Cascando – Beckett

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Uma experiência. Vestir um manto preto com capuz, tirar os sapatos, deixar as bolsas e celulares, colocar headphones com iPod shuffle plugado, como monges medievais, fazer uma fila, alguém aperta o play e entra-se em uma sala escura… andar no escuro absoluto, movendo-se seguindo sombras em um labirinto espelhado, come on… lights gone . . . of the land . . . all gone . . . nearly all . . . too far . . . too late . . . of the sky . . . those . . . if you like . . . he need only turn over . . . he’d see them . . . shine on him, palavras indo e voltando, rest [and] sleep … not before, sons indo e voltando, crescendo e cascando, parar, esperar,

não ir mais, mas ter que ir, espelhos afunilando o labirinto, um minuto, story . . . if you could finish it . . . you could rest . . . sleep . . . not before,  sombras, minha, de outros, ao lado,  corpo andando, em círculos, movendo-se sem sair do lugar, vendo e sendo visto por outros, corpos escuros, sombrios, passando ao lado, dez minutos, sem sentido, sem nada, ouvir, andar,  ver sem olhar, palavras fluindo, don’t let go . . . Woburn . . . he clings on . . . come on . . .vinte minutos, rosto na areia, mãos espalmadas, uma imagem, como qualquer outra, já não há mais para onde ir, Woburn, but I don’t answer any more, and they don’t say anything any more, mas deve-se ir, ficar, dorme, anda e não sai do lugar, nada vê, só ouve, nada, encaminha, em círculo, sem fecho nem desfecho, longo dia, maio, e dizem, tudo está na sua cabeça, it’s the right one . . . finish . . . no more stories . . . sleep . . . we’re there . . . nearly . . . just a few more . . .  they have quit. good, trinta minutos…uma sombra aparece, me guia, luz, uma saída e o fim.

Ref: Trechos em inglês ouvidos ontem na performance sonora alguns na memória outros tirados aqui e aqui. Mais sobre a peça no Samuel Beckett Theatre em Dublin ver aqui.

 

 

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