Mobilidade Urbana no Brasil

 

mobilidade_urbana_boll_brasil_site

Para quem está no Rio (infelizmente não poderei comparecer) tem o lançamento do livro Mobilidade Urbana no Brasil. Colabora com o capítulo “Cidades smart, cidades vigiadas”. O livro é organizado por Marilene de Paula e BARTELT, Dawid D. Bartelt e foi publicado pela Fundação Heinrich Böll. Uma versão digital estará disponível no site no futuro.

Lançamento com debate – Mobilidade Urbana no Brasil: Desafios e Alternativas
Quando:
 24/11 – quinta-feira, 14h

Onde: Nex Coworking.Rua Ladeira da Glória, 26, Glória. Rio de Janeiro.

Abertura – Dawid Bartelt – Fundação Heinrich Böll Brasil
Debatedores:
Bárbara Lopes – Arrua Coletivo
Clarisse Linke – ITDP Brasil
José Julio Lima – Universidade Federal do Pará – UFPA – Oficial
Moderação: Henrique Silveira – Casa Fluminense

 

Livro “Teoria Ator-rede e estudos de comunicação”

unnamed

Teoria ator-rede e estudos de comunicação, organizado por André Lemos,

O livro busca, principalmente, apresentar a Teoria Ator-Rede (TAR): uma corrente teórica ainda pouco explorada e conhecida na área de comunicação no Brasil, que leva em consideração processos de associação em rede através de mediações entre atores humanos e não humanos. Além disso, a obra é resultado de um experimento acadêmico envolvendo a aplicação da TAR aos estudos de comunicação, o que gerou a produção de textos que tratam de diversos aspectos da cultura e da comunicação contemporânea, tais como a fotografia, o cinema, as séries televisivas, os jornais, os movimentos políticos e as redes sociais.

Lançamento dia 27/10 às 17h na Reitoria da UFBA

SUCESU 2016 – Cidades Inteligentes. A experiência de Dublin

 

Screen Shot 2016-09-01 at 15.23.11

Amanhã as 11:40 falo sobre esse tema no Congresso de Informática e Telecomunicações da SUCESU-BA 2016: “Diálogos em Rede. Tecnologia, Negócios e Sociedade”.

Vou apresentar a minha visão sobre os projetos de “smart cities” e particularmente sobre a experiência em curso na cidade de Dublin,  Irlanda, onde passei um ano (2015-2016), com apoio da FACOM/UFBA e da CAPES, em estágio sênior no Programmable City Lab da National University of Ireland em Maynooth.

A programação do evento pode ser acessada aqui.

Imaterialismo

 

immaterialism

Finalizaremos amanhã no Lab404  a discussão do “Immaterialism” de Graham Harman (Polity, 2016). Nesse livro, o filósofo aponta, através de uma análise “imaterialista” (OOO aplicada, se podemos dizer isso) da Dutch East India Company (oferencendo um interessante modelo de análise para qualquer objeto), as suas diferenças em relação à teoria ator-rede. Harman vai negar pilares fundamentais da Teoria Ator-Rede (TAR), afirmando, por exemplo, que objetos são mais interessante em suas substâncias do que em suas ações, que a essência de um objeto não é nem o que ele faz nem do que ele é composto (mostrando a insuficiência da análise dos objetos pelos seus efeitos ou pelo materialismo científico) e, principalmente, negando-se a ver na controvérsia o momento central para entender a vida dos objetos. 

Opondo-se a isso, o “immaterialism” de Harman quer, ao contrário, ressaltar o que eles são quando não fazem nada, quando estão calados, isolados, desconectados, para usar um jargão atual. O objeto não é para o imaterialismo o que surge da ação, mas o que a permite. Antes de apontar efeitos e controvérsias, o que importa é mostrar as suas simbioses (na minha opinião, o conceito-chave e o mais interessante do livro), visão bem diferente da ideia do “ser-enquanto-um-outro”, de Latour no Enquete. Harman mantém a admiração pela TAR e pela obra de Latour, mas aponta o que para ele são limitações de sua ontologia dos objetos, já que situa-se em uma forma de entendimento que ele chama de “overmining”. Vale a pena a leitura, mesmo que os detalhes históricos sejam por vezes enfadonhos. O livro pode ajudar a aprofundar o debate sobre a TAR e suas críticas.

Come and Go

Voltando à Salvador e enfrentando as diferenças (ambientais, culturais, econômicas, científicas…) com cuidado, serenidade e calma. Um ano é um tempo que precisa ser digerido com tranquilidade. Tem um período de luto e de renascimento que é preciso cuidar. Mas já estou na ativa com disciplina na graduação e laboratório de pesquisa em ação. Estava com saudade da sala de aula, dos alunos e dos meus pesquisadores. É bom voltar a falar pelos cotovelos na sala de aula ou nas reuniões de pesquisa!

A insegurança, a baixa qualidade dos produtos no supermercado, a deselegância e falta de educação das pessoas, o trânsito desorganizado, o péssimo transporte público, o barulho constante  e o preço caríssimo das coisas é difícil de se acostumar, mas com o tempo, infelizmente, voltamos a achar que isso é assim mesmo e vamos esquecendo. Já conhecemos isso. Nada vai mudar tão cedo e o melhor a fazer é mesmo tentar se readaptar e não resistir muito, só um pouco ! ;-))

Difícil mesmo está sendo digerir o golpe e o retrocesso político do país, conviver com imbecis, ignorantes políticos e fascistas que perderam a vergonha de tornar explícito a violência da sua estupidez. Difícil está sendo ver de perto o desmonte do país (da saúde, da cultura, da educação, dos diretos trabalhistas, das causas das minorias…) e a inacreditável discussão de pautas retrógradas e burras com questões desprezíveis como por exemplo o “Escola sem Partido”. Em qualquer país sério isso não seria sequer cogitado!

Unknown

Do calor sentia falta, das mazelas sociais não, mas nos acostumamos. A energia positiva das pessoas nos contamina e ajuda. É bom estar de volta para perto dos amigos e da família. Mas está muito difícil mesmo viver e estar imerso nesse estado devastador, incompetente, corrupto e desleal do atual governo. Se já destruíram tanto em tão pouco tempo, tenho até medo de imaginar o que vem pela frente com o golpe parlamentar do impeachment já consumado.

Uma coisa é acompanhar as notícias e as reações das pessoas pelas redes sociais, à distância. Outra é estar de volta, sentindo de perto os acontecimentos.

Mas tirando isso, ainda assim é bom estar de volta. ;-))

My Dublin

Chegando ao fim do meu período dublinense (agosto 2015 – julho 2016), publico aqui um mapa indicando os lugares que mais gosto ou frequentei na cidade (com algumas poucas dicas de Gallway, Waterford ou Cliff of Moher). Não é um mapa de pontos turísticos de Dublin, mas um registro dos “meus lugares”. Ele poderá servir como guia de visita. Alguns pontos indicados certamente interessarão a muitos, outros não (por isso chama-se “my Dublin”). De toda maneira, espero que ele possa ajudar quem vem visitar ou morar na cidade (ou quem já mora). E fica o registro. Continuarei atualizando o mapa (ainda estou por aqui) se vier a conhecer outros lugares ou se me lembrar de algum ainda não mapeado.

Future City Glasgow

comeinov

Artigo Future City Glasgow: Action programs, tensions and contra- dictions in a Smart City project, escrito com meu colega André Holanda, acaba de ser publicado na Revista Comunicação e Inovação.  O dossiê com artigos sobre cultura urbana está bem interessante.

Abaixo o resumo do nosso artigo:

“O artigo aborda fatores econômicos ligados ao aparato de vigilância do espaço público no projeto Future City Glasgow, modelo para a adoção de padrões oficiais para projetos de smart cities  no Reino Unido. Este estudo foi realizado no âmbito de uma rede internacional de pesquisadores em torno do projeto “Augmented urbanity and smart technologies: how ‘smart’ are our cities becoming?”, financiado pelo Newton Fund. Utiliza-se a Teoria Ator-rede e um modelo brasileiro de classificação de projetos de smart cities, além da metodologia Infralab, da rede de pesquisas citada.”