Category: Augmented Reality

Augmented (un)Reality

By André, 18/01/2010 10:05 pm

Acabo de ler um post do David M. Wood, Augmented Reality or alternate unrealities?, no qual ele cita um artigo do The Guardian de Charlie Brooker sobre a “realidade aumentada”. No artigo o autor defende a ideia de que esses sistemas podem ser usados para mascarar a realidade, para evitar o olhar para o mundo imediato (e na maioria das vezes incômodo) e o “outro”. Esses sistemas podem instituir assim uma “irrealidade aumentada”.

“(…)What’s more, the goggles could be adapted to suit whichever level of poverty you wanted to ignore: by simply twisting a dial, you could replace not just the homeless but anyone who receives benefits, or wears cheap clothes, or has a regional accent, or watches ITV, and so on, right up the scale until it had obliterated all but the most grandiose royals. (…)

And don’t go thinking augmented reality is going to be content with augmenting what you see. It’s a short jump from augmented vision (your beergut’s vanished and you’ve got a nice tan), to augmented audio (constant reactive background music that makes your entire life sound more like a movie), to augmented odour (break wind and it smells like a casserole), and augmented touch (what concrete bench? It feels like a beanbag). Eventually, painful sensations such as extreme temperature and acute physical discomfort could be remixed into something more palatable. (…)”

Mostrei em outro post como a questão da narrativa (a escolha dos autores, os pontos de vista, o que é ou não contado, etc.) está no cerne desses sistemas. O que o artigo do The Guardian e o post de Wood mostram é exatamente isso: a construção de uma narrativa que pode, em um futuro próximo, estabelecer novos regimes de visão sobre o mundo que mostre e institua uma realidade mais palatável, mais confortável. Trata-se aqui de formas narrativas e regimes de visão que constroem o mundo a partir de um sujeito que tudo filtra pela lente da câmera do celular e pelos softwares utilizados pelo sistema. Mais do que aumentar a realidade, o que podemos ver é efetivamente a sua redução.

Lentes Informacionais – RA e Narrativa

By André, 10/12/2009 12:41 pm

Lentes Informacionais – RA e Narrativa

Discutíamos no último post as narrativas locativas a partir do conceito de “terrative” de Michael Epstein. Através do twitter do The Guardian, vejo mais um dos inúmeros vídeos disponíveis sobre experiências comerciais e artísticas com a “realidade aumentada” (RA). RA é um sistema informacional que permite que o usuário olhe, através da lente da câmera e da tela de um celular (ou dispositivo similar), o “mundo real” “aumentado por informação eletrônica relevante sobre o mesmo (histórica, turística, comercial). Vejam o vídeo do The Guardian para ter uma idéia: Video: Augmenting reality.

O que quero destacar aqui, e a foto acima, congelada quando acabei de ver o vídeo mostra, é justamente essa nova lente de mediação entre o olhar e o mundo que se vê. No caso em questão, uma lente (os óculos), depois uma outra lente (a da câmera do celular) e depois o olhar para a tela do smartphone como mediadores de um olhar sobre o mundo. Como falei no último post, trata-se de uma forma de narrar e de consumir a narrativa pelo olhar. Podemos dizer que as experiências com RA são, nesse sentido, “terratives” (neologismo de “territory” e “narrative”), narrativas sobre os lugares.

No post anterior busquei Ricoeur para compreender a narrativa e mostrei rapidamente como toda narrativa é criadora da experiência humana do tempo e do espaço: ela é sempre temporal e locativa. O mesmo se passa aqui com os sistemas de RA. Se é assim, cabe perguntar aquilo que nunca aparece nas análises, matérias ou informações de divulgação sobre essa nova mídia (no sentido mais radical de “mediação”), a saber, sobre a qualidade dessa narrativa interpolada por lentes e telas, sobre a intenção locativa dos autores, sobre quem são esses autores, sobre as escolhas históricas do que está sendo contado sobre os lugares. Mais ainda, por que esses e não outros? O que faz, para além do apelo histórico, social, comercial, que uns lugares aparesentem informações eletrônicas e outros não? Que regime narrativo está em jogo quando dirigimos um olhar mediado por lentes e telas, guiado por informações eletrônicas fantasmagógicas se interpolando ao objeto observado?

A relação sujeito – mundo se dái nesse novo regime narrativo visual “aumentado”. Portanto, cabem aqui mais perguntas sobre esse sujeito e sobre o status ontológico da realidade aí construída: Que subjetividade se constitui nesse ato de ver lugares em destaque informacional sobreposto ao objeto físico, “real”? E o que acontece quando, ao dirigir a lente e o olhar para a tela, o sujeito vê outros lugares/objetos onde nada aparece, onde estes são apenas o “mundo real”, sem nenhuma explicação ou “realidade aumentada”? Esse regime narrativo de visibilidade irá tornar invisível aqueles lugares que são apenas “o mundo real”, simples e sem nenhuma ampliação? Focaremos apenas o olhar naquilo que o “sistema” me indica como “informação que vale a pena ser vista”? Será que depois de algum tempo o “mundo como ele é” se tornará invisível aos olhares não mediados? Se é assim, a questão sobre a “realização” do mundo e sobre as suas formas de visibilidade tornam-se centrais para compreender a RA. Devemos questionar as narrativas em jogo com as mídias locativas, em geral, e com a RA, em particular. Daí a necessidade de saber que história está sendo contada, quem a conta e porque um lugar é eleito e outro não, porque vejo aqui e não ali. O que faz com que um objeto ser portador de uma narrativa e outro não? O que cala é tão importante quanto o que fala!

Se acreditarmos em Schopenhauer, a questão é de suma importância: “Le monde visible n’est que le miroir de la volonté.”

Irrealidade Aumentada?

By André, 06/10/2009 11:08 pm

Irrealidade Aumentada?

Imagem do Dia

A realidade aumentada coloca camadas de informação eletrônicas sobre o mundo “real”.

Agora aplicação para iPhone mostra as fantasmagóricas Torres Gêmeas, lá onde as reais desapareceram.
Irrealidade Aumentada?

Realidade Aumentada

By André, 05/10/2009 3:46 pm

Realidade Aumentada

Ciclo”Comunicar Tecnologia” começa hoje no Nós da Comunicação com uma entrevista minha tentando explicar os desafios da realidade aumentada.

Abaixo a abertura e as duas primeiras perguntas da entrevista feita pelo João Casotti. Veja a íntegra no link acima.

“CICLO COMUNICAR TECNOLOGIA
André Lemos explica como a realidade aumentada será corriqueira na vida das pessoas
João Casotti

Imagine a cena: você para em frente a um monumento público, tira o celular do bolso, aponta para a obra de arte e, em segundos, tem na tela todas as informações sobre a escultura. Satisfeito com o resultado, aponta o aparelho para o entorno da praça em que se encontra e recebe o endereço de uma loja próxima, onde poderá comprar um livro, de um restaurante para beber um café ou da linha de metrô mais próxima.

A descrição acima é um exemplo prático de realidade aumentada, uma tecnologia que está bem mais próxima de se tornar corriqueira do que imaginamos. É o que conta em detalhes André Lemos, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Engenheiro, mestre em política, ciência e tecnologia pela Coppe/UFRJ, doutor em sociologia pela Université Paris V, e pós-doutor pelas universidades de Alberta e McGill, no Canadá, ele atualmente coordena um projeto de pesquisa no CNPq sobre cibercidade.

Confira a seguir a entrevista com André Lemos.

Nós da Comunicação – Aos poucos, as pessoas estão falando sobre realidade aumentada. Quando surgiu essa tecnologia e quais fatores fazem dessa ‘novidade’ uma tendência para os próximos anos?

André Lemos – O termo foi proposto, nos anos 90, no treinamento de pilotos de avião da Boieng e só ganhou força agora, com o aumento do processamento da informação e das imagens. É herdeira do desenvolvimento de simuladores e da realidade virtual desde os anos 60. O que acho mais interessante é a possibilidade de ‘interfacear’ informações aos objetos e espaços urbanos, aumentando-os como uma carga de informação, ampliando as formas de uso. Há inúmeros exemplos na publicidade, no marketing, na ciência, na medicina, no turismo ou em navegação pelas cidades. A tendência para os próximos anos é aumentar seu uso tanto corporativo como social, utilizando as possibilidades de indexação de informação como mídia social interativa e participativa, como uma espécie de web 2.0 em interface com o espaço público.

Nós da Comunicação – Já existem campanhas de marketing – como uma que vi da Nextel –, que utilizam a realidade aumentada como recurso. Qual é sua expectativa sobre as possibilidades comerciais dessa tecnologia?

A. L. – Há várias experiências no marketing e na publicidade (carros, salgadinhos, roupas), no campo científico (simulação de objetos, paisagens, sistemas) e no uso de sistemas de navegação pelo espaço urbano, como o Layar, o Mobvis, o Metro Paris, entre outros. Acho que as experiências crescerão muito nos próximos anos, consolidando a ideia de uma ‘internet das coisas’, na qual a informação não estará apenas na rede, no ciberespaço ‘lá em cima’, na ‘matrix’, mas colada aos objetos da vida cotidiana como uma espécie de post it eletrônico, acessível pelos telefones celulares. Estamos vendo agora uma explosão de sistemas para os smartphone, especialmente para o iPhone. (…)”

Mais vídeos e infos aqui e aqui, ambos links do Carnet.

Realidade Aumentada

By André, 29/09/2009 9:54 pm

Realidade Aumentada no Link – Estadao.com.br. Vejam a matéria abaixo:

Que tal fazer download de todo o ciberespaço?


REPRODUÇÃO
O aplicativo Augmented ID reconhece o rosto da pessoa e mostra seus perfis em redes sociais

Quando surgiu a web, instituições e costumes foram digitalizados. Comunidades se tornaram virtuais; o comércio, eletrônico; e as personalidades viraram avatares. O virtual foi se tornando tão, mas tão real que, hoje, a promessa é que aconteça o inverso: ele invadirá o cotidiano e o mundo será o navegador. Parece ficção científica, mas os aplicativos de realidade aumentada provam que não é.

Pelo mundo, surgem programas como o holandês Layar, um navegador para o mundo real, e até uma lente de contato digital está em desenvolvimento. Assustador? “Nem um pouco. Adicionando mais informações ao nosso dia-a-dia, estamos construindo um mundo novo”, diz Marteen Lenz-Fitzgerald, criador do Layar.

Para o pesquisador de cultura digital André Lemos a fusão entre dispositivos móveis, GPS e aplicativos de realidade aumentada pode significar o fim da “primeira fase da internet”. Lemos explica que a intenção da realidade aumentada é oposta ao que propunha a realidade virtual e seus mundos à parte, como o Second Life. Em vez de isolar a pessoa e criar um outro universo, a realidade aumentada “enriquece o ambiente” com informações, “como se colasse post-its nos lugares”.

“A ideia nunca foi que a informação ficasse aprisionada em um espaço virtual, fora da minha realidade concreta, e que eu teria que me conectar em uma Matrix para navegar”, explica. “Está na hora de o ciberespaço baixar no mundo real”.

As primeiras tentativas de integrar real com virtual foram feitas ainda nos anos 60 pelo cientista Ivan Sutherland, em Harvard. Mesmo primitivas, elas já mostravam, segundo o especialista Romero Tori, “que fundir esses dois universos poderia significar uma expansão dos sentidos”. Na década de 90, a ideia comum era a internet como ciberespaço descolado da realidade. “Tenho trabalhado para reforçar uma hipótese contrária a isso”, diz André Lemos.

Se a tendência vista nos aplicativos e softwares descritos nesta edição se confirmar, pode ir se preparando para ver uma mudança muito profunda na maneira de se conectar.

Essa revolução vai além de conexões móveis e aparelhos portáteis. Para André Lemos, é o fim da era do upload, em que virtualizávamos as instituições. Agora, a internet estará em todas as coisas.

Aplicativos como o Augmented ID são a mais perfeita tradução do que Lemos exemplifica. Imagine: ele “aumenta” a identidade de uma pessoa, reconhecendo o rosto dela e relacionando-o ao perfil das redes sociais.

“Eu acho que a tecnologia terá um impacto não só no entretenimento, mas também na maneira como trabalhamos e vivemos”, diz Dan Gärdenfors, criador desse aplicativo. Para ele, a realidade aumentada liga o mundo real às informações que as pessoas têm sobre as coisas. “Isso vai definitivamente influenciar a maneira como as pessoas avaliam as coisas e dividem as experiências”, diz.

Mudança que não deve tardar. Donos de telefones com o sistema operacional Android, do Google, já têm acesso desde 2008 a programas como o Wikitude AR Travel, um guia que utiliza o GPS, a câmera e a bússola do aparelho para mostrar informações sobre pontos de interesse em várias cidades. Projetos semelhantes já estão sendo criados para o iPhone, da Apple.

“Acho que a popularização da mistura entre real e digital vai se dar mesmo com as tecnologias portáteis: telefones celulares, smartphones e netbooks”, aposta Lemos.

A importância da realidade aumentada cresce tanto que já existem até pesquisadores que acham que ela deve ser uma política pública. O norte-americano Rob Rhyne, por exemplo, defende que o governo seja o provedor de cidades invisíveis, formadas por informações digitais sobrepostas ao real. Se você apontar seu celular para uma placa, você saberia onde fica o metrô mais próximo, para que lado é o museu e até a taxa de criminalidade daquele bairro. E mais: você ajudaria a juntar esses dados, em um espécie de democracia 2.0. “A realidade aumentada tem uma enorme força política. Ela abre uma janela não para outro mundo, mas para o nosso. Só que melhorado”, diz Rhyne.

Realidade Aumentada

By André, 17/07/2009 11:38 am

Realidade Aumentada

No twitter ou nas publicações jornalísticas, a bola da vez são os sistemas de realidade aumentada. Os jornalistas descobriram agora essa possibilidade de cruzar camadas de informação eletrônica com objetos concretos ou com imagens do espaço urbano. No entanto, os projetos disso que se chama de “realidade aumentada”, começaram na década de 1990 na Boing. Agora tornam-se populares através da publicidade e do marketing, seja em saco de salgadinhos, videoclipes, infografias…

Podemos dizer, para simplificar, que há dois tipos de projetos: um tipo que usa a simulação indoor e outro que interpola camadas de informação com o espaço “real”, o locativo outdoor. O primeiro, que chamo de “indoor” ou de simulação a partir de objetos – que podem estar em qualquer lugar – que são usados como superfície para “aumentar a realidade”. O segundo tipo agrupa os locativos que usam o espaço urbano como camada para superposição de informação eletrônica. Estes são, ao meu ver, os mais interessantes. Eles revelam, talvez, um dos aspectos mais fascinantes das mídias locativas: o de poder casar camadas de informação eletrônica com o espaço físico, expandindo o uso do espaço público. Aqui importa o local exato onde está o usuário, identificado por GPS e bulssola presentes nos dispositivos móveis como smartphones. Aqui, efetivamente, podemos ver o que tenho chamado de “download” do ciberespaço para as coisas e os objetos (a “internet das coisas“.)

Com a realidade aumentada, há uma “evolução” dos sistemas de realidade virtual, mas indo para o outro lado: não mais entrar nos sistemas simulados em 3D, como na RV, mas fazer com que as informações colem às coisas, “aumentado a realidade” do usuário. É nesse download do ciberespaço, proporcionado pelas mídias locativas, que emerge possibilidades de novos usos e significações do espaço urbano, criando uma outra relação info-comunicacional com os lugares. Podemos pensar que, para além de suas características físicas, sociais, políticas, os lugares devem ser vistos, de agora em diante, também como banco de dados, ou, de forma mais comunicacional, como mídia. Bom, o aprofundamento dessa reflexão deixarei para mais tarde já que estou formulando um projeto de pesquisa nesse sentido.

Vejam os videos abaixo nas duas categorias propostas, inclusive o do pioneiro brasileiro Bruno Viana e seu “Invisiveis”, além dos recém citados na imprensa: Layar e TwittAround, que une espaço físico e Twitter (aqui vemos também, como já falei em outros posts, como o twitter se transforma mesmo em instrumento locativo para redes sociais móveis).
1. Vídeo de realidade aumentada indoor:

Globo

ARHrrrrrr

Infografia no Estadão

Videoclipe

2. Vídeos de Realidade Aumentada Locativa

Layar

TwittAround

Invisíveis

Mscape, HP

Mobvis

Augmented ID

Hyperlinking the Real World

By André, 04/01/2009 1:38 pm

Hyperlinking the Real World


Mobvis

Projetos com “realidade aumentada”, que permitem criar camadas de informação eletrônica sobre lugares físicos (“reais) são uma das frentes de desenvolvimento da era da mobilidade e das mídias locativas. Por meio de celulares ou palms, usuários podem ver informações eletrônica sobre lugares e objetos ao apontar a câmera do seu dispositivo para os mesmos. Por exemplo, ao apontar meu celular para o Farol da Barra em Salvador, um “servico baseado em localização”, poderia me informar, enviando informação ao meu aparelho, sobre a história do Farol, eventos presentes e futuros, etc. Já mostrei inúmeros projetos sobre “augmented reality” nesse Carnet (aqui um dos últimos posts) e discutir alguns projetos em meus últimos artigos publicados, reforçando a tese do desenvolvimento de “territórios informacionais” e da ressignificação dos “lugares”.

Agora, matéria do NYTimes.com, “Hyperlinking the Real World“, mostra o projeto europeu MOBVIS que permite a uma câmera de um telefone celular hiperlinkar o mundo real. Após tirar uma foto, MOBVIS identifica o objeto e fornece informações sobre ele. O sistema funciona com mapas como o Google Street View, Panoramio, ou sistema similares, identificando a posição por GPS ou triangulação. MOBVIS, como afirma a matéria do NYT, “lets you ’see’ the world through your mobile phone. This is computer vision, or rather, mobile vision”. O serviço pode ser útil no turismo, na localização, na visualização e na produção de mapas. Vejam como funciona o sistema:

“(…) The MOBVIS system begins with a pre-populated database of geo-referenced panoramas (such as Google’s Street View, perhaps). The objects in the images are then manually annotated with information. Once that’s complete, the system is ready for search queries from mobile users. After a user takes a picture, MOBVIS compares the photo to the photos in its database and returns the relevant links. The challenge here is getting a mobile phone picture to match up with the more pristine photos found in the database. The database photos would likely be clear, crisp, and detailed, but a user’s photo could be grainy, taken on a dark and cloudy day, or taken from an odd angle. The MOBVIS system’s main strength comes from its feature-matching algorithm developed by the University of Ljubljana in Slovenia, one of the partners of the project. This algorithm can very accurately detect minute differences between similar objects. In real-world tests, it’s reported that this system was highly accurate, detecting the right building 80 percent of the time.”

Mixed Reality

By André, 15/12/2008 12:57 pm

Mixed Reality

Mixed reality ou “augmented reality” (Azuma, 1997) são expressões utilizadas para descrever sistemas que interpolam informação digital a espaços físicos, urbanos, privados, públicos e semi-públicos. Há exemplos no turismo/game, como o Time Warp em Colonia, em pervasive games como Epidemic Menace, em obras artísticas como o Invivíveis de Bruno Vianna, ou aplicações científicas e comerciais voltadas para pesquisa e aplicações de localização com dispositivos móveis. Podemos definir mixed reality ou augmented reality como sistemas informatizados usando tecnologias e serviços baseados em localização onde o usuário, a partir de dispositivos especiais (tipo VR ou outros tipo de visor), interage com o espaço físico e com camadas informacionais a ele interligadas. As fotos abaixo ilustram essa definição.

Os sistemas demonstram a relação entre espaço eletrônico e espaço físico trazendo novas funções (informacionais, sociais, culturais, artísticas, lúdicas) aos lugares. Tenho chamado esse hibridização de territorialização informacional e propondo ver essas novas funções como heterotopias emergentes na sociedade da informação. Outros autores chamam esse “território” de “espaço instersticial” (Santaella, 2007), “digital bubble” (Beslay e Hakala, 2005) ou “virtual wall” (Kapadia, et al., 2007). O que interessa ver aqui é a nova fase da cibercultura, que chamo metaforicamente da fase do “download” do ciberespaço, da “internet das coisas”, ou como mostrava Ben Russel no seu Roadmap Manifest de 1999: “The internet has already started leaking into the real world” (1999). Vejam abaixo como o “Second Life” está sendo “baixado” para os espaços e lugares públicos/semi-públicos através de posts do transArchitectural Topography, de Michael Ditullio. Ele aponta para experiências de realidade mixta/aumentada, com telas sobreposta a espaços públicos em que avatares do “second life” interagem com pessoas “reais” na “first life”. Trechos e imagens do Michael Ditullio.

“I recently viewed a demo video of ‘The Gate’ project at the at the inaugural exhibition for the opening of iMAL new venue, 4-7 OCT 2007 in Brussels. This installation utilizes a single mixed reality boundary (MRB) to connect physical space with the virtual world known as Second Life. The project shows some interesting interactions that take place between the two interconnected spaces including spontaneous dancing (by both physical occupants and avatars) as well as some attempts at textual communication. The participants at both ends seem enthusiastic about expression and communication across spatial types and more importantly- having fun.”
(…)

Outras experiências no Urban Screens em Manchester, 2007.

“(…) This project was displayed during the Urban Screens Manchester 2007 festival. It is aptly called ‘Liberate Your Avatar’ and has a dedicated web page here. Paul Sermon has created a space where people can interact with avatars through a single Mixed Reality Boundary. As you can see, this boundary exists in both physical space and virtual space simulatneously. He creates a composite image that allows people and avatars to ‘inhabit’ the same space while simultaneously (bodily) occupying their own space.

As described on the website: ‘The merged realities of ‘All Saints Gardens’ on Oxford Road, and its online three-dimensional counterpart in ‘Second Life’ will, for the first time, allow ‘first life’ visitors and ‘second life’ avatars to coexist and share the same park bench in a live interactive public video installation. Entering into this feedback loop through a portal between these two parallel worlds this event exposes the identity paradox in Second Life.’ “

Augmented Reality

By André, 01/06/2008 4:52 pm

Augmented Reality

Simpósio na Holanda, <>TAG, em The Hague, o “Augmented Reality: Superimposing the virtual”., aborda a relação entre espaço físico e o espaço virtual em sistemas de “realidade aumentada”. Vejam descrição (via Mobile City)

“(…) AR allows us to experience the ‘real’ world with an added layer of virtual information, like 3D images, metadata or restricted access information. The added virtual layer offers a new universe of practical as well as artistic possibilities.

(…) <>TAG presents artists and scientist whose work shows the untrodden territory in striking ways. This results in 3D-imaging as an added layer to the physical world, but also in, for example, leaving image and sound ‘traces’ in physical space and time, creating the impression that we can actually record history on the spot.

The term Augmented Reality was coined in the 1990’s as an answer to the highly popular Virtual Reality (VR). VR creates a complete simulation, which exists completely separated from the physical world. In contrast to this, AR offers an added layer, modifying, enhancing or supporting the perception of the physical world.(…)”.

Mixed Reality

By André, 18/04/2008 1:34 pm

Mixed Reality

Mais um sistema que coloca ênfase na localização e na hibridação de camadas informacionais com a “realidade” do espaço físico. Trata-se do Enkin, para o Android, que mescla GPS, mapas, câmera:


Enkin from Enkin on Vimeo

“‘Enkin’ introduces a new handheld navigation concept. It displays location-based content in a unique way that bridges the gap between reality and classic map-like representations. It combines GPS, orientation sensors, 3D graphics, live video, several web services and a novel user interface into an intuitive and light navigation system for mobile devices. This project is a submission for the first round of the Google Android Developer Challenge and should not be considered a final product.”

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