23rd Apr2013

UFRB

by André

Amanhã participo do II Seminário Temático em Comunicação na UFRB, em Cachoeira. É a primeira vez que falo nessa Universidade. O evento é promovido pela Faculdade de Comunicação e, segundo o site, marca a data de “mobilização” para melhoria da infraestrutura do curso. Vou falar sobre “mobilização e redes sociais”. A organização é de Renata Pitombo, Jorge Cardoso Filho, Hérica Lene e Rachel Severo Alves Neuberger.

11th Apr2013

Cidade e Midia no Rio

by André

Participo amanhã do Seminário Internacional “Comunidade, Mídia e Cidade“, na UFRJ.

Inscrição aqui.

Vou falar sobre espaço urbano, realidade aumentada e internet das coisas.

Abaixo a programação do evento.

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10th Apr2013

Hyper-lapse Photo

by André

Hyper-lapse Photo

Via hyperlapse lab:

“Hyper-lapse photography – a technique combining time-lapse and sweeping camera movements typically focused on a point-of-interest – has been a growing trend on video sites. It’s not hard to find stunning examples on Vimeo. Creating them requires precision and many hours stitching together photos taken from carefully mapped locations. We aimed at making the process simpler by using Google Street View as an aid, but quickly discovered that it could be used as the source material. It worked so well, we decided to design a very usable UI around our engine and release Google Street View Hyperlapse.”

08th Apr2013

Dados, coisas, internet…

by André

Uma rápida passagem pelas minhas abas agora abertas no navegador. Nem sempre tenho tempo para colocar aqui impressões. Agora também não tenho, mas vou deixar alguns links, vídeos, trechos de textos e infos interessantes para mostrar como esses temas são de grande impacto hoje: Big Data e jornalismo, coisas, objetos e internet, internet e política…

Vejamos:

Sobre Big Data e jornalismo, vejam os interessantes vídeo do Datablog do Guardian, em três partes. Vale conferir.

Ainda sobre esse tema, Hans Rosling, tenta explicar o dilúvio de dados de forma muito interessante: “You’ve never seen data presented like this. With the drama and urgency of a sportscaster, statistics guru Hans Rosling debunks myths about the so-called “developing world.”

Vamos agora sair dos dados e ir para as coisas, sem abandoná-los. Os vídeos foram colocados em relação no post Internet of Things is coming. Tell your kids!. Abaixo, mais uma explicação (!) sobre Internet das coisas, com a European Commissioner for the Digital Agenda, Neelie Kroes:

E aqui, para aprender o que fazer com isso, com Ayay Bdeir, do Little Bits.:

Ainda no tema da Internet of Things (IoT), chamada para uma reunião, amanhã, em Paris, com interessados sobre o tema em um encontro informal. Mas o interessante é o texto:

“En tout état de cause, la rupture ontologique induite par l’Internet des Objets met en exergue des concepts qui ne sont ni nouveaux (Antiquité, Renaissance) ni inconnus de religions ou philosophies orientales : selon la vision shintoïste, tout objet dispose d’un esprit. Mais il faut aussi bien comprendre qu’elle enterre définitivement l’idée selon laquelle l’homme est voué, grâce à la technique, au savoir absolu (idée sous-jacente des courants positivistes ou transhumanistes). En effet, en s’attachant à modéliser l’intelligence artificielle pour la dispenser aux objets inertes, “l’homo informaticus” comprend toute la complexité et la profondeur de ces notions d’intelligence, de conscience ou même de savoir. Tenter de faire les objets à notre image, c’est porter sur nous-même un regard introspectif mais aussi nous faire rentrer dans une boucle étrange ou l’observateur est l’observé…

C’est aussi l’occasion de replacer ces CyberObjets dans une perspective plus vaste : « L’évolution majeure que nous sommes en train de vivre … réside dans la mutation des différentes formes d’intelligence collective vers une « intelligence interconnectée globale … à l’échelle de la Terre. » (Gilles Berhault, « Développement durable 2.0 – L’Internet peut-il sauver la planète ? », Edition de l’Aube, 2008). Vernadsky et Theilard de Chardin ne sont pas loin… Le Cybionte de Joël de Rosnay non plus. Pour reprendre en main le pilotage de sa propre histoire, au sens Sartrien, l’humain doit donc s’adapter au nouvel écosystème qu’il contribue à créer. Et, comme le souligne Jeremy Rifkin, cette adaptation passe par une évolution de ses schémas mentaux : à l’échelle individuelle mais surtout collective. (…) Les CyberObjets sont ces miroirs de nos consciences qui peuvent nous aider à nous améliorer, nous sublimer… ou nous faciliter la perte de notre condition humaine.”

Nessa mesma “vibe”, recebo hoje de manhã do meu amigo Rodrigo Firmino seu artigo com Fábio Duarte, “Da coisa ao objeto, do artefato à tecnologia ubíqua”. Trecho:

“(…) Mas era, muito antes, um mundo de coisas. E as coisas existiam por si mesmas. E o humano vivia entre as coisas. E o humano, para sobreviver entre as coisas, e para dominar o mundo de coisas, buscou entendê-las. Frágil, não podia apossar-se delas, tomá-las para si. Mas foi capaz de entendê-las, em suas características físicas, biológicas, químicas. E o humano apropriou-se do mundo de coisas pelo seu entendimento. O humano sabia a coisa antes de possuí-la. E dominou-a. A coisa não valia pelo que era, mas pelas suas possibilidades. E o humano fez da coisa, ciência; e fez da coisa, objeto; e fez da coisa, ferramenta. Frutos ganharam valor pela semente – não pela saciedade da fome imediata, mas por evitar fomes futuras. Pedras tornaram-se muro – e a possibilidade de proteção. Ossos tornaram-se armas de caça – e a possibilidade de ingestão constante de proteína. E o mundo de coisas deu lugar ao mundo da ciência, dos objetos e das ferramentas. Ciência, objetos, ferramentas são o mundo de coisas entendido e transformado.(…)”

E vindo mais uma vez do excelente Internet of Things, informação sobre um CFP para o IEEE System Journal. Na chamada podemos ler:

The Internet of Things (IoT) is becoming an attractive paradigm to realize interactions among ubiquitous things in the physical, cyber, and social spaces. In the IoT, the ubiquitous things are assigned with the capability of comprehensive perception, reliable information transmission, and smart processing, in which intelligence becomes a significant feature and should be highlighted. The intelligent IoT enables distributed intelligent devices (e.g., sensors, actuator, and data centers) to play novel roles as smart data acquisition, advanced information extraction, self-adaptive control manipulation, reliable transmission, and intelligent decision support and services. The success of intelligent IoT highly depends on the system architectures, networks and communications, data processing and ubiquitous computing technologies, which support efficient and reliable physical and cyber interconnections. In addition to the handling of huge sensed data, physical infrastructures, interfaces/middleware, and application services are required to support intelligent management and other business related activities, including clouding computing, big data, semantic web, knowledge coordination, and social computing. Due to the challenging open issues, intelligent IoT deserves academic attentions from the diverse aspects of information, network, management technologies, and society science.

E, por fim, Clay Shirky, no TED, explicando como a internet pode ser instrumento de transparência política e empoderamento dos cidadãos:

25th Mar2013

Espaço-Rede

by André

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“O espaço não é o ambiente (real ou lógico) em que as coisas se dispõem, mas o meio pelo qual a posição das coisas se torna possível. Quer dizer, em lugar de imaginá-lo como uma espécie de éter no qual todas as coisas mergulham, ou de concebê-lo abstratamente com um caráter que lhes seja comum, devemos pensá-lo como a potência universal de suas conexões”. (MERLEAU-PONTY, 2006, p.328)

MERLEAU-PONTY, M. (1994). Fenomenologia da percepção (C. Moura, Trad.). São Paulo: Martins Fontes.

25th Mar2013

Memória Soteropolitana

by André

Memórias Soteropolitanas
Foto exemplo do Aplicativo Memórias Soteropolitanas no Farol da Barra em Salvador

A realidade aumentada tem sido um tema de discussão no nosso Lab 404. Escrevi um artigo sobre o tema (no prelo e deve ser publicado ainda esse ano no Centro Nacional de las Artes, da Cidade do México), no qual exploro a relação entre narrativas e sistemas de RA fazendo um crítica. Chamei esses sistemas de “realidade diminuída”. Mas nem todos os sistemas de RA são assim.

Hoje fiquei orgulhoso pela apresentação do projeto de conclusão de curso da minha ex-bolsista PIBIC, Camila Queiroz, “Memória Soteropolitana: resgatando a memória de Salvador através de realidade aumentada”. Nesse projeto, Camila busca resgatar sentidos dos lugares da cidade ao tensionar, pela fotografia, a experiência temporal. Ela fala de turismo no seu memorial, mas trata-se de algo muito maior. O projeto permite a qualquer um próximo a um determinado local, ver fotos desse mesmo lugar no passado. A cidade (essa, mas todas, não é mesmo?) precisa de experiências dessa ordem. Não só turistas, mas seus moradores precisam resgatar a memória e se apropriarem dos recursos dessas novas mídias. Projetos dessa natureza teriam assim funções pedagógica (aprender a ler a cidade), social (interesse pelo o que nos associa), técnica (inclusão digital) e política (importância e valorização do espaço e do tempo urbanos). Memória Soteropolitana propõe resgatar um pouco das dimensões espacial e temporal das cidade, estimulando o interesse pelos espaços públicos, aumentando o “sense of place” (tema caro às pesquisas do Lab 404).

Camila não tinha conhecimentos de programação, não precisou de muitos recursos técnicos ou financeiros. Ela mostrou, com seu trabalho, algo da filosofia do DIY (faça você mesmo), apresentando um produto simples e eficiente com uso das mídias locativas. Fica como exemplo. Para ver como funciona, clique na aba instruções no site do projeto. Para fruir a experiência você precisa de um smarphone, com 3G, GPS e bússola e o browser Layar. O projeto é experimental e foi aprovado hoje em banca de TCC na Facom/UFBA. Espero que ele possa estimular novos empreendimentos similares que fujam do apenas eficiente, objetivo ou comercial.

15th Mar2013

Ironia dos objetos

by André

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Última foto tirada com meu antigo celular em Brasília

E hoje esqueci mais uma vez o celular em um carro. A outra vez foi em Brasília e não consegui recuperá-lo, apesar o “find my…”. Agora, em Vitória, deixei o celular no banco traseiro do carro que me levava do hotel ao aeroporto. Chegando ao aeroporto, após o check in, dei conta do meu esquecimento. Liguei para a produção do evento (com a ajuda do W. Cazé, obrigado mais uma vez!, que trabalha no aeroporto) e pedi para que eles localizassem o motorista e o avisassem do problema e, se possível, que ele voltasse para me devolver o objeto. Mas tinha pouco tempo. Liguei para o meu celular, mas o motorista se recusava a atender. Eram 10:05 e eu devia embarcar às 10:35. Continuava a ligar insistentemente para o meu celular para fazer o motorista atender. Nada. As 10:20 uma pessoa da produção me avisa que localizaram o motorista, mas que ele não atende o celular dele…Putz! Liguei mais uma vez para o meu….Nada. A produção me liga de novo (obrigado pela gentileza e atenção do pessoal da Suzy Produções) e a pessoa me diz que falou com o motorista, mas que ele estaria preso em um engarrafamento…O ia tempo passando. Cazé ia conversando com o pessoal da Azul. O avião atrasaria um pouco, mas não muito e que eu não teria mais muito tempo. Já era 10:40 quando consegui fazer com que o motorista atendesse o meu celular. Ele me disse que estava parado no trânsito…me pede para esperar….silêncio….e depois me diz que passou por um acidente e que agora conseguia se locomover. Ele estimava a chegada em 8 minutos…Já estavam chamando para o embarque. Finalmente ele chegou, pego o objeto, peço desculpas e corro para o embarque. Entro aos 48 do segundo tempo…

Conto todo essa história, pois achei uma ironia ter falado ontem da internet das coisas, ter um smartphone de última geração e, apesar de todas as formas possíveis de conexão, depender da simples atenção humana. O objeto estava ali, no banco de trás, conectado à rede da operadora, ao 3G para troca de dados, tocando e nada…desesperado estava ele no banco e eu no aeroporto, mas nada acontecia. Não conseguíamos conversar. Ele não conseguia fazer nada, a não ser vibrar e tocar desesperadamente no banco do carro. Nós, eu e o objeto, dependíamos do motorista, dele decidir ou conseguir atender os telefones (o meu e o dele). Mas não só. Dependíamos também do trânsito, onde coisas impediam que outras coisas se deslocassem, onde o imprevisto pode ser mais um entrave a outros imprevistos (o acidente na rua e o meu esquecimento). Humanos e não humanos envolvidos nos seus imbróglios quotidianos. Ora, as coisas na internet são dependentes também das coisas fora dela. E também de fatores humanos. Aliás não dá para saber onde começa um e termina o outro. Ambos, actantes humanos e não humanos podem nos fazer tropeçar (obiectum, atirado adiante!) e nos fazer cair. Consegui pular essa fogueira. Mas, como me disse meu amigo Wladimir Cazé (@macromundo): seria legal se o celular nos avisasse a cada vez que nos afastássemos mais de 1 metro dele, gritando, por exemplo: “Hei, você vai me deixar aqui?”.

Fica a dica!

15th Mar2013

Internet dos Objetos no Museu Vale

by André

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Abaixo o texto da minha apresentação ontem nos Seminários Internacionais Museu Vale. No link o artigo publicado no livro organizado dos Seminários.

OBJETOS, TEORIA ATOR-REDE E INTERNET DAS COISAS.
André Lemos

O tema da Internet das Coisas (IoT) coloca em tensão três elemento fundamentais, a internet, a coisa e o hífen (o “das”). Para compreendermos essa atual fase de desenvolvimento da internet, é necessário compreender esses três elementos. O objeto, a internet e o hífen. Para compreender os objetos vou lançar mão da Ontologia Orientada a Objeto. Para compreender a nova fase da internet, as discussões em torno do ainda mal definido conceito de “internet das coisas”. E para a compreensão das associações, do hífen, a Teoria Ator-Rede (TAR). Notem que a TAR, por sua vez, também coloca em tensão três elemento: o ator, a rede e o hífen. Compreender os “hífens” é compreender as associações que formam a vida social entre actantes humanos e não humanos, tendo como análise uma experiência específica com o uso das etiquetas de radiofrequência, tecnologia fundamental no desenvolvimento da IoT.

(more…)

11th Mar2013

Seminários Museu Vale 2013

by André

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Participo na quinta feira do Seminário Internacional Museu Vale cujo tema é Cyber-Arte-Cultura. A trama das redes. O evento é em Vila-Velha, ES de 13 a 17 de março. O programa está bem interessante. Vejam os detalhes aqui.

08th Mar2013

Smart City

by André

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Futuro próximo?

PLURALITY from Dennis Liu on Vimeo.

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