Biblioteca Nacional

Há vários lugares imperdíveis em Viena (vejam mais fotos no meu Flickr) e dois dias não dá para muito. Ontem fui na Universidade de Viena, um colosso de 600 anos e depois fui beber vinho com um amigo em um típico “Heuriger”, lugar de vinhos novos, na maioria brancos, feitos no próprio local. Como é fora do eixo turístico (mas há muitos Heuriger turísticos!) foi um contato direto com vienenses.

Mas um dos lugares que mais gostei foi o State Hall da Biblioteca Nacional, o Punksaal. Aqui tem mais de 200.000 obras desde o século XV, pergaminhos romanos e outras raridades como objetos, livros com capas de couro, madeira e metal; uma verdadeira orgia multimídia. E tudo isso em uma sala maravilhosa com um teto ostentanto uma belíssimo afresco barroco. Com certeza uma das mais bonitas bibliotecas históricas do mundo. O Hall foi construido entre 1723 e 1726 e tem 77 metros de comprimento e quase 20 de altura. Além das obras há estátuas e 4 magníficos globos construídos entre 1650 e 1718 com detalhes impressionantes.

Abaixo algumas fotos…



Para pensar territórios informacionais: Vejam duas fotos que fiz dos interessantes mapas de estradas, a “tabula peutingeriana”, da época da Roma Antiga. Trata-se de 11 pedaços de papirus do século V mostrando o sistema postal do império romano. Aparecem nos mapas a Servia, a Albania, a Grécia, o Sul da Itália, em um, e a Áustria, a Hungria, a Croácia e a Tunísia, em outro. São várias linhas vermelhas interligando os entrepostos postais. O mapa tem uma orientação Leste-Oeste e o mar aparece sem muita importância. Vemos Já naquele tempo uma preocupação em traçar mapas de “territórios informacionais”, ou seja, o fluxo de corpos e matéria por estradas e o fluxo de bens simbólicos e de materias pelos correios…

Vejam:



2 Replies to “Biblioteca Nacional”

  1. Maravilhosa a biblioteca, de enlouquecer! Minha maior dor é não saber linguas mortas para poder examinar pergaminhos e papiros e entender alguma coisa. Meu espírito é arqueólogo, não sei o que faço na cibercultura. :)

    BTW, como conseguiste tirar foto dos pergaminhos? Quando tentei, em Londres, no Louvre e mesmo no do Vaticano, sempre me correram quase a pancada. Talvez em Viena eles entendam que sem flash não estraga o pergaminho… :P

  2. que loucura. certamente foi para minha lista de "lugares para onde vou antes de morrer", embora tenha certeza que os profundos problemas que terei em relaçao a minha paixão por bibliotecas e o desejo desde criança de morar escondida numa delas, possa ser um grande problema :)

    ps: como é bom encontrar no ciberespaço um daqueles em que nos apoiamos para escrever uma monografia que insite em confundir a cabeça ;)

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