Monday, July 6, 2009

Resenha do texto “Inovação, Liberdade e Poder na Era da Informação”

O texto do autor Manuel Castells prega que a nossa era é caracterizada por uma revolução tecnológica centrada nas tecnologias digitais de informação e comunicação, surgidas paralelamente à emergência de uma estrutura social em rede.
Para o autor, este processo pelo qual a sociedade passou é dual (includente e excludente) por ser influenciado pelos valores dominantes. Castells desconstrói o pensamento de que a era da informação é determinista, relativizando suas conseqüências em função dos beneficiados com a revolução tecnológica. Critica a ideologia tecnocrática futurológica por apresentar a revolução tecnológica como única forma de organização social possível, assumindo, assim, o papel de salvadora da humanidade.
O mercado e a tecnologia, para Manuel Castells, forneceriam as diretrizes da sociedade, orientando-a em suas decisões. A disparidade de conhecimento e capacidade científica desta é verificada e estabelecida em classificações como classes, instituições, organizações.
Segundo o autor, com relação ao aspecto da segurança na internet, os EUA condenam a liberdade oferecida pelas novas tecnologias, sob o pretexto das ameaças que se manifestariam da nas formas do terrorismo e pornografia. Isso se reflete na obsessão pela segurança nas comunicações.
A inovação tecnológica e seus produtos são apropriados pelos interesses das elites político-econômicas, que bloqueiam o acesso aos produtos derivados das inovações tecnológicas. Para o autor, a essência da inovação tecnológica não surgiu das grandes corporações, mas sim, das mentes inovadoras dos jovens universitários.
A internet é o reflexo da cooperação entre os seus usuários. Sua concepção atual só foi possível devido à ausência de controles de direito de propriedade burocráticos. A web possibilitou a reconfiguração de poder no campo da comunicação de massa. A maior parte do fluxo de informações que circula na rede é de uso não comercial.
A capacidade dos usuários interagirem com os computadores é condicionada pelos softwares, linguagem básica da era da informação, e sua capacidade de ser modificada e distribuída/compartilhada. A evolução compartilhada dos softwares depende do compartilhamento do seu código fonte.
O monopólio da Mycrosoft, segundo o autor, foi quebrado com o surgimento do Linux e de outros softwares desenvolvidos coletivamente, que representam o êxito do sistema cooperativo de livre associação de produtores e usuários como princípio fundamental da inovação tecnológica.
O direito de propriedade intelectual, visto sob uma ótica financista e autônoma, é um entrave à configuração da inovação cooperativa como princípio orientador da inovação tecnológica, além de ser o principal obstáculo para a democratização do conhecimento e a conseqüente diminuição da disparidade socioeconômica em que vivemos.


Grupo 7

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