dogmas, certezas, formações profissionais, reservas de mercado, regimes totalitários. Emerge aqui uma nova cultura das mídias agora realmente sociais, trazendo a conversação, outrora obnubliada e desistimulada pelos meios massivos informacionais, à tona.

"O que vc está fazendo agora" parace ser a máxima da época. Importa o que todos fazem, importa as vozes em conversação. importa as ações colaborativas e politicas de baixo para cima. O que você, pessoa comum, fora dos centros de controle, dos círculos de poder e do controle editorial da informação, "está fazendo agora" nunca foi tão importante. Dizendo isto, você pode emitir livremente, conectar-se a outros e reconfigurar o mundo a sua volta. Os exemplos acima mostram que o fim de uma era está em andamento.

E você, o que está fazendo agora?

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posted by Andre Lemos at 8:07 PM - Permalink - Postar um Comentário


wThursday, June 11, 2009


IGI Publishing: Call for Chapters




Proposals Submission Deadline: 7/15/2009
Full Chapters Due: 9/15/2009

ICTs for Mobile and Ubiquitous Urban Infrastructures:
Surveillance, Locative Media and Global Networks

A book edited by Dr. Rodrigo Firmino, Dr. Fabio Duarte and Dr. Clovis Ultramari
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) , Curitiba, Brazil

INTRODUCTION
The world is completely urban. This phenomenon is only possible once space is intertwined with information and communication technologies (ICTs), which challenge the scale of space, the boundaries of political and economic territories, and how social groups appropriate parts of the world to turn them into their places.

New ubiquitous and mobile technological urban infrastructures, essentially supported by ICTs, are the basis of these challenges to the understanding and appropriation of space, territories and places. At the core of this book, there is the wish to complement other studies and publications currently emerging that address the dilemmas associated with physical and electronic urban spaces where the notions of space, territory and places are at the edge of their conceptual definition and on the way they are experienced, but specifically focusing on surveillance studies, mobile and locative media, and global networks.

OBJECTIVE OF THE BOOK
This book intends to investigate how this shift to a completely urban global world woven together by ubiquitous and mobile ICTs changes the ontological meaning of space, and how the use of these technologies challenges the social and political construction of territories and the cultural appropriation of places.

Our approach to this conceptual debate will focus on ICTs and new urban infrastructures. Three types of technologies represent the core of the discussions presented in the book, both through theoretical approaches and analytical descriptions of case studies: surveillance artifacts; mobile and locative media; and the global networks of signs, values and ideologies.

TOPICS
ICTs have a quick obsolescence. Nevertheless, their social and historical construction and implications to our way of life change the concepts and experiences of urban spaces. In this sense, to focus on the influence of an emerging global urban infrastructure based on ICTs could enlighten and bring some ideas about the paradigmatic challenges upon space, the boundaries of political and economic territories, and how social groups appropriate parts of the world to turn them into their places. Important: Please note that there will be a reference-chapter for each of the three parts of the book (please see below), written by scholars renowned by their expertise in the three main themes. Authors are asked to consider these papers as the foundations for each part. We are currently in the process of receiving these three commissioned reference articles, which will be available before notification of acceptance. Meanwhile, we ask authors to consider the preliminary references listed bellow, which are previous publications by the three invited scholars. We welcome contributions that can seat nicely in the variety of issues which form the three main parts below. Contributors are invited to submit proposals for chapters that approach mainly one of the subjects below, indicating the part of the book it would preferably fit in.

Part I ? Surveillance: the intention here is to discuss the technological and social implications of such instruments that permeate our daily life, and which permit, for those who control it, a hypothetical total control of the space.

- Preliminary reference:
LYON, D. (2004). ?Surveillance Technologies: Trends and Social Implications? in Barrie Stevens (ed.) The Security Economy, Paris, OECD. Available at: http://www.oecd.org/dataoecd/14/17/16692437.pdf.

Part II ? Mobile and Locative Media: chapters here are expected to discuss the technological and social implications of such instruments that give us the freedom of spatial mobility and the possibility of creating and recreating places.

- Preliminary reference:
LEMOS, A. (2008). Mobile Communication and new sense of places: a critique of spatialization in cyberculture. Galáxia (PUCSP), v. 16, pp. 91-108. Available at: http://www.andrelemos.info/artigos/mobilecommunication_galaxia.pdf.

Part III ? Global Networks: the focus here is global networks of signs, values and ideologies, which break down the social and political boundaries of territories. The challenge in this part is to discuss both the roles of the global flows of information, social and cultural values, and the infrastructures which have been built as a global technological network.

- Preliminary reference:
TAYLOR, P. (2008). World Cities in Globalization. GaWC Research Bulletin 263. 28th April 2008. Available at: http://www.lboro.ac.uk/gawc/rb/rb263.html.

SUBMISSION PROCEDURE
Researchers are invited to submit on or before July 15, 2009, a 2-3 page chapter proposal clearly explaining the mission and concerns of his or her proposed chapter. Authors of accepted proposals will be notified by July 30, 2009 about the status of their proposals and sent chapter guidelines. Full chapters are expected to be submitted by September 15, 2009. All submitted chapters will be reviewed on a double-blind review basis. Contributors may also be requested to serve as reviewers for this project.

PUBLISHER
This book is scheduled to be published by IGI Global (formerly Idea Group Inc.), publisher of the ?Information Science Reference? (formerly Idea Group Reference), ?Medical Information Science Reference? and ?IGI Publishing? imprints. For additional information regarding the publisher, please visit www.igi-global.com. This publication is anticipated to be released in 2010.

IMPORTANT DATES
July 15, 2009: Proposal Submission Deadline
July 30th, 2009: Notification of Acceptance
September 15, 2009: Full Chapter Submission
January 15, 2010: Review Results Returned
March 15, 2010: Final Chapter Submission

Inquiries and submissions can be forwarded electronically (Word document) or by mail to:

Dr. Rodrigo Firmino
Postgraduate Program in Urban Management ? www.pucpr.br/ppgtu
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) ? www.pucpr.br
E-mail: rodrigo.firmino@pucpr.br


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wWednesday, June 10, 2009


Pirate Party



Reproduzo aqui um email enviado pelo meu amigo Afonso Jr. sobre o partido pirata e a conquista de duas cadeiras no Parlamento Europeu. O partido existe desde 2006, mas ganhou inúmeros simpatizantes depois do caso Pirate Bay (veja gráfico abaixo do wikipedia). O e-mail é de Nilson Soares e circulou na lista Hipermidia PPGCOM. Esta notícia circulou nos últimos dias depois do processo contra o site Pirate Bay. Reação política imediata. Como diz o e-mail, enquanto na Europa eles colocam "piratas" no Parlamento, aqui nós estamos em vias de aprovar o projeto Azeredo, na contramão da história. A França já efetuou a marcha ré recentemente com a lei contra o P2P. Vejam:


Crescimento do Partido Pirata em abril de 2009

"O site Pirate Bay, o mais popular do mundo para arquivos de torrent, é um site sueco. Este ano o site foi julgado e os membros declarados culpados (apelações já estão em processo, além disso, em paralelo, o juiz do caso está sendo julgado para verificar se foi parcial, considerando que ele faz parte de grupos pró-copyright). O resultado do julgamento causou o maior "rebuliço" na Suécia e ocasionou uma expansão vertiginosa no recém-criado Partido Pirata.

Ante-ontem ocorreram as eleições, na Suécia, para eleger os membros que representarão o país no Parlamento Europeu e o Partido Pirata conseguiu 7,1% dos votos, garantindo ao partido 2 das 18 vagas suecas no Parlamento Europeu. O Partido Pirata tornou-se o 4º maior partido do país e gerou alguns filhotes: a "filial" Alemã do Partido Pirata conseguiu 1% dos votos, o que preenche os requisitos necessários para a oficialização e sedimentação do partido na Alemanha. Em vários outros países europeus, filiais do Partido Pirata também começam a aparecer.

Enquanto o Senado brasileiro aprova a Lei Azerado, a Europa coloca piratas no Parlamento. Esse evento pode representar o inicio da solidificação das formas como passamos a lidar com direitos autorais, a cópia, a propriedade intelectual e a pirataria desde o surgimento da internet (que aqui no Brasil foi, na prática, há 13 anos). Estamos vivendo uma mudança de paradigma no mundo, e esses suecos me parecem uma representação sólida disso. Podem ser apenas dois dentro do Parlamento Europeu inteiro, e além disso, eles não terão nenhuma influencia direta sobre nossas vidas no Brasil, por outro lado, dois piratas pode ser tudo que se precisa para seqüestrar um navio. :)

Links para as matérias:

Pirate Party Wins and Enters The European Parliament
How Pirates Shook European Politics

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posted by Andre Lemos at 8:25 AM - Permalink - Postar um Comentário


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Blog da Petrobrás - Funções Massivas x Pós-Massivas



Tenho insisitido na impossibilidade de compreendermos os novos isntrumentos de comunicação dentro da estrutura dos meios de massa: blogs, twitter, podcasting, listas, softwares sociais, redes P2P, chats, não podem ser entendidos se analisados apenas como mídias massivas. Tenho sugerido falarmos de duas funções (veja que falo de funções e não de dispositivos massivos ou pós-massivos): função de massa (típica das midias tradicionais - jornais, radios, tv) e função pós-massivas (outros chamam de interativas, micromídias, etc...). Estas se tornaram hegemônicas com as novas ferramentas eletrônicas e em rede. Em artigo (onde aprofundo esta discussão) escrevia :

"Por função massiva compreendemos um fluxo centralizado de informação, com o controle editorial do pólo da emissão, por grandes empresas em processo de competição entre si, já que são financiadas pela publicidade. Busca-se, para manter as verbas publicitárias, sempre o hit, o sucesso de «massa», que resultará em mais verbas publicitárias e maior lucro. As mídias de função massiva são centradas, na maioria dos casos, em um território geográfico nacional ou local. As mídias e as funções massivas têm o seu (importante) papel social e político na formação do público e da opinião pública na modernidade. As funções massivas são aquelas dirigidas para a massa, ou seja, para pessoas que não se conhecem, que não estão juntas espacialmente e que assim têm pouca possibilidade de interagir. Não há estrutura organizacional nas massas, tampouco tradição, regras. (...) As mídias de função pós-massiva, por sua vez, funcionam a partir de redes telemáticas em que qualquer um pode produzir informação, «liberando» o pólo da emissão (...). As funções pós-massivas não competem entre si por verbas publicitárias e não estão centradas sobre um território específico, mas virtualmente sobre o planeta. O produto é personalizável e, na maioria das vezes, insiste em fluxos comunicacionais bi-direcionais (todos-todos), diferente do fluxo unidirecional (um-todos) das mídias de função massiva. As mídias de função pós-massiva agem não por hits, mas por «nichos», criando o que Chris Anderson (2006) chamou de «longa cauda», ou seja, a possibilidade de oferta de inúmeros produtos que são para poucos, mas que pela estrutura mesma da rede, se mantêm disponíveis. (...) Experiências na internet com blogs, gravadoras e músicos, softwares livres, podcasting, wikis, entre outras, mostram o potencial das mídias de função pós-massivas. Essas vão insistir em três princípios fundamentais da cibercultura: a liberação da emissão, a conexão generalizada e a reconfiguração das instituições e da indústria cultural de massa (Lemos, 2004, 2005)."

Interessante "case" mostrando como se dá atualmente o embate entre as mídias de função massiva e as novas mídias digitais de função pós-massiva. A atual tensão entre as mídias massivas e o blog da Petrobrás é exemplar nesse sentido. O Blog da Petrobras ? Fatos e Dados foi criado para responder, de forma direta, transparente e aberta, às perguntas, críticas e à CPI montada para investigar supostas irrgularidades da empresa e da ANP. O novo formato da informação (para uma empresa como a Petrobrás, expandido os antigos comunicados ou direitos de resposta) aponta para a reconfiguração do campo das mídias já que pegou de surpresa as mídias massvias e está efetivamente incomodando. O blog permite que a empresa divulgue as respostas e as perguntas a que tem sido submetida e, com agilidade, não só coloca a sua visão dos fatos como expõe os tradicionais instrumentos noticiosos já que, de antemão, coloca as perguntas e as respostas enviadas aos veículos, Assim, toda a edição pode ser checada e questionada por qualquer um. Tenho feito isso neste Carnet. Quando sou entrevistado, recebo inúmeras perguntas e respondo todas, mas os veículos publicam o que querem. Comecei então a colocar as perguntas e respostas na íntegra no meu blog. Vejam que é esse o ponto de destaque de carta enviada pela ABI:

"A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.

A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida. (...)"




A Petrobrás reconhece o impacto das redes sociais e critica a ação das mídias massivas. Ela já têm inclusive uma conta no Twitter. Como mostra o post sobre o tema, a empresa afirma que:

"Nosso blog completa uma semana, com 145 mil visitas, 31 posts e 1.700 comentários, e já conseguimos um espaço considerável de repercussão. Acreditamos nas mídias sociais como um importante canal de conversação direta entre a Petrobras e a sociedade. Infelizmente, continuamos a ver na imprensa comentários equivocados que desconhecem a própria lógica das mídias sociais.

Em apenas três dias após a criação do perfil 'blogpetrobras' no Twitter, já contamos com mais de 800 pessoas que espontaneamente optaram por nos seguir. Como boa prática de relacionamento, também estamos seguindo todas as pessoas que nos seguem na medida do possível, adicionando-as periodicamente. Nosso Twitter não é bloqueado, estamos abertos a toda e qualquer pessoa que queira nos seguir independentemente de ideologia. (...)"


O blog Fatos e Dados incomoda os veículos jornalísticos por divulgar perguntas e respostas fazendo com que os cortes e outras edições revelem as suas (nem sempre corretas, idôneas e/ou neutras) versões dos fatos. O ápice do incômodo se deu com o Jornal "O Globo" que alegou ter "direito" sobre as perguntas e que por isso a Petrobrás não poderia reproduzí-las no seu blog. Vejam que sempre que estão ameaçadas, as mídias de função massiva apelam para direito de autor, censura, leis draconianas, vigilância ou qualquer outra forma de cercerar a circulacao e a liberdade da informacao: é assim com a indústria cultural massiva (vejam os problemas com a indústria da música, do cinema, do software), desadaptada e com medo das funções pós-massivas. No blog do Tulio Vianna podemos ler sobre a queixa da Globo:

" (...) O caminho encontrado pela estatal foi publicar em um blog da empresa as perguntas encaminhadas por repórteres dos jornais e respectivas respostas. Com o detalhe, também grave, de que a empresa divulgou na sexta informações que prestara para uma reportagem que seria publicada no GLOBO de domingo, numa assombrosa quebra do sigilo que precisa existir no relacionamento entre imprensa e fonte prestadora de informações. Agira da mesma forma com os outros jornais. Mesmo as perguntas, encaminhadas por escrito, são de propriedade do jornalista e do veículo a que ele representa.

Alex Castro com sua fina ironia já mostrou o quão cômico é o episódio. Vamos, então, ao trágico:

O jornal O Globo está por absoluta ignorância, ou pior, por má-fé (vamos dar-lhe o benefício da dúvida), divulgando uma informação FALSA, sem qualquer amparo jurídico, pois é evidente, que perguntas não podem ser propriedade de ninguém.

Vejam o art.7º da Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98):

Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:

I - os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;
II - as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza;
III - as obras dramáticas e dramático-musicais;
IV - as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica se fixe por escrito ou por outra qualquer forma;
V - as composições musicais, tenham ou não letra;
VI - as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as cinematográficas;
VII - as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia;
VIII - as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e arte cinética;
IX - as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma natureza;
X - os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência;
XI - as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais, apresentadas como criação intelectual nova;
XII - os programas de computador;
XIII - as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicionários, bases de dados e outras obras, que, por sua seleção, organização ou disposição de seu conteúdo, constituam uma criação intelectual.

Acharam na lista ?perguntas de jornalistas dirigidas às suas fontes?? Claro que não!

(...) Incrível a cara-de-pau do jornal de publicar uma informação completamente falsa em seu editorial, inventando sem o menor pudor um novo inciso para o art.7º da Lei de Direitos Autorais e revogando o art.8º, III, da mesma lei.

Lembro ainda que os direitos autorais existem para proteger a criação intelectual, seja ela artística, científica ou qualquer outra.

Perguntas NÃO SÃO CRIAÇÃO INTELECTUAL! (...)"


A Petrobrás respondeu:

"A Petrobras reafirma que o blog Fatos e Dados foi criado pela empresa para prestar esclarecimentos à sociedade. O objetivo é manter seu compromisso com a transparência, o que implica em divulgar, de forma completa, o posicionamento da Companhia, publicando todas as respostas enviadas à imprensa. Assim, a empresa descarta também acusações de ?quebra de sigilo? por considerar que as informações prestadas pertencem à empresa.(...)"

O caso merece acompanhamento e desenvolvimento. Coloco aqui apenas estas rápidas reflexões para fomentar o debate e demostrar com este exemplo a tensão civilizacional a que estamos envolvidos hoje com o embate entre o sistema massivo e os novos formatos com funções pós-massivas. Lembro que não se trata de um sistema contra o outro, como insisto há anos, mas de reconhecer a reconfiguração e o enriquecimento da paisagem comunicacional midiática contemporânea.

Affaire à suivre!

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posted by Andre Lemos at 6:47 AM - Permalink - Postar um Comentário