Leituras

Férias terminando e leituras em andamento e contando…Mas nada de não-ficção, pois a vida é curta.

Terminei, ainda vindo de 2014, “Por um outro amor” de Knausgard. Espero agora ansioso o terceiro volume da trilogia para continuar a leitura em português, mas se demorar muito a sair, vou para o inglês. Gosto muito do texto e da crua sinceridade do autor.

Comecei 2015 com vários e bons livros: Kundera (“A festa da insignificância”), Modiano (“Uma rua de Roma”), Murakami (“O incolor Tsukuru Tazaki…”, “Caçando Carneiro”, “A strange library”), McEwan (“A balada de Adam Henry”), Joyce (“Dubliners”). Todos finalizados. Estou terminando a leitura agora do Pamuk (“Museu da inocência”) e do Shteyngart (“Super sad true love story”). Todos excelentes e recomendo a leitura. Gosto particularmente do Murakami (mestre dos mundos paralelos), do McEwan (um livro forte e perturbador), do Pamuk (“Neve” é fantástico) e do Modiano (sempre buscando se encontrar). Kundera estaria no fim da fila dessa lista, mas a atmosfera parisiense do livro me traz sempre lembranças motivadoras, e ele é um bom narrador. O Shteyngart é divertido e veloz, mas preciso acabar a leitura para saber se gosto ou se é apenas interessante. Com exceção do Kundera, todos esses livros foram (ou estão) sendo lidos no Kindle.

Agora a tarde, depois de resolver um problema no SAC, passeando pela livraria do shopping, não resisti e comprei mais seis novos livros. Espero em breve (logo após finalizar esse post!) me lançar n'”A origem do mundo” de Jorge Edwards, nos “Acontecimentos na irrealidade imediata” de Max Blecher, no “Vermelho Amargo” de Bartolomeu Campos de Queiróz, no “Noturno Indiano”, de Antonio Tabucchi, na “Mudança” de Mo Yan e na “A vida privada das árvores”, de Alejandro Zambra. Farei um delicioso, espero, passeio pela literatura mundial (chilena, romena, mineira, italiana e chinesa). Mas agora, todos os livros são impressos.

Comprei todos impressos em uma promoção. Não pelo valor, já que se comprasse a versão e-book para Kindle de cada um deles sairia ainda mais barato. Resolvi equilibrar a leitura e voltar a ler em papel. Mas é incrível. Todos os livros têm versão para Kindle e todos são um pouco mais baratos do que os impressos em promoção (em promoção!). Se não estivessem em promoção, não compraria as versões impressas. A leitura no Kindle é muito confortável e, sendo mais barato, só o apego ao papel poderia fazer alguém evitar a compra digital. Não é o meu caso. Há uma crise e se o mercado editorial não ajustar os preços, vão perder a batalha e os impressos desaparecerão.

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