Data Ethics Workshop – Predict 2015

Amanhã participo como ouvinte (como é bom isso!) do Data Ethics Workshop, organizado pela Inisght, um dos maiores centros sobre Data Analitics da Europa no Royal Dublin Society.

800_800_31401_front634650768101243186O evento faz parte de uma conferência maior, Predict, sobre algoritmos e big data. Espero em breve colocar reflexões sobre esses temas de forma mais articulada.

Em pouco tempo, desde que cheguei em Dublin nos últimos dias de agosto, participei de três eventos nos quais os algoritmos e os dados digitais são aspectos centrais nas interrogações sobre os desafios da sociedade contemporânea (City and Data, em Maynooth, e o Workshop do projeto de cooperação Newton Fund em Bristol e Plymouth sobre “augmented urbanism”). Vejam os posts anteriores.

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Data and the City

Chegando para o meu estágio sênior na Irlanda, participo na próxima semana do workshop Data and the City no The Programmable City Lab da NUI-Maynooth. Abaixo o abstract. O excelente programa pode ser visto no link acima.

Data and the city

The Programmable City Project is hosting a two day invite-only workshop on the relations between data and the city. The Data and the City Workshop will take place on August 31st and September 1st 2015 and will bring together 20 invited experts in the field and the ProgCity team. A description of the workshop and the agenda are below with links to some of the papers to be presented that are already available online:

There is a long history of governments, businesses, science and citizens producing and utilising data in order to monitor, regulate, profit from, and make sense of the urban world. Data have traditionally been time-consuming and costly to generate, analyze and interpret, and generally provided static, often coarse, snapshots of phenomena. Recently, however, we have entered the age of big data with data related to knowing and governing cities increasingly become a deluge; a wide, deep torrent of timely, varied, resolute, and relational data. This has been accompanied by an opening up of state data, and to a much lesser degree business data, and the production of volunteered geographic information. As a result, evermore aspects of everyday life — work, consumption, travel, communication, leisure — and the worlds we inhabit are being captured as data and mediated through data-driven technologies. This data revolution has produced multiple challenges that require critical and technical attention — how best to produce, manage, analyze, and make sense of big and open data, data infrastructures and their consequences with respect to urban governance and everyday life. The workshop will examine such critical and technical issues across the five thematic areas of: critically framing data, data infrastructures and platforms, data models and the city, data analytics and the city, ethical and political issues.

Dados, coisas, internet…

Uma rápida passagem pelas minhas abas agora abertas no navegador. Nem sempre tenho tempo para colocar aqui impressões. Agora também não tenho, mas vou deixar alguns links, vídeos, trechos de textos e infos interessantes para mostrar como esses temas são de grande impacto hoje: Big Data e jornalismo, coisas, objetos e internet, internet e política…

Vejamos:

Sobre Big Data e jornalismo, vejam os interessantes vídeo do Datablog do Guardian, em três partes. Vale conferir.

Ainda sobre esse tema, Hans Rosling, tenta explicar o dilúvio de dados de forma muito interessante: “You’ve never seen data presented like this. With the drama and urgency of a sportscaster, statistics guru Hans Rosling debunks myths about the so-called “developing world.”

Vamos agora sair dos dados e ir para as coisas, sem abandoná-los. Os vídeos foram colocados em relação no post Internet of Things is coming. Tell your kids!. Abaixo, mais uma explicação (!) sobre Internet das coisas, com a European Commissioner for the Digital Agenda, Neelie Kroes:

E aqui, para aprender o que fazer com isso, com Ayay Bdeir, do Little Bits.:

Ainda no tema da Internet of Things (IoT), chamada para uma reunião, amanhã, em Paris, com interessados sobre o tema em um encontro informal. Mas o interessante é o texto:

“En tout état de cause, la rupture ontologique induite par l’Internet des Objets met en exergue des concepts qui ne sont ni nouveaux (Antiquité, Renaissance) ni inconnus de religions ou philosophies orientales : selon la vision shintoïste, tout objet dispose d’un esprit. Mais il faut aussi bien comprendre qu’elle enterre définitivement l’idée selon laquelle l’homme est voué, grâce à la technique, au savoir absolu (idée sous-jacente des courants positivistes ou transhumanistes). En effet, en s’attachant à modéliser l’intelligence artificielle pour la dispenser aux objets inertes, “l’homo informaticus” comprend toute la complexité et la profondeur de ces notions d’intelligence, de conscience ou même de savoir. Tenter de faire les objets à notre image, c’est porter sur nous-même un regard introspectif mais aussi nous faire rentrer dans une boucle étrange ou l’observateur est l’observé…

C’est aussi l’occasion de replacer ces CyberObjets dans une perspective plus vaste : « L’évolution majeure que nous sommes en train de vivre … réside dans la mutation des différentes formes d’intelligence collective vers une « intelligence interconnectée globale … à l’échelle de la Terre. » (Gilles Berhault, « Développement durable 2.0 – L’Internet peut-il sauver la planète ? », Edition de l’Aube, 2008). Vernadsky et Theilard de Chardin ne sont pas loin… Le Cybionte de Joël de Rosnay non plus. Pour reprendre en main le pilotage de sa propre histoire, au sens Sartrien, l’humain doit donc s’adapter au nouvel écosystème qu’il contribue à créer. Et, comme le souligne Jeremy Rifkin, cette adaptation passe par une évolution de ses schémas mentaux : à l’échelle individuelle mais surtout collective. (…) Les CyberObjets sont ces miroirs de nos consciences qui peuvent nous aider à nous améliorer, nous sublimer… ou nous faciliter la perte de notre condition humaine.”

Nessa mesma “vibe”, recebo hoje de manhã do meu amigo Rodrigo Firmino seu artigo com Fábio Duarte, “Da coisa ao objeto, do artefato à tecnologia ubíqua”. Trecho:

“(…) Mas era, muito antes, um mundo de coisas. E as coisas existiam por si mesmas. E o humano vivia entre as coisas. E o humano, para sobreviver entre as coisas, e para dominar o mundo de coisas, buscou entendê-las. Frágil, não podia apossar-se delas, tomá-las para si. Mas foi capaz de entendê-las, em suas características físicas, biológicas, químicas. E o humano apropriou-se do mundo de coisas pelo seu entendimento. O humano sabia a coisa antes de possuí-la. E dominou-a. A coisa não valia pelo que era, mas pelas suas possibilidades. E o humano fez da coisa, ciência; e fez da coisa, objeto; e fez da coisa, ferramenta. Frutos ganharam valor pela semente – não pela saciedade da fome imediata, mas por evitar fomes futuras. Pedras tornaram-se muro – e a possibilidade de proteção. Ossos tornaram-se armas de caça – e a possibilidade de ingestão constante de proteína. E o mundo de coisas deu lugar ao mundo da ciência, dos objetos e das ferramentas. Ciência, objetos, ferramentas são o mundo de coisas entendido e transformado.(…)”

E vindo mais uma vez do excelente Internet of Things, informação sobre um CFP para o IEEE System Journal. Na chamada podemos ler:

The Internet of Things (IoT) is becoming an attractive paradigm to realize interactions among ubiquitous things in the physical, cyber, and social spaces. In the IoT, the ubiquitous things are assigned with the capability of comprehensive perception, reliable information transmission, and smart processing, in which intelligence becomes a significant feature and should be highlighted. The intelligent IoT enables distributed intelligent devices (e.g., sensors, actuator, and data centers) to play novel roles as smart data acquisition, advanced information extraction, self-adaptive control manipulation, reliable transmission, and intelligent decision support and services. The success of intelligent IoT highly depends on the system architectures, networks and communications, data processing and ubiquitous computing technologies, which support efficient and reliable physical and cyber interconnections. In addition to the handling of huge sensed data, physical infrastructures, interfaces/middleware, and application services are required to support intelligent management and other business related activities, including clouding computing, big data, semantic web, knowledge coordination, and social computing. Due to the challenging open issues, intelligent IoT deserves academic attentions from the diverse aspects of information, network, management technologies, and society science.

E, por fim, Clay Shirky, no TED, explicando como a internet pode ser instrumento de transparência política e empoderamento dos cidadãos: